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terça-feira, 15 de abril de 2014

STAN LEE



Este ano a MARVEL COMICS completa 53 anos. Na verdade ela é bem mais antiga, pois é a continuação natural de uma editora chamada "Timely" que começou suas atividades no final dos anos 1930, depois mudou o nome para "Atlas" nos anos 1950 e, só então, à partir dos anos 1960, passou a se chamar "Marvel", quando Stan Lee e Jack Kirby começaram a lançar novos personagens, super-heróis com personalidade e que viviam problemas cotidianos como a maioria de nós, pobres mortais.

Com exceção do Capitão América (criado em 1941 por Joe Simon e Jack Kirby), a MARVEL COMICS passou a ser conhecida como tal em virtude das criações (Quarteto Fantástico, Homem-Aranha, Thor, Hulk, X-Men, Homem de Ferro, etc.) daquela dupla genial (Lee & Kirby).


Por incrível que pareça, aquele que pode ser considerado um dos grupos de heróis mais populares da editora (ao lado dos Vingadores) não teve inicialmente a mesma sorte que as outras criações da mesma; a revista dos X-Men chegou a ser cancelada no fim dos anos 1960, até retornar triunfante no início dos anos 1970 com uma nova formação e novos autores, a ponto de hoje deter o recorde de vendas de um único gibi: sete milhões de exemplares.



Apresentamos agora um trecho de uma entrevista com Stan Lee, concedida por telefone ao repórter Eduardo Souza Lima do jornal O GLOBO, em 1993:

P: Como surgiu a idéia de criar Os Vingadores e os X-Men?

R: Em relação aos Vingadores, eu tinha uma série de heróis, todos com características distintas, mas achava que poderiam funcionar bem juntos. Algo como eles se encontrassem e dissessem: "vamos trabalhar juntos?". Felizmente a ideia funcionou. Já com os X-Men, o que eu queria era criar um time de heróis, mas que tivesse características diferentes. Por isso eles teriam que ter adquirido seus poderes de forma diferente do, digamos, usual. Pensei então em heróis mutantes e quis chamar a história de "Os Mutantes". Mas meu editor não gostou do nome, ele achou que ninguém saberia o significado do nome. Como eram homens com extra-power (poder extra), resolvi chamá-los X-Men. Foi o que ficou.



P: Por que acha que os X-Men originais não deram certo?

R: É uma história estranha. Eles eram populares na época em que foram criados, mas eu tinha outras revistas para fazer, outras ocupações. Assim sendo, acabei tendo que parar de escrever os X-Men e delegando essa função para outras pessoas. Foi quando houve a queda. É como um filme. Não adianta ter uma boa história se você não tem um bom diretor.

P: Você acha que existe algum artista hoje em dia que seja capaz de criar um novo universo como o da Marvel?

R: Não sei, não quero parecer pretensioso, mas acho que seria uma tarefa difícil. Tivemos sorte, eu, Steve Ditko, Jack Kirby...

 

P: Já que o cinema o atrai, já pensou em dirigir um filme basado num personagem seu?

R: Eu adoraria, sabia? Mas pensando bem, não tenho mais idade para aprender as técnicas da direção. Seria muita pretensão minha, com tantos bons diretores em atividade, querer fazer o trabalho deles... Mas talvez eu pudesse dar um bom diretor assistente (risos).  



POST-SCRIPTUM:


Como diria Stan the Man: EXCELSIOR!



quinta-feira, 27 de março de 2014

O MAIOR RIVAL DO SUPERMAN


[Texto de autoria de Marco Moretti, publicado originalmente na revista Wizmania nº 43, em abril de 2007]


Na esteira do sucesso do Superman, lançado em quadrinhos em 1938, nos anos seguintes passaram a surgir novos super-heróis fantasiados por intermédio de editoras pequenas e variadas.

Na maioria das vezes, essas criações não passavam de plágios baratos do Homem de Aço, como o Wonder Man, criado pelo lendário Will Eisner pra revista Wonder Comics, em maio de 1939. Antes porém que Eisner chegasse a ser processado pela DC Comics, Wonder Man foi tirado de circulação logo após sua estréia. Foi só então que Eisner partiu pra criação de seu mais famoso (e mais original) personagem, o Spirit.

Contudo, a maior imitação ao Superman ainda estava por vir. Indubitavelmente, essa honra coube ao Capitão Marvel, que surgiu na Whiz Comics, em fevereiro de 1940. Filhote da então prestigiosa Fawcett Publications, o Capitão Marvel chegou a ser o campeão de vendas da categoria na década de 40. Criado pelo artista C. C. Beck e o roteirista Bill Parker, suas aventuras tinham mais humor que as do concorrente e um apelo direto junto aos garotos, que se identificaram de imediato com o alter ego insuspeito do herói, o menino Billy Batson.

