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quinta-feira, 27 de março de 2014

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


[Editado de um artigo da autoria de José Miguel Wisnik, publicado no 'Segundo Caderno' do jornal O GLOBO em 12.02.2011]


Todos sabemos que a poesia não faz sucesso de massas. Walter Benjamin diz que o último caso, indissociável ao escândalo que provocou, é o de "As flores do Mal" de Baudelaire, que data de 1857.

Desde muito, o público de poesia tornou-se talvez o mais reduzido e esotérico entre todos os gêneros literários. Alguns fatos atestam, no entanto, a presença que a palavra poética chegou a ter no Brasil, e os efeitos inesperados e controvertidos que ela foi capaz de provocar.

Nenhum se compara aos rastros mirabolantes deixados pelo famigerado poema de Carlos Drummond de Andrade, o da "pedra no meio do caminho", publicado no seu livro de estréia, em 1930. Como pôde um poemeto obsessivo, circular, falando aparentemente de quase nada, ter mostrado essa potência de "bomba atômica", no dizer de Mário Quintana?

No poema a frase bate e rebate no objeto inexplicado que barra seu caminho, e dá voltas sobre si mesma sem sair do lugar: "No meio do caminho tinha uma pedra / tinha uma pedra no meio do caminho / tinha uma pedra / no meio do caminho tinha uma pedra".

As boas consciências só se acalmam quando podem explicar o inexplicável, nomear o inominável, reduzindo o real a um sistema secundário de significados que o substitui e o apaga.

"No meio do caminho" desativava essa possibilidade: um poema sobre o puro limite, excessivamente literal, não se deixando metaforizar, e prendendo o leitor no mesmo círculo implacável em que estão presos, dentro dele, o sujeito e o objeto.

Pegos de surpresa nessa arapuca poética, os leitores tradicionalistas (numa época em que se dava, diga-se de passagem, importância à poesia) reagiram com irritação e deboche: o poema não fala de nada.

O mais curioso é que, numa fase posterior, consagrada pelo uso comum e adotada "a pedra no meio do caminho" quase como sinônimo de qualquer impasse, principalmente os triviais, inverteu-se o sinal: o poema fala de tudo.

Penso nisso quando vejo a estátua do poeta maior no banco de Copacabana.


POST-SCRIPTUM:

"No meio do caminho tinha uma pedra. / Nunca me esquecerei desse acontecimento / na vida das minhas retinas tão fatigadas."

Axé, Drummond!

segunda-feira, 4 de março de 2013

RELIGIÃO X CIÊNCIA: A "OUTRA LÓGICA"


                                                                                            "Noli foras ire, in interiore homine habitat veritas" 

         (adágio alquimista) 




Pois é, a visão estritamente científica (vide tópico anterior) dá a entender que não se deve misturar "alhos com bugalhos". Até aí nenhuma surpresa: é o que se deve esperar da ciência convencional. O que não quer dizer que esta seja a dona da verdade e que outras posições até mesmo opostas não devam ser consideradas.








Que fique bem claro e que não haja margem para mal-entendidos: no contexto geral eu concordo com  grande parte das declarações do professor (novamente, vide tópico anterior); evidentemente a pesquisa científica deve continuar. A descoberta do 'bóson de Higgs' é uma peça fundamental para o desenvolvimento da física na medida em que o próximo passo das pesquisas de alto nível envolverá muito provavelmente um maior empenho no sentido da tentativa de confirmação empírica da 'Teoria das Cordas', por exemplo (uma das consequências inevitáveis dos atuais experimentos).









Além do que, paralelamente traz um benefício extra e imprevisto (ainda que, sou forçado a admitir, este seja um insight pessoal): o de "abrir portas" inéditas à especulação filosófica. Talvez até no sentido de reabilitar e consolidar o estudo da metafísica em bases estritamente científicas, tanto na teoria (uma 'mitofísica') quanto, - quem sabe? -, na prática (hein!?!), mesmo admitindo-se as evidentes dificuldades inerentes ao manuseio de partículas tão elusivas (calma gente, humor e credibilidade não precisam necessariamente ser auto excludentes).








Mas isso ainda é assunto para ficção-científica, apesar de pertinente. A questão é outra: tem a ver com a guerra surda que a cultura oficial vem travando a séculos contra os poderes da imaginação e que pode levar, eventualmente, à falência do sistema educacional institucionalizado em nível global - alguns sintomas sociais e políticos ao redor do mundo já dão sinais disso - e consequentemente a uma 'desvalorização dos ativos', digamos assim, da assim-chamada Civilização Ocidental (com letras maiúsculas, por favor!). Num paralelo talvez não muito feliz, pode-se dizer que, na bolsa de valores cósmica, as ações do empreendimento CIVILIZATION INC. estão certamente em baixa...






Mas o que isso tem a ver com o título desta postagem? Nada? Talvez tudo. Ignoremos por um momento o 'nada' e concentremo-nos no 'tudo'. Para quem não percebeu ainda e indo além das consequências óbvias, completar o quadro de partículas do 'Modelo Padrão' também significa dar sentido, dar autenticidade, dar legitimidade, enfim, admitir sem dúvidas ou restrições a verdade incontestável desta 'jornada sagrada', a Ciência, que se representa com total isenção e consciência tranquila (alguém aí falou em bomba atômica?).








Em imperfeita sincronia temos a trama paralela e profana que é a vida política, social e econômica não-oficiais, este drama quase shakespeariano que experimentamos como a tão decantada - e decadente - vida cotidiana. 'Deus não joga dados'? Pode apostar que sim! 









