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sábado, 4 de abril de 2015

SOMOS VIÁVEIS? (2)


[ARNALDO BLOCH; O GLOBO - SEGUNDO CADERNO; 07.03.2015]


Pouco tempo atrás, acreditávamos que havíamos chegado a um estágio em que o arsenal nuclear se reduziria até ser coisa do passado. O que vemos hoje? Chantagem nuclear e potências armadas até os dentes. Acreditávamos que a democracia era o caminho definitivo, universal.

O que vemos? Opositores sendo assassinados na Rússia, um juiz que investiga o governo sendo baleado na Argentina, um governo democrata nos EUA que espiona seus parceiros, colossos de corrupção por toda a parte e um esforço por debelá-la menos associado à pura justiça e mais a serviço do puro interesse político, num jogo de troca de posto que se eterniza.




Acreditávamos que o racismo e a xenofobia seriam em breve varridos do chamado velho mundo. O que vemos? A Europa em crise, polvilhada de poderosos partidos de extrema direita que ganham popularidade ano a ano, fechando os olhos para a exploração sanguinária que promoveram contra os povos que hoje querem expulsar.





Acreditávamos que os países de maioria muçulmana rumavam para uma discussão profunda sobre suas sociedades, assinalada pela Primavera Árabe. O que vemos um ano depois? A ascensão do Estado Islâmico, enterrando populações vivas e empreendendo um programa de expansão com tentáculos invisíveis pelo mundo inteiro, usando a tecnologia digital para uma campanha de recrutamento planetária.

 

Acreditávamos que a cultura continuaria a dialogar com a ciência e a filosofia em busca de uma boa interseção entre a razão e os mistérios que ainda (talvez nunca) decifraremos. O que vemos? A ciência demonizada e um crescimento cada vez maior da escravidão às crendices e às religiões, numa marcha que arrisca jogar a Humanidade de volta à Idade Média. E, paralelamente, um paradoxal culto cientificista em busca de respostas objetivas para tudo. É a era dos especialistas: tenta-se assassinar o mistério, inclusive a subjetividade da arte, que se institucionaliza.



Nós, porta-vozes dos feitos e desfeitos da Humanidade, que se crê no topo da evolução, deveríamos nos perguntar, antes mesmo de nos situarmos no ranking evolucionário, se a espécie é, simplesmente, viável, ou não.

Se não está destinada a se extinguir muito antes que milhões de outras espécies desapareçam. Se isto acontecer, quem decidirá, divulgará e publicará notícias sobre o nosso papel na História do Universo?


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É preciso dizer mais?



sexta-feira, 20 de março de 2015

SOMOS VIÁVEIS? (1)

    




  [ARNALDO BLOCH; O GLOBO - SEGUNDO CADERNO; 07.03.2015]

Um dos traços característicos da espécie humana é a crença de que, entre os demais seres vivos conhecidos, estamos no topo da evolução. Nossas capacidades de refletir sobre nós mesmos, formular hipóteses, destrinchar as causas naturais para os fenômenos e nossa consciência, que permite transcender o simples viver, são consideradas valiosas. Mas nunca perguntamos: valiosas para quem e para quê?
O planeta se lixa para nós. O Cosmo não está nem aí. Os animais são esculachados. As florestas, montanhas, geleiras; os mares, os rios - estão indo para o brejo. Resta, então, a hipótese de que somos valiosos para nós mesmos. De que nossa busca é o estágio em que o Universo toma consciência de si, num processo que ainda está na infância, mas resultará, um dia, em algo grande para nós e para o todo.


Mas, se olharmos com cuidado, a julgar pelo ponto a que chegamos, nem essa hipótese (sermos valiosos para nós) se sustenta. No máximo, pode-se considerar que um indivíduo pode ser feliz por um tempo determinado, mas nem isso é uma obra que a espécie realizou: é um benefício que a vida, a natureza, conferem a um ser, e pelo qual deveríamos agradecer humildemente.

De resto, que evolução é esta que o humano alcançou? Mesmo dentro de nossas conceituações do que seja bom ou mal para a Humanidade, qualquer progresso que se verifique está, sempre, sub judice. A própria ideia de progresso vive em xeque: o crescimento irrefreado, que é o ideal de qualquer pensamento econômico aceito, é obviamente destinado ao desastre. Mesmo se deixarmos de lado os sinais claros de que esse paradigma está destruindo a vida em sociedade, é uma questão de matemática rudimentar: a Terra tem uma determinada extensão. Logo, a multiplicação de objetos, edificações, veículos, propriedades, e da população, tem um limite. De espaço, de recursos, de energia, de meios, de motivação.

Mesmo assim, o crescimento, puro e simples, infinito, é o único que vale para qualquer índice que calcule a prosperidade de uma nação, como se não houvesse um horizonte final (em outras palavras, danem-se as próximas gerações, o que importa é o mundo agora). Se há um discurso e um movimento planetários em prol da preservação ou até conceitos malucos como o do descrecimento, a comunidade das nações não dá qualquer sinal de que possa haver uma concórdia sobre as providências no sentido de uma decisiva mudança de postura global.