Como o Superman, ele tinha força descomunal e a capacidade de voar, além de contar com poderes mágicos que eram invocados com a palavra "Shazam", sempre pronunciada quando Batson se transformava no "Mais Poderoso Mortal do Mundo".




Da mesma maneira que o Homem de Aço, que vira e mexe, enfrentava Lex Luthor, Marvel tinha como arquiinimigo um cientista malévolo (e maluco), o Dr. Silvana. Para completar, o Capitão Marvel também dispunha de um uniforme característico, com capa e um relâmpago dourado como símbolo, tão marcante como o "S" do Superman.

As semelhanças entre os dois personagens eram por demais evidentes pra que a DC aceitasse passivamentea imitação e decidiu processar a Fawcett por plágio.

A batalha judicial se arrastou por mais de uma década e foi somente em 1953 que a justiça chegou a uma decisão. Após idas e vindas entre tribunais de primeira e segunda instância, a Fawcett acabou capitulando e aceitou para de publicar as histórias do Capitão Marvel.

Foram necessários mais 20 anos pra que a DC adquirisse os direitos sobre o personagem e o revivesse em uma revista mensal, apropriadamente chamada de 'Shazam!'.

Foi somente a partir de então que o herói passou a ocupar seu lugar de direito entre os maiores super-heróis de todos os tempos. E quase em pé de igualdade com seu maior rival.



  


POST-SCRIPTUM:

Infelizmente a nova revista do Capitão Marvel lançada na década de 70, agora publicado pela DC Comics, teve vida curta. Os tempos eram outros e a ingenuidade inerente a suas histórias não fez mais sucesso. 

Porém, revisado em alguns pontos há alguns anos, o herói agora faz parte da Liga da Justiça. Nada mal para o velho Capitão, que começou como um suposto plágio do Último Filho de Krypton, hein? 


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

DAYTRIPPER




Publicada nos EUA pelo selo VERTIGO da DC Comics a HQ "Daytripper", de Fábio Moon e Gabriel Bá é cosiderada uma obra-prima no gênero, tendo sido laureada com vários prêmios no exterior. 

Em 2011 os autores foram premiados com o Eisner Award, o 'Oscar dos quadrinhos',  em cerimônia na Comic-Con em San Diego, Califórnia, na categoria de 'melhor minissérie'.




 A trama, por mais insólita que pareça, é sobre 
um escri­tor de obi­tuá­rios em crise com a pro­fis­são. A HQ ficou durante um mês na lista de quadrinhos mais vendidos do The New York Times. 

A HQ também foi premiada no Festival Internacional de Ficção Científica Utopiales, que acontece anualmente na cidade de Nantes, na França. 





POST-SCRIPTUM:


Homônima de uma canção de sucesso dos Beatles, a minissérie em dez capítulos está sendo lançada pela editora PANINI condensada em um álbum de 256 páginas.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

QUEM É BENETT?



Benett Alberto de Macedo ou simplesmente ALBERTO BENETT é cartunista radicado em Curitiba, capital do estado do Paraná (Brasil). 

Publica suas tiras, ilustrções e charges no jornal GAZETA DO POVO e é editor da revista de humor e quadrinhos ZONGO CÔMIQUES, que teve apenas uma edição. Benett jura que algum dia a Zongo voltará triunfante!

Em 2005 foi vencedor do SALÃO DE HUMOR DE PIRACICABA, na categoria quadrinhos (HQ/BD/comics).

Normalmente os assuntos abordados em seu trabalho são de cunho autobiográfico (neuroses, paranóias, desespero e alguma felicidade), embora possua personagens como Punkadinha (uma espécie de Bob Cuspe das tiras infantis), Barata (um sujeito que vive, e convive, com uma faca fincada no peito), Carlos Invertebrado (personagem que nasceu sem vertebra) e, por conta disso, fica o tempo todo deitado). Seu mais recente personagem é Amok, o menino-caveira com síndrome de Amoque (aquela vontade de matar todo mundo que leva adolescentes a cometerem chacinas em suas escolas) e Ludwig, um menino que é um mero coadjuvante em sua própria vida.

Suas influências artísticas consistem, basicamente, em Charles M. Schultz e nos brazucas Laerte e Angelí.

No final de 2007 Benett publicou, pela Editora Juruá, seu primeiro livro de tiras, "BENETT APAVORA! - TIRAS INFAMES E DESENHOS ENCARDIDOS PARA TODA FAMÍLIA DISFUNCIONAL".