Tudo parece muito confuso (e quem disser que não, é muito ingênuo ou está de má fé). Mas ao mesmo tempo é divertido e surpreendente. Quem pode negar a semelhança simbólica - dentro dos parâmetros de uma abordagem apoiada nas mais recentes descobertas de campo de diversas especialidades acadêmicas tão zelosamente cientes de seu positivismo e de sua razão "ciumenta e poderosa" (que Iavé não nos ouça!) - quem pode negar, repetimos, que essa pretensão cientificista a uma verdade única e soberana não tem conotações nítidas e nada sutis com um fenômeno de dimensões religiosas?









O que é a busca científica da tão propalada 'Teoria de Tudo' - que reconhecidamente resolveria problemas importantes como conciliar a teoria quântica com a relatividade geral - do que, também, a renovação do ciclo mítico do Santo Graal?  







"Lógica única?" - poderíamos perguntar a Aristóteles, usando a imaginação a fim de libertar o potencial criativo de uma "outra lógica". Essa mesma imaginação tantas vezes defenestrada, desqualificada e desmoralizada ao longo de uma história do pensamento que se acredita muito correta e, em decorrência, séria demais.








Tudo isso para finalmente dizer que, sim, é possível fazer ciência da religião, bem como ter um sentimento de religiosidade autêntica na nossa relação com a physis, incluindo "no pacote" o respeito ao meio-ambiente, a produção responsável de riquezas e bem-estar para usufruto mútuo de toda a humanidade, a prática de atividades intelectuais e/ou lúdicas (as artes, a matemática, o ócio irresponsável ou a mera diversão), bem como, e acima de tudo, o respeito pelos outros seres humanos, vivos ou mortos.









Neste devir que o dia-a-dia confirma como ciclos dentro de ciclos há que se dar um crédito quase arquetípico à matemática de Cantor e à sua Teoria dos Conjuntos, com seus infinitos dentro de infinitos ainda maiores, ou ao Teorema da Incompletude de Godel, por exemplo, bem como às intuições geniais de homens como Heráclito, Sócrates, Platão, Aristóteles, DaVinci, Giordano Bruno, Galileu, Newton, Freud, Jung, Hegel, Marx, Durkheim, Weber, Nietzsche, Darwin, Plank, Einstein, Bohr e Teilhard de Chardin (entre tantos outros) para citar apenas alguns gigantes aparentemente tão díspares entre si. 







"Samba do crioulo doido?" A Escola de Samba Unidos do Paradoxo apresenta seu enredo para este ano...









Religião? Ciência? Arte? Política? Tais conceitos, assim como os de lógica, racionalidade, evolução, acaso, complexidade, caos, estrutura, ser, vida, morte e Deus, por exemplo, entre tantos outros, já estão há algum tempo passando por revisões inevitavelmente necessárias, desde que as sementes de tal iniciativa foram plantadas nos dois últimos séculos (XIX e XX) por artistas, acadêmicos, filósofos, escritores e até mesmo cientistas que, cada um a seu modo, nos dias de hoje, podemos considerar legítimos herdeiros culturais de movimentos como o Romantismo, o Simbolismo e o Surrealismo, por exemplo, ainda que necessariamente num contexto de pós-modernidade "barroca".








Mas o que é isso que me dizem? O pós-modernismo é uma moda ultrapassada que não chegou realmente a lugar nenhum? O desconstrutivismo é um beco sem saída dentro de um labirinto onde o Minotauro joga cartas com Sísifo? Não importa: como se dizia no século passado, "a luta continua". O problema é a dificuldade cada vez maior em identificar contra quem e o que lutar...






Tá feia a coisa? Tá. Só que não adianta ficar se lamentando ou pondo a culpa nos outros; todos somos responsáveis, em maior ou menor grau, por este vazio inconveniente (digamos assim, para não sermos acusados de exagerados) que já se instalou há um bom tempo nos corações e mentes dos homens e mulheres de nosso tempo. 







Inconveniente este que só se agrava na medida em que o liberalismo triunfante e sem adversários enreda a tudo e a todos, inclusive a si mesmo, nas armadilhas da lógica de mercado, e que não tem pudores ou preconceitos contra a ciência ou a religião.








Que o digam Bill Gates ou o 'bispo' Macedo, para citar dois exemplos bem afastados tanto em termos geográficos quanto em relação às atividades em questão, numa comparação aparentemente estapafúrdia mas ainda assim que remete ao mesmo raciocínio financeiro-especulativo. Vai dizer que não?








Não nos deixemos iludir por nossa própria miopia intelectual: qualquer coisa que poderia ser designada como "espírito" (seja no sentido filosófico quanto religioso), há muito se retirou da nossa realidade mundana e diuturna, ou daquilo a que ainda poderíamos nos referir como "alma do mundo". O dinheiro é o único Deus que é levado a sério: temos que admitir isso se não quisermos passar por hipócritas.








Tal desencantamento funesto, seja em que sentido se prefira acolher, vai continuar nos levando à falência civilizatória e não há argumentos que possam negá-lo. A esperança, de uma forma geral, está em vias de se tornar moribunda, já que o futuro só é considerado no curto prazo dos investimentos monetários, enquanto que a preocupação com as gerações vindouras insensivelmente se dilui num 'projeto às avessas', embasado numa ilusão consumista imediata e idiota.







O fato é que a Modernidade não cumpriu as promessas do Iluminismo e cabe a todos nós darmos uma parada estratégica e analisarmos em profundidade e com consciência crítica (a mais radical possível) os eventuais desvios e as possíveis correções de rumo. 