Falam mais alto as paixões, a sede de potência e de acúmulo, guiados pela certeza da morte, e a compulsão pela otimização do gozo numa corrida contra o relógio que leva a tumba.

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Resultado de imagem para capitalismo selvagem




segunda-feira, 12 de maio de 2014

VAGINOTERAPIA


[Publicado na coluna de Tony Bellotto no Segundo Caderno do jornal O GLOBO]



O terapeuta Zé Ricardo Zenim, mais conhecido como Zenão, notabilizou-se pela criação do sistema de Conhecimento Uterino e pelas técnicas de Vaginoterapia e Despertar Clitoridiano, com que fazia fluir a energia estagnada de mulheres frustadas e desiludidas.

Flagrado por um marido desconfiado enquanto aplicava numa paciente seu revolucionário método de estimulação clitorídea com língua de sapo verde amazônico, Zenão levou uma surra e nunca mais deu as caras em seu consultório no Leblon.


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Putz, esse ganha o prêmio de 'cara-de-pau' de todos os tempos! E ainda tem gente que cai numa dessas...


quarta-feira, 16 de abril de 2014

MARCHA DA MACONHA


[Editado de uma reportagem de Daniel Biasetto e Júlia Amin publicada no jornal O GLOBO]


A sétima edição da Marcha da Maconha, no Rio, em 10 de maio terá uma ala especial destinada aos pais de crianças que fazem uso de medicamentos a base de Canabidiol no tratamento contra a epilepsia, e reivindicam a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar e administrar a substância na luta contra crises convulsivas sofridas por seus filhos.

A ideia ganhou força após decisão de caráter liminar da Justiça Federal em Brasília determinar que a Anvisa entregue o medicamento à família de uma criança de 4 anos que sofre do distúrbio neurológico e teve redução significativa de crises convulsivas ao adotar o uso do remédio indicado por um médico.

 

Presença confirmada na marcha, a advogada Margarete Brito foi a primeira pessoa no Brasil a entrar em contato com a empresa que fornece o medicamento nos Estados Unidos para importá-lo. Mãe de Sofia, de 5 anos e que sofre da síndrome rara denominada CDKL5, cuja principal manifestação são crises convulsivas diárias, ela lidera um grupo de mães para criar uma associação.

Além das dificuldades de importação do remédio, as mães afirmam que a falta de conhecimento dos médicos sobre o Canabidiol é o principal motivo de dúvida na decisão de iniciar o tratamento.


Após muita pesquisas na internet, e descrente dos efeitos dos medicamentos permitidos no país, Margarete resolveu, em outubro de 2013, importar o Canabidiol como última tentativa de curar a sua filha. Ela diz que não teve medo das consequências legais com a importação clandestina do CBD.

Sofia foi tratada durante um mês e teve suas crises reduzidas em 50%.  


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Vamos fumar a hipocrisia no dia 10 de maio na Marcha da Maconha do Rio de Janeiro!









segunda-feira, 14 de abril de 2014

VICIADOS EM INTERNET


[Editado a partir de um texto da autoria de WALCIR CARRASCO]


O ciberviciado entra em síndrome de abstinência se não estiver plugado. É fácil reconhecê-lo: em locais públicos tecla nervosamente o celular à procura de um conexão. Assume uma expressão de alívio quando consegue trocar duas ou três palavras com alguém que nem conhece pessoalmente. Eu mesmo já me aproximei perigosamente do cibervício.

Para algumas pessoas, o uso contínuo da internet tem impacto no trabalho, nas relações de amizade e também nas afetivas. A pesquisadora americana Kimberly Young fundou o  Center for Online Addiction, em Bradford, na Pensilvânia, para tratar ciberviciados. Como nos EUA existem grupos para tudo, lá funcionam os de apoio para ciberviúvas - esposas de viciados em relações amorosas, pornografia ou apostas pela internet.


A compulsão já é tratada em vários outros centros especializados nos EUA. O fenômeno é mundial. O hospital londrino Capio Nightingale também oferece sessões de terapia a jovens viciados no computador.

Na Coréia do Sul, o tratamento procura estimular as relações face a face e trabalhos manuais, para criar outros interesses entre os ciberviciados. Desde 2008 o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo iniciou o tratamento de jovens com dependência tecnológica, incluindo em videogames.



São raros os pais que detectam quando o adolescente começa a usar drogas tradicionais. O cibervício também é enganador. Pais tendem a acreditar que mexer com computador é sinal de inteligência. Preferem o adolescente em casa que na balada. É um erro. No mínimo, os ciberviciados afastam-se do convívio social importante para sua formação.

Há quem diga que o viver on-line é tão perigoso quanto consumir cocaína ou qualquer outra droga. Talvez seja exagero. Mas o cibervício pode afetar perigosamente a vida do dependente e destruir sua qualidade de vida.


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Olho vivo papais e mamães: tem maluco no Japão que mora, quase que literalmente, em lan-houses! 



sexta-feira, 28 de março de 2014

POLUIÇÃO



[Publicado no jornal DESTAK em 11.04.2011]


Ratos de laboratório expostos à poluição do ar causada por automóveis tiveram danos cerebrais semelhantes à perda de memória e à doença de Alzheimer. Foi o que demonstrou uma pesquisa realizada nos EUA.