POST-SCRIPTUM:
[Chupado descaradamente da WIKIPÉDIA]





Um novo personagem inspirado em algumas idéias aterradores que certas pessoas andam tendo por aí. Amok, segundo Steven Pinker, autor do incrível livro Como a Mente Funciona (Cia das Letras, 666 págs, 45 reais) "é uma palavra malaia que designa as orgias homicidas ocasionalmente empreendidas por homens solitários da Indochina que sofreram uma perda de amor, de dinheiro ou da honra". Trata-se de uma síndrome, chamada Síndrome de Amoque, mais ou menos o que deu no Michael Douglas naquele filme Um Dia de Fúria. Com a diferença que, o ataque de uma pessoa com Síndrome de Amoque, "é desencadeado não por um estímulo, não por um tumor, não por um jorro aleatório de substâncias químicas no cérebro, mas por uma idéia". Horripilante, não?






visite BENETT Blog em UOL Blog


domingo, 4 de setembro de 2011

HQ 'SUBVERSIVA' CHEGA AO BRASIL



[THAIS.AZEVEDO@METROJORNAL.COM.BR]


Originalmente publicada em 1965, no auge da Guerra do Vietnã, a revista "Blazing Combat" chegou ao mercado dos EUA em meio a polêmicas.

Com roteiros de Archie Goodwin, a obra trazia histórias de guerra em que os protagonistas eram os combatentes. A idéia das páginas em preto-e-branco era mostrar não apenas a coragem, o sofrimento e os conflitos internos dos oficiais mas também deixar claro o quão absurdos e inúteis eram os choques armados.

No momento em que os jovens eram recrutados diariamente e a vida de milhares de famílias era alterada para sempre, o governo norte-americano logo viu um problema na linguagem da HQ. Depois de apenas quatro edições, ela foi cancelada sob as acusações de ser antiamericana e subversiva.

Lançada no Brasil pela Gal Editora (preço sugerido: R$ 42,00), "Combate Inglório" chega ao público do país em edição especial.

O livro traz desenhos de alguns dos mais importantes artistas do gênero, entre eles Wally Wood, Alex Toth e John Severin. O material extra inclui entrevistas com o roterista Archie Goodwin e com o editor James Warren, além de biografias e uma galeria com capas originais de Frank Frazetta.






POST-SCRIPTUM:


Excelente notícia para os amantes de quadrinhos de qualidade. Tanto o autor quanto os desenhistas (inclusive os não citados Al Williamson e Gene Colan) são clássicos que já fazem parte da história dos 'comics' e todos eles contribuíram com seu talento para as grandes editoras de quadrinhos americanas entre as décadas de 1950 e 1970 (alguns indo até mais além).







Interessante e paradoxal é que os EUA entraram na Guerra do Vietnã para supostamente 'defender a democracia', mas diante da 'ameaça' de uma mera revista de HQ seu governo não pensou duas vezes antes de violar o direito de expressão no próprio ambiente doméstico. Tempos sinistros aqueles, mas nem por isso menos fascinantes. 

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O IMAGINÁRIO II



[CONCLUSÃO da obra “O Imaginário: Ensaio Acerca das Ciências e da Filosofia da Imagem”, de Gilbert Durand; tradução de René Eve Levié; Coleção 'Enfoques – Filosofia', da editora Difel; 1998]



Foi assim que, em meados do século 20, os trabalhos pluridisciplinares convergentes permitiram tanto a criação de um balanço heurístico rico em estudos do imaginário como apresentar os conceitos-chaves de uma abordagem metódica das representações do Universo, ou de uma “mitodologia”. O pluralismo taxionômico, a tópica e a dinâmica permitem abarcar as bacias semânticas que articulam aquilo que é “próprio do homem”, o imaginário, com uma precisão mensurável. Este define-se como uma re-presentação incontornável, a faculdade da simbolização de onde todos os medos, todas as esperanças e seus frutos culturais jorram continuamente desde os cerca de um milhão e meio de anos que o homo erectus ficou em pé na face da Terra.

Contudo, não poderíamos concluir com esta constatação triunfalista. Verdade que “a civilização da imagem” permitiu a descoberta dos poderes da imagem há tanto tempo recalcados, aprofundou as definições, os mecanismos de formação, as deformações e as elipses da imagem. Por sua vez, a “explosão do vídeo”, fruto de um efeito perverso, está prenhe de outros “efeitos perversos” e perigosos que ameaçam a humanidade do Sapiens.