Aprender com o erro e não ter vergonha de tentar de novo! Pois não podemos continuar nos enganando: vivemos uma intensa crise civilizatória que exige, antes de mais nada e acima de tudo, uma refundação de nossas raízes judaico-cristãs, helenísticas e romanas, conforme sugere Jean-Claude Guillebaud em seu livro "A REINVENÇÃO DO MUNDO", não sem levar em conta toda a autocrítica que se processou no século XX e que precisa continuar, num processo que não pode prescindir das contribuições do Islã, das culturas orientais, da África negra e dos povos indígenas que sobrevivem a duras penas.







Uma refundação de princípios, mas não por um viés nostálgico, ou na aposta sempre provada como ineficaz pela História numa 'terceira via' apaziguante e condescendente, ou muito menos numa derrelição total que conduziria invariavelmente (como já está fazendo lentamente, mas em aceleração constante) a um 'vale-tudo' estúpido que é, em última instância, genocida e suicida. Alguém se habilita a discordar?   







Refundação, sim, pois como diria Nietzsche, "como pudemos nós esvaziar o mar? Quem nos deu a esponja para apagar todo o horizonte?". Ou de forma menos poética Pierre Legendre: "A humanidade está sendo acossada pela necessidade de se alicerçar para poder viver".  









Imbuídos de uma compreensão sagaz ou de uma intuição inconsciente, sabemos que a informação sofre necessariamente um processo comprovado e contínuo de disseminação que não pode ser detido, e cuja flecha do tempo corre oposta àquela que orienta a inevitável decadência decorrente da entropia; assim sendo, temos que manter acesa a chama da Imaginação, acima de toda controvérsia ilusória entre Ciência e Religião, propondo e apresentando um diálogo fecundo entre idéias, algumas geniais, outras "mucho locas", mas acima de tudo visando um maior e melhor entendimento do homem e do mundo.







Mais sobre o assunto futuramente, quando pretendo discutir as idéias do físico indiano Amit Goswami em seu livro "O UNIVERSO AUTOCONSCIENTE". Paz à todos!







POST-SCRIPTUM:




"O que está embaixo é igual ao que está em cima e o que está em cima é igual ao que está embaixo, para realizar o milagre de uma só coisa." (A Tábua de Esmeralda)


    domingo, 6 de março de 2011

    LÓGICA E FILOSOFIA DAS CIÊNCIAS FORMAIS


    [Autoria de: Itala Maria Loffredo D´Ottaviano (diretora do CLE/Unicamp), Walter Alexandre Carnielli (membro do Conselho Científico do CLE/Unicamp) e Jairo José da Silva (membro do Conselho Científico do CLE/Unicamp, secretário geral da Sociedade Brasileira de Fenomenologia e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Lógica); publicado no JORNAL DA CIÊNCIA em junho de 2006]


    O projeto leibniziano de criar, no século XVII, uma lingua characterica, modelada na linguagem matemática, e um calculus ratiocinatur, também de inspiração matemática, em que se poderiam expressar os juízos simbolicamente e raciocinar corretamente de modo tão mecânico como se calcula algoritmicamente, foi uma idéia filosoficamente tão avançada que demandou cerca de dois séculos para frutificar, no século XIX, nos cálculos lógicos de Boole, Schroeder, Peirce, Peano e, principalmente, Frege.







    Assim, a lógica simbólica nasceu, ao menos como idéia, no seio da filosofia, em resposta a um anseio essencialmente filosófico; ou seja, a lógica moderna – não menos que a tradicional lógica aristotélica e seus desenvolvimentos posteriores – pertence ao núcleo duro da filosofia. Se tivesse sido efetivamente levada a cabo por seu idealizador, a idéia que Leibniz – um dos criadores do cálculo diferencial e integral – apenas esboçou teria dado origem a uma revolução sem precedentes na história do pensamento. Teria sido criada uma filosofia simbólica e exata em que opiniões teriam dado lugar a teses demonstráveis (ou refutáveis) e intermináveis debates filosóficos cederiam seu espaço ao cálculo simbólico: “não discutamos, calculemos”, esse seria o mote.








    Frege acreditava, no final do século XIX, que havia, pelo menos em parte, realizado o projeto leibniziano. Ao criar um sistema simbólico com uma linguagem adequada ao pensamento matemático e um conjunto de regras para a derivação de expressões simbólicas, Frege queria apenas demonstrar a pura logicidade da aritmética, mas fez mais que isso, apesar de ter malogrado em seus intentos originais. Ele criou a lógica simbólica, formal e matemática moderna, muito além da ciência aristotélica que Kant, no século XVIII, julgara acabada.



    O que cabe notar, e que particularmente nos interessa salientar, é que a criação da lógica moderna responde a aspirações fundamentalmente filosóficas e se associa a um projeto fundacional em matemática: reduzir a aritmética à lógica e demonstrar (contra Kant) a tese filosófica da analiticidade da aritmética.






    A lógica moderna nasce de braços dados com a filosofia, em particular com a filosofia da matemática e com o que poderíamos chamar da filosofia da computação, entre outras. Além do logicismo fregeano, dois outros grandes projetos fundacionais surgiram em matemática: o formalismo hilbertiano e o intuicionismo brouweriano. Hilbert deu mais uma guinada na lógica no rumo da contemporaneidade: ele a fez estritamente formal, além de criar a metamatemática, isto é, o estudo matemático de teorias matemáticas formalizadas.