Cientistas recriaram os poluentes que vêm da queima de combustíveis fósseis e expuseram ratos ao ar poluído por 15 horas por semana durante dez semanas.

As pequenas partículas de ar tinham o tamanho de 1 milésimo da largura de um cabelo humano, sendo muito pequenas para serem retidas pelo sistema de filtro dos automóveis. No entanto, exerceram danos consideráveis nos cérebros dos ratos expostos, informou o estudo. 

Cientistas concluíram que a exposição resultou em um "dano significativo" para os neurônios envolvidos na aprendizagem e na memória, e eles detectaram "sinais de inflamação associados ao envelhecimento precoce e a doença de Alzheimer".

Mais pesquisas são necessárias para determinar se os mesmos efeitos podem ser vistos em humanos. "É claro que isso leva à questão: 'como podemos proteger os moradores das cidades desse tipo de toxidade?'. Isso ainda não é sabido", concluiu o autor do estudo, Caleb Finch.


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Vamos aderir à bicicleta e ao transporte público e deixar o carro em casa minha gente! 

sábado, 15 de março de 2014

PARALISIA



[Publicado no jornal O DIA em 19.02.2014]


Uma pesquisa realizada em Boston (EUA) fez com que um macaco controlasse movimentos de outro pelo pensamento.

Os pesquisadores conectaram o cérebro do animal principal à espinha do outro através de uma prótese. A experiência é uma boa notícia para pacientes com paralisia. 

O objetivo é usar a atividade cerebral para controlar o próprio membro paralisado da pessoa com deficiência. O estudo foi publicado na 'Nature Communications'.


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Notícia legal esta. É o futuro se materializando no presente para trazer esperança no tratamento de pessoas que sofrem de paralisia. Parabéns a estes pesquisadores. E aos macacos.




quinta-feira, 6 de março de 2014

DEPRESSÃO



O indivíduo é acometido por uma tristeza profunda. O que antes era sinônimo de prazer passa a não ter mais importância. Falta disposição para tudo - trabalho, família, lazer, a pessoa perde a disposição de viver.

Projetada para ser a segunda causa de incapacitação na população mundial em 2020, a depressão, um distúrbio médico, crônico e recorrente, hoje ocupa o quinto lugar entre as causas de incapacidade por doença, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).



O tratamento consiste na combinação da farmacoterapia (antidepressivos combinados ou não com ansiolíticos ou calmantes) com aporte da psicoterapia, com tempo definido e limitado. Um grande avanço no tratamento da depressão foi o desenvolvimento dos inibidores seletivos de recaptura de serotonina (ISRS).

A depressão altera a função das substâncias cerebrais serotonina e noradrenalina - responsáveis pelo equilíbrio emocional.  O medicamento vai modificar a maneira como o cérebro produz e aproveita essas substâncias, sendo que o mais conhecido é a fluoxetina. Os efeitos colaterais são menores do que os dos remédios anteriores.

 


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Estamos acostumados a pensar que depressão não é doença grave, mas a verdade é que ela leva à incapacidade e afeta a qualidade de vida de forma mais grave do que muitas doenças que têm risco maior de morte.

terça-feira, 4 de março de 2014

ROMÃ: PROTEÇÃO CONTRA O CÂNCER


[Editado a partir de um reportagem publicada no jornal MEIA HORA]

Estudos mostram que substâncias presentes na romã apresentam efeito protetor contra o câncer e as doenças cardiovasculares. O fruto, segundo cientistas, possui três vezes mais capacidade antioxidante do que o vinho e o chá verde.

O alimento ainda tem papel anti-inflamatório, contribuindo, principalmente, para que o câncer de próstata não desenvolva novos focos de tumor, ou seja, a metástase nos ossos.

Além do câncer, a romã tem papel antioxidante, prevenindo contra danos neurológicos e reduzindo as taxas de colesterol no organismo. Sendo assim, o fruto também funciona como um aliado à saúde do coração.

Apesar de seus efeitos benéficos, a romã deve ser evitada por quem tem diverticulite, ou seja, inflamação no intestino grosso. Como possui sementes, elas não são digeridas e chegam inteiras ao organismo, podendo agravar ou facilitar o surgimento de crises inflamatórias.


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Este foi mais um serviço gratuito de utilidade pública prestado por nosso blog. Não precisam agradecer...

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA




Eu sabia que a água era importante, mas nunca soube sobre as horas especiais para bebê-la. Você sabia?

Beber água na hora correta maximiza sua efetividade no corpo humano:

- 1 copo pela manhã ao acordar ajuda a ativar o metabolismo;

- 1 copo 30 minutos antes das refeições ajuda na digestão;

- 1 cpo antes de tomar banho ajuda a baixar a pressão sanguínea;  

- 1 copo a noite antes de ir dormir ajuda a evitar um derrame cerebral ou ataque cardíaco.



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Passe adiante, especialmente para as pessoas que lhe são queridas. Você estará certamente contribuindo para a preservação da saúde delas.