Em primeiro lugar porque ela impõe seu sentido a um espectador passivo, pois a imagem “enlatada” anestesia aos poucos a criatividade individual da imaginação, como já apontava Bachelard ao dar preferência à “imagem literária” sobre qualquer outra imagem icônica mesmo animada como a de um filme.

Portanto, a imagem “enlatada” paralisa qualquer julgamento de valor por parte do consumidor passivo, já que o valor depende de uma escolha; o espectador então será orientado pelas atitudes coletivas da propaganda; é a temida “violentação das massas”. Este nivelamento é perceptível no espectador de televisão, que engole com a mesma voracidade, ou melhor, com a mesma falta de apetite, espetáculos de “variedades”, discursos presidenciais, receitas de cozinha e notícias mais ou menos catastróficas... É o mesmo “olho de peixe morto” que contempla as crianças que morrem de fome na Somália, a “purificação étnica” na Bósnia ou o arcebispo de Paris subindo a escadaria da Basílica de Montmartre carregando uma cruz... Esta anestesia da criatividade do imaginário e o nivelamento dos valores, numa indiferença espetacular, são reforçados por outro e último perigo.

Trata-se do anonimato da “fabricação” destas imagens. Elas são distribuídas com tanta generosidade que escapam de qualquer “dignitário” responsável, seja ele religioso ou político, interditando assim qualquer delimitação e qualquer estado de alerta, permitindo, portanto, as manipulações éticas e as “desinformações” por produtores não-identificados. A famosa “liberdade de informação” é substituída por uma total “liberdade de desinformação”. Sub-repticiamente, os poderes tradicionais (éticos, políticos, judiciários e legislativos...) parecem ser os tributários de uma única veiculação de imagens “pela mídia”.

Não deixa de ser paradoxal que tal “poder público”, que se tornou absoluto por técnicas sofisticadas que ele utiliza e por quantias colossais de dinheiro que ele drena, seja abandonado ao anonimato, quando não ao oculto. De modo mais geral, o problema concreto da ruptura entre o poder da mídia e os poderes sociais está ligado ao excesso de “informações” (no sentido muito amplo, formações e desinformações, inclusive) das estruturas das instituições. Como se sabe, por natureza a informação (L. Brouillin) é não-entrópica – isto é, ela aumenta indefinidamente, sem conter em si mesma o germe da sua usura – enquanto as instituições, como qualquer construção humana que precisa gastar suas energias, são entrópicas, isto é, condicionadas ao desaparecimento e a morte. Então, a pletora indefinida de informações poderia ser um fator de entropia para as instituições sociais que ela desestabiliza... Constatamos que quanto mais uma sociedade é “informada” tanto mais as instituições que a fundamentam se fragilizam...

Um perigo tríplice para as gerações do “zapping”: perigoso quando a imagem sufoca o imaginário, perigoso quando nivela os valores do grupo – seja de uma nação, cantão ou “tribo” – e perigoso quando os poderes constitutivos de toda sociedade são submersos e erodidos por uma revolução civilizacional que escapa ao seu controle... Ao menos se formou – como o demonstramos ao longo destas páginas – um “magistério” discreto de sábios competentes aos quais “os políticos”, aqueles que ainda pretendem “governar” os grupos sociais, deveriam prestar atenção...



POST-SCRIPTUM:




Pouco mais a acrescentar, além de recomendar a leitura da postagem O Imaginário I (com a 'Introdução' da obra), algumas páginas atrás e, é claro, o próprio livro de Gilbert Durand...


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

SEMANA DE QUADRINHOS DA UFRJ






















Entre os dias 27 de setembro e 01 de outubro de 2010 deverá acontecer a quarta temporada da Semana de Quadrinhos da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), um evento que reúne estudiosos e especialistas para debater os caminhos da nona arte. As apresentações se darão em locais diversos e o evento é uma realização conjunta da Escola de Belas-Artes e da Escola de Comunicação da UFRJ e do SESC do Rio de Janeiro. A coordenação é do professor Octávio Aragão. Vale a pena conferir.