    O objetivo de formalizar o conhecimento matemático e demonstrar a sua consistência formal por métodos em certa medida intuitivos fracassou frente aos dois teoremas de Gödel, mas tanto o projeto original de Hilbert quanto os resultados de Gödel deixaram marcas na lógica, a teoria da prova e a teoria formal dos procedimentos algorítmicos que temos hoje.




    Com a definição formal de verdade de Tarski e a concepção de computabilidade de Turing, mais uma vez o desenvolvimento da lógica respondia a inquietações de natureza filosófica (e reciprocamente, a lógica reforçava a sua contribuição efetiva ao esclarecimento filosófico). O intuicionismo, ainda mais intensamente que o logicismo fregeano e o formalismo hilbertiano, vicejou em campo filosófico. Todo o projeto fundacional de Brouwer respondia à necessidade de refundação epistemológica, ainda que restrita ao domínio do conhecimento matemático. 

    E ele também nos legou uma fatia de progresso lógico, ao permitir-nos conceber sistemas lógico-formais alternativos, no caso a lógica intuicionista, e toda uma dimensão de estudos meta-lógicos. Mais uma vez a lógica se beneficiava da labuta fundacional e suas preocupações filosóficas.




    Por outras razões, de natureza também filosófica, a primeira metade do século XX assistiu ao eclodir das lógicas não-aristotélicas, conhecidas como lógicas não-clássicas, entre elas as lógicas modais, lógicas intuicionistas, lógica polivalentes, lógicas relevantes, lógicas difusas, entre outras.

    Isso tudo nos mostra, inequivocamente, o quão filosófica é na origem a moderna lógica simbólica, e reciprocamente, quão potente é a lógica simbólica como instrumento metodológico da filosofia. Símbolos, como acreditava o próprio Leibniz, são potentes auxiliares do pensamento.






    Grande parte da filosofia do século XX não existiria sem o aporte da lógica simbólica e formal; por exemplo, o primeiro Wittgenstein, o projeto filosófico de Carnap e todo o positivismo lógico do círculo de Viena, a filosofia de Russell, a semântica e a filosofia da linguagem modernas, a filosofia formal de Montague, as contribuições extremamente importantes de Kripke e Quine a domínios centrais da filosofia e da lógica, e tantos outros pensadores e perspectivas filosóficas. Além, claro, da filosofia das ciências formais, que teve sua origem nos já mencionados projetos fundacionais do início do século XX.

    Há que se salientar, nos anos 50, o surgimento das lógicas paraconsistentes, cujo berço brasileiro projeta nosso país no cenário científico e filosófico mundial; Newton Carneiro Affonso da Costa é um dos seus fundadores. Tanto quanto no caso da concepção intuicionista, a concepção paraconsistentista da lógica levou a uma noção de progresso lógico que se refletiu em particular na comunidade científico-filosófica brasileira. No Brasil sempre foi intensa a interação entre lógicos matemáticos e filósofos cujas preocupações inserem-se na tradição acima referida.




    As contribuições originais de da Costa e de sua escola à lógica formal, de notável repercussão internacional, sempre estiveram em diálogo cerrado com problemas filosóficos, e a criação do Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE) da Unicamp por Oswaldo Porchat Pereira em 1977, iconiza essa interação entre lógica e filosofia.

    Os lógicos brasileiros que se dedicam à pesquisa ativa em lógica contemporânea são altamente considerados pela comunidade científica internacional, com trabalhos inclusive de repercussão em aplicações tecnológicas estratégicas tais como o tratamento de informação em condições de incerteza, teoria de sistema e complexidade, computação quântica, entre outros.








    POST-SCRIPTUM:




    Para quem nunca ouviu falar em Lógica Paraconsistente aconselho, pelo menos, uma rápida pesquisa no Google. Posso garantir que vale à pena. De qualquer forma voltarei ao assunto em futuras postagens...








    sábado, 11 de dezembro de 2010

    QUEM SOU EU?




    Aviso aos navegantes: a leitura a seguir, dependendo do temperamento e/ou da (in)formação de cada um, pode parecer completamente incoerente ou uma fonte de surpresas inesperadas e muito agradáveis; fica a critério do freguês:

    Quem sou eu?  







    Tudo e Nada; Ser e Não-Ser; Caos e Ordem; Silêncio e Som; Sentido e Nonsense; Retórica e Sofística; Dialética e Paradoxo; Simetria e Terceiro Excluído; Eternidade e Devir; Infinito e Singularidade; Vácuo e Verbo; Unidade e Multiplicidade; Espaço e Tempo; Duração e Simultaneidade; Real e Virtual; Harmonia e Dissonância; Coerência e Insensatez; Yin e Yang; Onda e Partícula; Posição e Momentum; Energia e Entropia; Hádron e Lépton; Totalidade e Incompletude; Absoluto e Incerteza; Relatividade e Axiomática; Dúvida e Dogma; Teoria e Práxis; Coração e Mente; Eu e Outro; Sim e Não; Lá e Aqui; Espírito e Matéria; 






    Ciência e Arte; Teatro e Política; Logos e Mito; Matemática e Poesia; Música e Pintura; Escultura e Arquitetura; Astronomia e Dança; Estrutura e Acaso; Tragédia e Comédia; Id e Superego; Nous e Psyché; Métron e Hybris; Arethé e Epoché; Capricho e Vontade; Se e Talvez; Classissismo e Hiperrealismo; Impressionismo e Cubismo; Romantismo e Surrealismo; Simbolismo e Realismo; Holismo e Mecânica Quântica; Transfinito e Infinitesimal; Pré-socrático e Pós-moderno; 




    Futurista e Anacrônico; Bipolar e Aleatório; Psicodélico e Paranormal; Autodidata e Diletante; Lírico e Satírico; Irônico e Fraterno; Cínico e Crédulo; Indiferente e Heróico; Sublime e Ridículo; Sonhador e Pragmático; Lógico e Louco; Coerente e Caótico; Simples e Complexo; Modesto e Maravilhoso; Arrogante e Humilde; Melhor e Pior; Igual e Diferente; Nós e Eles; Céu e Inferno; Místico e Iconoclasta; Racionalista e Romântico; Sentimental e Cruel; Irascível e Razoável; Distraído e Compenetrado; Superficial e Profundo; Monarquista e Republicano; Anarquista e Totalitarista; Democrático e Tirânico; Multicultural e Tribal; Socialista e Fascista; Liberal e Conservador; Revolucionário e Conformista; Libriano e Cão Chinês; 






    Flamengista e Salgueirense; Carioca e Brasileiro; Latino-Americano e Cosmopolita; Judeu e Cristão; Muçulmano e Budista; Camelo e Leão; Criança e Velho; Homem e Mulher; Animal e Vegetal; Mamífero e Réptil; Luz e Sombra; Sol e Lua; 'Thank You' e 'Fuck You'; Pensamento e Ação; Proletário e Burguês; Espectro e Planta; Anjo e Demônio; Último Homem e Homem Superior; Além e Aquém; Ateu e Deísta; Agnóstico e Politeísta; Materialista e Espiritualista; Ecumênico e Herege; 






    Tradicionalista e Revisionista; Zen e Bushidô; Yoga e Wushu; Capoeira e Tai Chi Chuan; Krav Magá e Jiu-Jitsu; Muay Thai e Aikidô; Abismo e Espelho; Um e Zero; Gênesis e Big Bang; Apocalipse e Ragnarok; Armagedon e Juízo Final; Dobra e Fissura; Alfa e Ômega; Pi e Aleph; Mi e Ma; Ain Sof e Adam Kadmon; Tzim Tzum e Tehom; Atzmut e Sefirot; Kether e Malkut; Daat e Zohar; Tarot e Torah; Iahu e Yahweh; Jeová e Jove; Jah e Allah; Adonis e Adonai; Trimurti e Tetragramaton; Theos e Daimon; Omphalos e Ouroboros; Tohu va-Vohu e Aletheia; Gaia e Urano; Cronos e Aion; Eros e Tanatos; Apolo e Dionísio; Hermes e Orfeu; Ísis e Osíris; Horus e Ra; Aton e Atman; Thoth e Thor; Zurvan e Zeus; Metatrom e Mitras; Tamuz e Tiwaz; Odin e Elohim; Ymir e Pan-Ku; 






    Dyaus Pitar e Júpiter; Marduk e Tiamat; Rama e Brahma; Vishnu e Shiva; Veda e Vedanta; Hagia Sophia e Yemanjá; Ahura Mazda e Angra Maynu; Grande Espírito e Coyote; Tupã e Teutates; Kundalini e Quetzacoatl; Héracles e Gilgamesh; Lúcifer e Prometeu; Bodhidarma e Zarathustra; Yeshua e Oxalá; São Jorge e Xangô; Krishna e Buda; Cristo e Anticristo; Homero e Hesíodo; Heráclito e Pitágoras; Parmênides e Zenão; Demócrito e Anaxágoras; Sócrates e Protágoras; Platão e Aristóteles; Plotino e Epicuro; Heródoto e Hipócrates; Ésquilo e Sófocles; Sun-Tzu e Confúcio; Wong Fei-Hung e Huo Yuanjia; Maimônides e Averróes; Hipácia e Giordano Bruno; 




    Arquimedes e Copérnico; Maquiavel e Montaigne; Da Vinci e Rafael; Michelangelo e Rembrandt; Van Gogh e Hieronymus Bosch; Botticelli e Ticiano; El Greco e Caravaggio; Rubens e Velázquez; Goya e Monet; Degas e Renoir; Manet e Seurat; Cézanne e Picasso; Descartes e Francis Bacon; Galileu e Newton; Kant e Spinoza; Hobbes e Locke; Leibniz e Pascal; Hume e Rousseau; Hölderlin e Schelling; Schopenhauer e Mallarmé; Hegel e Nietzsche; Max Weber e Durkheim; Saussure e Schlegel; Freud e Jung; Heidegger e Wittgenstein; Darwin e Husserl; Baudelaire e Bachelard; Leví-Strauss e Merleau-Ponty; 






    Bataille e Lacan; Cantor e Frege; Bergson e Sartre; Hannah Arendt e Simone de Beauvoir; Walter Benjamin e Kierkegaard; Bertrand Russell e Richard Rorty; Foucault e Derrida; Deleuze e Lyotard; Euclides e Gauss; Reimann e Fermat; Euler e Lagrange; Bhaskara e Erastótenes; Von Newmann e Hilbert; Gödel e Carnap; Maxwell e Faraday; Einstein e Plank; Heisenberg e Bohr; David Bohm e Fritjof Capra; Mircea Eliade e Ernest Cassirer; Alain Badiou e Jürgen Habermas; Joseph Campbell e Ken Wilber; Gilbert Durand e Bob Black; Karl Marx e Groucho Marx; Salvador Dalí e André Breton; Tim Maudlin e David Albert; 