POST-SCRIPTUM:



PROGRAMAÇÃO:


27/09
ESCOLA DE BELAS-ARTES UFRJ
13hs - Abertura Oficial
14hs - Debate: Ex-alunos da EBA no mercado de trabalho
(Debatedores: Clara Gomes, André Dahmer e Bruno Drummond)


28/09
SESC MADUREIRA
15hs - Oficina de Roteiro com o grupo QUADRINIZE
18hs - Debate: WEB COMICS - Quadrinhos em outro formato
(Debatedores: Ana Recalde e Tiago Lacerda)


29/09
SESC MADUREIRA
15hs - Oficina de Fanzine com Renato Lima
18hs - Debate: Quadrinhos em sala de aula
(Debatedores: Alzira Valeria, André Brown e Carlos Hollanda)


30/09
SESC MADUREIRA
15hs - Oficina de Humor Gráfico com André Brown
18hs - Debate: O mercado de ilustração ontem e hoje
(Debatedores: Luis Trimano e Zé Roberto Graúna)


01/10
ESCOLA DE COMUNICAÇÃO UFRJ
14hs - Debate: 100 Anos sem Angelo Agostini
(Debatedores: Luciano Magno, Pedro de Luna e Carlos Patati)


terça-feira, 10 de agosto de 2010

AS ORIGENS DA MARVEL COMICS: UM RESUMO HISTÓRICO



























Local: cidade de Nova York, Estados Unidos da América. Ano: 1939. A indústria das histórias-em-quadrinhos era ainda relativamente jovem quando Martin Goodman, um experiente empresário do ramo das publicações conhecidas como ‘pulp magazines’ (revistas baratas fabricadas com papel de baixa qualidade, especializadas em contos de ficção-científica, detetives, ‘westerns’ e aventuras em geral), decidiu pegar carona no sucesso de vendas que se tornara a novidade das revistinhas coloridas de periodicidade regular (os ‘comic books’), que a um baixo custo de produção e por um preço bastante convidativo – 10 centavos de dólar –, ofereciam texto e desenhos produzidos especialmente para as mesmas, e não republicações de tiras de jornal dominicais, como no início. Goodman investiu pela primeira vez na empreitada com a revista Marvel Comics, através de sua nova editora, batizada como Timely Comics, e esta publicação inaugural provaria, futuramente, ser a semente de um verdadeiro império.









Durante estes dias iniciais, o time de escritores e desenhistas da Timely incluía nomes que viriam, eventualmente, a se tornar lendários: Joe Simon, Jack Kirby, Bill Everett e Carl Burgos, além de um jovem editor-assistente chamado Stan Lee. Eles e seus parceiros criaram, na época, alguns dos mais bizarros e insanos personagens imagináveis: The Human Torch (o Tocha Humana original), um andróide – o primeiro 'homem sintético' dos quadrinhos – que podia se inflamar sem ser consumido por suas próprias chamas; Namor the Sub-Mariner (o Príncipe Submarino), um mutante anfíbio, dotado de força sobre-humana, pele à prova de balas, e que podia voar graças a 'asinhas' nos pés (!!!); The Whizzer (conhecido no Brasil como Corisco), um super-velocista que recebeu seus poderes através da transfusão de sangue de um pequeno mamífero, o mangusto (!?), depois de ser picado por uma cobra venenosa (!?!?); The Vision (o Visão original), um ser de outra dimensão que surgia e desaparecia, literalmente, numa nuvem de fumaça; e muitos outros, como Citizen V, The Destroyer, Blue Diamond, Thin Man, Jack Frost, The Patriot, Miss America, Black Marvel, etc. Porém, sem sombra de dúvida, o mais bem-sucedido entre todos eles, tanto em termos de vendas quanto em popularidade, era o patriótico Captain America (Capitão América) – criado em 1941 pela dupla Simon & Kirby – que desafiava as convenções ao ser o primeiro super-herói a enfrentar ostensivamente Hitler e suas hordas nazistas, meses antes dos Estados Unidos se engajarem ativamente no conflito que ficou conhecido como Segunda Guerra Mundial.










A partir de então, quase que como uma exigência, as forças do Eixo se tornaram o principal adversário dos personagens da predecessora da Marvel por quase meia década, um inimigo praticamente 'pedindo' para ser combatido, convenientemente real e odiado por milhares de leitores fiéis, todos ávidos pelas façanhas fantásticas de heróis que lutavam do lado certo numa justa batalha contra a tirania e pela liberdade. Entretanto, com o inevitável fim da guerra desaparecia um poderoso foco catalisador da atenção das massas, o que levou a que, eventualmente, a Timely perdesse muito de seu ímpeto inicial, assim como aconteceu com a maioria das editoras de quadrinhos na época. Por volta da década de cinqüenta a popularidade dos gibis de super-heróis havia decrescido consideravelmente – com raras exceções como Superman e Batman da DC Comics (cujo nome oficial era National Periodical Publications) e o Capitão Marvel original (que, apesar do nome, nada tinha a ver com a futura Marvel Comics) da editora Fawcett Publishing – o que levou a indústria norte-americana de quadrinhos a experimentar outros gêneros com renovado vigor: ‘western’, guerra, romance, humor, terror, todos voltaram a se tornar tema para novas estórias em novas revistas.