    Aldous Huxley e George Orwell; Frida Khalo e Charles Chaplin; Diego Rivera e Emiliano Zapata; Malcolm X e Mariguella; Vladimir Lenin e Leon Trotsky; Hailé Selassié e Dalai Lama; Viktor Frankl e Nikola Tesla; Steve Jobs e Bill Gates; Steve Wozniak e Mitch Kapor; Jimmy Wales e Sir Tim Berners-Lee; Chad Hurley e Shawn Fanning; Mahatma Ghandi e Che Gevara; Martin Luther King e Chico Mendes; João Cândido Felisberto e Tiradentes; Calabar e D. Pedro II; Simon Bolívar e Antonio Conselheiro; Lampião e Padre Cícero; Butch Cassidy e Sundance Kid; Billy The Kid e Jesse James; Wyatt Earpp e Doc Holliday; Arthur Pendragon e Dom Manoel, o Venturoso; Sir Lancelot du Lac e Eurico, o Presbítero; Vasco da Gama e Fernão de Magalhães; Alexandre e Napoleão; Júlio César e Carlos Magno; 






    Churchill e Mussolini; Thomas Jefferson e Benjamin Franklin; Robespierre e Danton; Theodore Joadson e John Quincy Adams; Geronimo e Hiawatha; Raoni e Sitting Bull; Cinque e Zumbi dos Palmares; FDR e JFK; Getúlio Vargas e Juscelino Kubitchek; Joana Angélica e Maria Quitéria; Olga Benário e Anne Frank; Florbela Espanca e Cecília Meireles; Fernando Pessoa e Augusto dos Anjos; Oswald de Andrade e James Joyce; Henry Miller e Philip Roth; Bertold Brecht e Augusto Boal; Rodin e Aleijadinho; Marcel Duchamp e Andy Warhol; Jean-Michel Basquiat e Anaïs Nin; 





    Tarcila do Amaral e Candido Portinari; Marcel Proust e Machado de Assis; Heinrich Heine e Lord Byron; Emile Zola e Oscar Wilde; Flaubert e Jorge Amado; Maupassant e Lima Barreto; Albert Camus e Allen Ginsberg; William Burroughs e Jack Kerouac; Henry David Thoreau e Ralph Waldo Emerson; Herman Melville e Ernest Hemingway; Hermann Hesse e Thomas Mann; Kafka e Dostoiévski; Balzac e Dante; Cervantes e Goethe; Tolstói e Shakespeare; Gogol e O. Henry; Joseph Conrad e William Faulkner; Alexandre Dumas e Victor Hugo; Jack London e Charles Dickens; Robert Louis Stevenson e Daniel DeFoe; J. Fenimore Cooper e Walter Scott; Alexandre Herculano e Luis de Camões; Eça de Queirós e Olavo Bilac; Ruy Barbosa e Joaquim Manuel de Macedo; Castro Alves e Manuel Antônio de Almeida; José de Alencar e Euclides da Cunha; Guimarães Rosa e Jorge Luis Borges; Érico Veríssimo e Mario Vargas Llosa; Manuel Bandeira e Gabriel García Márquez; Carlos Drummond de Andrade e Clarice Lispector; Rubem Fonseca e Moacyr Sciliar; Ferreira Gullar e Mário Quintana; Millôr Fernandes e Paulo Leminski; H. P. Lovecraft e Edgar Allan Poe; Lewis Carroll e J. R. R. Tolkien; Hans Christian Andersen e Michael Moorcock; 






    Irmãos Grimm e Monteiro Lobato; Giberto Freyre e Mark Twain; Jules Verne e H. G. Wells; Isaac Asimov e Arthur C. Clarke; Ray Bradbury e Phillip K. Dick; Robert E. Howard e Lin Carter; L. Sprague de Camp e Bram Stoker; Louis Pauwels e Jacques Bergier; Theodore Roszak e Timothy Leary; Marshal McLuhan e Henry Jenkins; Fred Alan Wolf e William Tiller; Amit Goswami e Masaru Emoto; Dashiel Hammett e Raymond Chandler; H. R. Giger e Ray Harryhausen; Hitchcock e Fellini; Fritz Lang e John Ford; Sergei Eisenstein e George Lucas; Orson Welles e Glauber Rocha; Alejandro Jodorovski e David Lynch; Ridley Scott e Quentin Tarantino; Woody Allen e Francis Ford Coppola; Stanley Kubrick e Steven Spielberg; Terry Gilliam e Brian DePalma; Martin Scorsese e Sidney Lumet; Clint Eastwood e James Cameron; Irmãos Cohen e Irmãos Wachowski; Alejandro González Iñarritu e José Padilha; Tim Burton e Zack Snyder; Oliver Stone e Bryan Singer; Alan Parker e Roman Polanski; Danny Boyle e David Fincher; George Roy Hill e Milos Forman; Darren Arnofsky e Michael Curtiz; Kevin Smith e Lawrence Kasdan; Cecil B. DeMille e George A. Romero; 







    Umberto Eco e Gershom Scholem; Krishnamurti e Mme. Blavatsky; Gurdjieff e Ouspenski; Jacob Boheme e Martin Buber; Allan Kardec e Teilhard de Chardin; Pietro Ubaldi e Ernesto Bozzano; Aleister Crowley e Zé do Caixão; Chico Xavier e Professor X; Stan Lee e Gardner Fox; Jack Kirby e Will Eisner; C. C. Beck e Jack Cole; Steve Ditko e Carmine Infantino; Alex Raymond e Hal Foster; Lee Falk e Chester Gould; Alan Moore e Neil Gaiman; Grant Morrison e Garth Ennis; Ed Brubaker e Chuck Dixon; Arnold Drake e Sergio Bonelli; Bill Watterson e Quino; Robert Crumb e Moebius; Wally Wood e John Severin; Jack Davis e Mort Drucker; Dan Martin e Sergio Aragonés; 