Da enorme variedade de heróis publicados pela Timely originalmente nos anos quarenta, apenas alguns poucos sobreviveram à crise daqueles tempos, liderados pelo Capitão América (que se tornara um ‘caçador de comunistas’), o Tocha Humana e o Príncipe Submarino. Por volta da metade dos anos cinqüenta juntaram-se a este grupo seleto personagens como o Cavaleiro Negro original (The Black Knight), magnificamente ilustrado por Joe Maneely, e o Garra Amarela (Yellow Claw), uma imitação do clássico vilão chinês dos 'pulps' Fu Manchu, combatido por um destemido agente do FBI, o detetive sino-americano Jimmy Woo.








As novas histórias de terror publicadas então – principalmente pela legendária EC Comics, que viriam a se tornar clássicos do gênero – geraram grande polêmica, levando muitos a considerar os ‘comic books’ como "ofensivos à moral e aos bons costumes" vigentes à época. Entre estes estava o psiquiatra Fredric Wertham, autor de um livro intitulado “Sedução do Inocente”, onde acusava as histórias-em-quadrinhos de ser o principal fator de corrupção da juventude americana. Em 1954, um comitê do Senado encarregado de avaliar possíveis causas para a delinqüência juvenil passou a investigar o conteúdo das estórias, o que levou os próprios empresários da indústria de quadrinhos, numa iniciativa que visava evitar um eventual e provável controle externo de suas atividades, à criação do famigerado ‘Comics Code Authority’, responsável pela censura auto-imposta tanto do texto quanto dos desenhos publicados e considerado um dos mais restritivos códigos de proibições que já existiu direcionado a um meio de comunicação. A eficiente campanha de difamação e os fatos dela decorrentes foram duros golpes no desenvolvimento tanto criativo quanto comercial da jovem e promissora indústria (antes de o CCA ser implantado, aproximadamente um bilhão de gibis era vendido anualmente).








Este clima político de "caça às bruxas" levou a Timely/Marvel – agora conhecida como Atlas Comics – a criar sua própria e original abordagem para o tema, sob a direção editorial de Stan Lee. Em meio às estórias mais convencionais de vampiros e mortos-vivos, uma nova estirpe de monstros fantásticos e com nomes esquisitos – Fin Fang Foom, Groot e Xemnu, entre outros – começava a surgir nos primeiros anos da década de sessenta. Publicados em títulos como Tales of Suspense, Strange Tales, Journey Into Mystery e Amazing Adult Fantasy estas estórias eram escritas por Lee e desenhadas por Jack Kirby, Steve Ditko, Don Heck, Gene Colan, John Romita Sr. e John Severin. Os monstros extravagantes, de uma forma indireta e inesperada, conduziram ao que viria a ser conhecido como ‘A Era Marvel’ das histórias-em-quadrinhos. Algumas daquelas idéias tornaram-se o protótipo para um novo e incomum tipo de herói. Por exemplo, a estória “O Homem no Formigueiro” (The Man in the Ant Hill), publicada em Strange Tales, número 73, de fevereiro de 1960, levou à criação do Homem-Formiga (The Ant-Man), enquanto o monstro-vilão que eventualmente viria a ser conhecido como Xemnu the Titan apareceu originalmente com o nome de 'Hulk' em Journey Into Mystery, número 62, de novembro de 1960.








Impressionados com o sucesso de vendas da rival DC com a estreante Liga da Justiça, (bem como com as novas versões de personagens veteranos como Flash e Lanterna Verde), Stan Lee, Jack Kirby e companhia, agora oficialmente sob a alcunha de Marvel Comics Group, canalizaram seus talentos num esforço de colaboração para o desenvolvimento de uma geração inteiramente nova de super-heróis, dando origem a personagens hoje clássicos como Fantastic Four (Quarteto Fantástico), The Incredible Hulk (o Incrível Hulk), The Amazing Spider-Man (Homem-Aranha), The Mighty Thor (o Poderoso Thor), Doctor Strange (Dr. Estranho), The Invincible Iron Man (Homem de Ferro), The Avengers (Os Vingadores), Daredevil (Demolidor), Captain Marvel (o novo Capitão Marvel) e The Uncanny X-Men (os X-Men originais), além de resgatar dois ícones já tradicionais da editora, Capitão América e Namor, o Príncipe Submarino. Tais criações da Marvel iriam mais uma vez quebrar o molde estabelecido do super-herói infalível, apresentando qualidades e fraquezas tipicamente humanas e tendo que lidar com problemas triviais de qualquer pessoa comum, como pagar o aluguel ou pegar um resfriado, e mesmo com questões mais relevantes, como lidar com a intolerância e o preconceito, conquistando, assim, uma legião de fãs entusiasmados. Os assim chamados ‘comics’, considerados tradicionalmente como leitura inconseqüente, tornaram-se, inesperadamente, dignos do respeito de intelectuais e da atenção da mídia e os quadrinhos da Marvel viraram um fenômeno universitário. Celebridades como o escritor Tom Wolf e o cineasta Frederico Fellini podiam ser flagrados em visita à redação da Marvel, enquanto que os próprios Lee & Kirby apareciam, vez por outra, num divertido exercício de meta-linguagem, nas páginas dos próprios gibis.