    Barry Windsor-Smith e John Buscema; Joe Kubert e Ross Andru; Don Heck e George Tuska; Dave Cockrum e Frank Brunner; Gray Morrow e Matt Wagner; Alex Niño e Tony DeZuñiga; Alex Ross e Neal Adams; Jim Steranko e Guido Crepax; Frank Frazetta e Richard Corben; Darwyn Cooke e Arthur Adams; Jim Lee e John Cassaday; Todd McFarlane e Erik Larsen; Frank Quitely e Bryan Hitch; Mike Weringo e Mike Mignola; Roy Thomas e Steve Englehart; Len Wein e Marv Wolfman; Gerry Conway e Archie Goodwin; Roger Stern e Mark Gruenwald; Steve Gerber e Jim Shooter; Bob Haney e Gary Friedrich; Danny O'Neil e Mark Waid; James Robinson e Kurt Busiek; Brad Meltzer e Geoff Johns; Mark Millar e Brian Michael Bendis; Joss Whedon e Brian Azzarello; Peter David e Rick Remender; Jason Aaron e Greg Pak; Jamie Delano e Brian K. Vaughan; Walter Simonson e Marshall Rogers; Bernie Wrightson e Russ Manning; Frank Miller e George Pérez; Scott Lodbell e Fabian Nicieza; Bill Mantlo e David Antony Kraft; Gil Kane e Gene Colan; Jerry Siegel e Joe Shuster; Kurt Schaffenberger e Wayne Boring; Curt Swan e Murphy Anderson; Jim Aparo e Nick Cardy; Bob Kane e Bill Finger; Dick Sprang e Jerry Robinson; Jim Starlin e José Luis Garcia-Lopés; Terry Austin e José Ladronn; Paul Levitz e Joe Quesada; Bill Everett e Carl Burgos; Larry Lieber e Dick Ayers; Terry Dodson e Michael Lark; Tom deFalco e Axel Alonso; Mike Sekowsky e Joe Orlando; Cary Bates e David Micheline; Vince Coletta e Chic Stone; Mike Zeck e Ed McGinness; Dan Jurgens e Ron Garney; Greg Capullo e Brandon Peterson;  Rick Silvestri e Marc Leonardi;






    John Romita e Eugenio Colonnesse; John Byrne e Mike Deodato; Alan Davis e Ivan Reis; Fabio Moon e Gabriel Ba; Charles Schultz e Maurício de Souza; Hergé e Ziraldo; Milo Manara e Carlos Zéfiro; Robert Crumb e Gilbert Shelton; William Hanna e Joseph Barbera; Walt Disney e Carl Barks; Sexo dos Anjos e Oficina do Diabo; Rock e Samba; Übermensch e Macunaíma; Casa Grande e Senzala; Conde Drácula e Curupira; Ubirajara e Tibicuera; Seu Madruga e Chacrinha; Mohammad Ali e Bruce Lee; Jet Li e Tony Jaa; Pelé e Maradona; Garrincha e Neymar; Mike Tyson e Anderson Silva; The Beatles e João Gilberto; Rolling Stones e Cartola; Pink Floyd e Cazuza; Kiss e Legião Urbana; Led Zeppelin e Bezerra da Silva; Uriah Heep e Tom Zé; Black Sabbath e Cauby Peixoto; Crosby, Still, Nash & Young e Vinícius de Moraes & Toquinho; Credence Clearwater Revival e Tom Jobim; King Crimson e Os Mutantes; Focus e Secos & Molhados; The Doors e Chico Buarque de Hollanda; Deep Purple e Paulinho da Viola; The Animals e Luis Gonzaga; Ray Charles e Frank Zappa; Scott Joplin e Jerry Lee Lewis; Bob Dylan e Raul Seixas; Bread e Waldick Soriano; Sid Vicious e Michel Teló; Tom Waits e Tim Maia; AC/DC e Caetano Velloso; Yes e Gilberto Gil; Genesis e Gonzaguinha; Janis Joplin e Gal Costa; Carole King e Maria Betânia; 






    Aretha Franklin e Elza Soares; Queen e Zeca Pagodinho; Madonna e Cindy Lauper; Negra Li e Rita Lee; Peter Frampton e Djavan; Carlos Santana e MPB-4; Bee Gees e Zélia Duncan; Supertramp e Ultraje a Rigor; B-52 e Camisa de Vênus; Jim Morrison e Barão Vermelho; Faith No More e Metallica; John Lennon & Yoko Ono e Paul McCatney & The Wings; George Harrison e Ravi Shankar; Ringo Starr e Keith Richards; Mick Jagger e Prince; Barry White e Billy Paul; Doobie Brothers e Afrika Bambaataa; Fletwood Mac e Rage Against The Mahine; Dead Kennedys e Bad Company; Rush e Greatful Dead; Nick Cave e Telonious Monk; John Coltrane e Woodie Gunthrie; Baden Powell e Naná Vasoncelos; Charles Mingus e Dizzy Gillespie; Louis Armstrong e Jacó do Bandolim; Sex Pistols e Paralamas do Sucesso; Kraftwerk e Rogério Skylab; Bob Marley e Chico Science; Jimi Hendrix e Wilson Simonal; Lou Reed e Jorge Ben Jor; Ramones e Raimundos; The Clash e O Rappa; 






    James Brown e Carlinhos Brown; Frank Sinatra e Roberto Carlos; David Bowie e Titãs; U2 e Capital Inicial; Amy Winehouse e Ivete Sangalo; Edith Piaf e Elis Regina; 50 Cent e Marcelo D2; 2Pac e Criolo; Sabotage e Chorão; Miles Davis e Arlindo Cruz; Lady Gaga e Mamonas Assassinas; Bill Halley & his Comets e Sérgio Mendes & Brazil '66; Little Richards e Monarco; Elvis Presley e Erasmo Carlos; Michael Jackson e Jackson do Pandeiro; Buena Vista Social Club e Velha Guarda da Portela; The Platters e The Supremes; Diana Ross e Marvin Gaye; Arctic Monkeys e Tom Petty; Emicida e Patty; Malu Magalhães e NX Zero; Cássia Eller e Ed Motta; The Commodores e Beastie Boys; Sonic Youth e Dinosaur; Joy Division e Zombie Nation; Beethoven e Villa-Lobos; Mozart e Ernesto Nazareth; Chopin e Chiquinha Gonzaga; Carlos Gardel e Dorival Caymmi; B.B. King e Pixinguinha; Eric Clapton e Noel Rosa; 






    Elton John e Hermeto Pascoal; James Taylor e Adoniran Barbosa; Racionais MC's e R.E.M.; Dire Straits e Martinho da Vila; The Smiths e Clara Nunes; Eminem e Engenheiros do Hawaii; Jorge Aragão e The Cure; Charlie Brown Jr. e Black Eyed Peas; Luis Melodia e Nine Inch Nails; Sepultura e Oasis; Nelson Gonçalves e Foo Fighters; Pato Fu e Nirvana; Biohazzard e Seu Jorge; Linkin Park e Ney Matogrosso; Greenday e Los Hermanos; Iron Maiden e Maria Gadú; Guns & Roses e Maria Rita; Beyoncé e Vanessa da Mata; Coldplay e Ivan Lins; Pearl Jam e Belchior; Slipknot e Ana Carolina; Iggy Pop e The Strokes; Jonah Sharp e Otis Redding; Greenpeace e Wikileaks; World Wide Web e Wikipedia; Napster e YouTube; Spock e Yoda; South Park e Jurassic Park; 






    Dr. Who e Godzilla; Serpico e Tony Manero; James Bond e Dirty Harry; Rick Deckard e Hannibal Lecter; HAL9000 e Neo; Alex DeLarge e Tyler Durden; Gandalf e Harry Potter; National Geographic e Scientific American; MTV e History Channel; Túnel do Tempo e Perdidos no Espaço; Viagem ao Fundo do Mar e Terra de Gigantes; Sienfield e Arquivo X; Heroes e Lost; Smallvile e The Big Bang Theory; Two and a Half Man e Bones; House e Dexter; O Bem-Amado e O Auto da Compadecida; Roque Santeiro e O Astro; TV Pirata e A Grande Família; 'Cidade de Deus' e 'Tropa de Elite'; Mowgli e Tarzan; Robin Hood e Sinbad; Conan da Ciméria e Elric de Melniboné; El Zorro e Lone Ranger; The Shadow e Doc Savage; Tintin e Popeye; Mandrake e Fantasma; Flash Gordon e Príncipe Valente; Dick Tracy e The Spirit; Fantastic Four e Doom Patrol; JSA e JLA; The Avengers e WildC.A.T.s; The Authority e X-Men; Planetary e The Defenders; National Kid e Vigilante Rodoviário; Ultraman e Speed Racer; Jiraya e Cavaleiros do Zodíaco; Space Ghost e Thundercats; Starsky & Hutch e Phineas & Ferb;






    Jonny Quest e Herculóides; Os Impossíveis e Scooby-Doo; Os Flintstones e Os Jetsons; Akira e Hellboy; Tex e Jonah Hex; Sandman e V for Vendetta; John Constantine e The Simpsons; Monstro do Pântano e Bob Esponja; Homem-Aranha e Freak Brothers; Superman e Mr. Natural; Wolverine e A Garagem Hermética de Jerry Cornelius; Batman e Valentina; Mafalda e Corto Maltese; Dr. Manhattan e Mickey Mouse; Punisher e Howard the Duck; Rorcharch e Galactus; Theorykal e Tiririca; Tudo e Nada...







    POST-SCRIPTUM:



    “Reality is merely an illusion, albeit a very persistent one.” - Albert Einstein

    A identidade talvez seja uma ilusão, “sonho que se sonha junto”, mera sombra na parede da caverna platônica, mas, ainda assim, como que impelida por trágico paradoxo, esta mesma suposta identidade não pode dar-se ao luxo de desprezar a hipótese de ser o reflexo ou a projeção de algo mais sólido, que um dia, quem sabe, acordará e sairá para alcançar o sol. Nem que seja prá pegar uma praia, que ninguém é de ferro. 



    Se bem que, num futuro nem tão distante, os implantes cibernéticos, o desenvolvimento da Inteligência Artificial, os computadores quânticos, a engenharia genética, a criação de novas drogas farmacoterápicas e a descoberta de potenciais insuspeitos do binômio mente/cérebro talvez nos obriguem a pensar em novas espécies inteligentes para além do mero 'homo sapiens sapiens' e aí vai ficar difícil dizer que 'ninguém é de ferro' (que o diga Tony Stark...). 






    Axé pra todos, um feliz Natal e um próspero Ano Novo. Fui.