Se no início dos anos sessenta a DC ainda se mantinha como a principal editora de quadrinhos, pelo final da década a honra havia passado indiscutivelmente para a Marvel. Novos e inusitados personagens iam surgindo em seus próprios títulos, alguns dos quais inaugurando tendências como nas aventuras de 'espada-e-magia' de Conan the Barbarian (Conan, o Bárbaro), cortesia de Roy Thomas e Barry Windsor-Smith, ou reinventando gêneros como o terror em Tomb of Dracula (Tumba de Drácula), desenvolvido por Marv Wolfman e Gene Colan. A característica inovadora da House of Ideas (ou ‘Casa das Idéias’, como era apelidada por Stan Lee) teve ainda o mérito de atrair novos talentos criativos, destacando-se nomes como os de Jim Steranko, Neal Adams, Jim Starlin, Walter Simonson e John Buscema na arte, bem como os de Steve Englehart, Bill Mantlo, os irmãos Mike e Gary Friedrich, Steve Gerber e Doug Moench nos roteiros, entre outros. Em 1972 Stan Lee deixou o cargo de Editor-Chefe da Marvel Comics tendo tido vários sucessores: Roy Thomas, Len Wein, Marv Wolfman, Gerry Conway e Archie Goodwin. Este foi o início de uma época de grande efervescência criativa na editora, que chegou a anunciar nas capas de suas revistas a ‘Fase 2 da Era Marvel’, o que não parecia exagero. Estrearam na época, por exemplo: Luke Cage, Hero For Hire (Luke Cage, o Herói de Aluguel); Iron Fist (Punho de Ferro); Nova the Human Rocket (Nova, o Foguete Humano); Spider-Woman (Mulher-Aranha); Ghost Rider (Motoqueiro Fantasma); Moon Knight (Cavaleiro da Lua); Master of Kung Fu (Mestre do Kung Fu); Man-Thing (Homem-Coisa); Howard the Duck (Howard, o Pato); e The Punisher (o Justiceiro).







O Homem-Aranha, o mais popular dos personagens criados por Stan Lee & Cia., continuava a ser o carro-chefe da editora, mas em 1975, um fenômeno inesperado surgiu em cena. Os X-Men, um conceito que havia até então gozado de limitado sucesso, foi dramaticamente reformulado a fim de retratar uma nova equipe de heróis, composta por um mix étnico e ideológico totalmente inédito. Concebido por Len Wein e Dave Cockrum, o título foi assumido pelo novato escritor Chris Claremont (e, pouco depois, pelo desenhista John Byrne), crescendo gradativamente até tornar-se um dos mais poderosos marcos criativos já vistos nos quadrinhos ‘mainstream’ até os dias de hoje.







Por volta desta época a Marvel tornou-se pioneira no licenciamento de outras mídias para a produção de versões sob a forma de histórias-em-quadrinhos, tendo publicado ao longo dos anos gibis estrelados pelas franquias cinematográficas Star Wars (Guerra nas Estrelas), Star Trek (Jornada nas Estrelas), Godzilla, Indiana Jones e Robocop, por exemplo, bem como por personagens originalmente concebidos como brinquedos, entre os quais Rom the Spaceknight (Rom, o Cavaleiro do Espaço), Micronauts (Micronautas), G.I. Joe, Transformers e Shogun Warriors.







Com a chegada dos anos 80 o sucesso indiscutível de X-Men levou à criação de séries derivativas relacionadas ao universo mutante como The New Mutants (Os Novos Mutantes), X-Factor, Wolverine e Excalibur, com diferentes graus de êxito. Novas linhas de produtos foram experimentadas e eventualmente abandonadas como, por exemplo, os selos: Epic Comics, que visava um público mais adulto e sofisticado; Star Comics, orientado ao público infantil; New Universe, cujo objetivo era criar uma franquia nos moldes do Universo Marvel tradicional, mas com uma abordagem supostamente mais realística; e 2099, que apresentava versões futurísticas dos personagens mais populares da ‘Casa das Idéias’, como Homem-Aranha, X-Men e Hulk, entre outros. Em 1984, a Marvel Comics lançou aquela que seria a publicação de quadrinhos mais vendida até então: Secret Wars (Guerras Secretas), uma mini-série em 12 capítulos apresentando o primeiro grande ‘crossover’ entre seus principais personagens, por iniciativa de seu Editor-Chefe, Jim Shooter, um veterano que começara sua carreira aos 14 anos nos gibis da DC Comics nos anos 60, autor do roteiro, com arte de Mike Zeck e Bob Layton. O que originalmente deveria apenas ter sido um expediente editorial para alavancar as vendas de uma nova linha de bonecos articulados lançados por uma fábrica de brinquedos foi um estrondoso sucesso que redefiniu o formato dos ‘comics’. A partir daí, eventos monumentais envolvendo todo um universo ficcional de personagens, publicados em séries fechadas e com ramificações por toda a linha editorial, passaria a ser lugar-comum entre as editoras ‘mainstream’ de quadrinhos.







A saída de Jim Shooter da empresa – o qual, apesar de ser considerado por seus colegas na época como uma figura autoritária e controversa, desbravou novas fronteiras criativas e manteve a editora em sua posição de líder do mercado – abriu caminho para que a vaga fosse preenchida por Tom DeFalco e, no início dos anos 90, a Marvel Comics ia "de vento em popa" com o lançamento de um novo título do escalador-de-paredes, Spider-Man, escrito e desenhado por Tod McFarlane (que vendeu mais de um milhão de cópias em seu primeiro número), bem como de dois novos títulos mutantes, X-Men, da dupla Chris Claremont & Jim Lee, e X-Force, por Fabian Nicienza & Rob Liefeld, todos eles grandes sucessos comerciais. A Marvel Comics tornou-se Marvel Entertainment Group e dispersou seus investimentos em novos negócios com a compra de empresas de outros ramos, como a fabricante de brinquedos Toy Biz, por exemplo, e a fundação da Marvel Studios, uma iniciativa que eventualmente geraria frutos extremamente lucrativos, permitindo a realização de um sonho por muito tempo considerado impossível, ou seja, o desenvolvimento de grandes produções cinematográficas estreladas por seus personagens. Entretanto a concretização deste projeto ainda demoraria muitos anos e nesse meio tempo a Marvel iria enfrentar dificuldades financeiras decorrentes de uma administração desastrosa e que a deixariam à beira de um processo de falência, contratempo que eventualmente superou graças ao potencial indiscutível de sua linha editorial, reestabelecendo-se como uma robusta empresa do ramo de entretenimento.







Em 1995 Bob Harras assumiu a responsabilidade de Editor-Chefe e durante seu mandato a Marvel se associou à DC para a publicação de uma minissérie com confrontos entre seus personagens, onde os resultados das lutas eram decididos pelos leitores através de votação. Foi ele também o responsável pelo controverso evento conhecido como Heroes Reborn (‘Heróis Renascem’) em 1996, quando dois prodígios em vendas da época, os artistas Rob Liefeld e Jim Lee, receberam total controle criativo sobre todos os aspectos de quatro dos mais populares títulos da Marvel durante um período de doze meses: Vingadores, Capitão América, Quarteto Fantástico e Homem de Ferro. A experiência não foi o que se poderia considerar um sucesso retumbante, mas uma das características da Marvel Comics foi a de sempre procurar implantar uma estrutura não-convencional e em constante evolução, onde idéias revolucionárias possam ser testadas sem medo de errar, com o objetivo de criar continuamente novos conceitos, por mais bizarros ou explosivos que pareçam, na mesma tradição que vem impulsionando a editora desde que Stan Lee e Jack Kirby inauguraram a Era Marvel no início dos anos 60. 








A sabedoria de tal política pode ser atestada nos dias de hoje sob a administração de Joe Quesada como Editor-Chefe quando, mais do que em qualquer outra época, a Marvel é a líder inconteste do mercado de quadrinhos nos EUA e no mundo, com a publicação de sagas de grande sucesso, tanto comercial quanto de crítica, envolvendo conceitos que questionam os próprios fundamentos de seu universo super-heróico, como Civil War (Guerra Civil), onde um ‘Registro de Super-Humanos’ proposto pelo governo coloca antigos aliados em posições antagônicas; Secret Invasion (Invasão Secreta), onde alienígenas transmorfos tomam secretamente o lugar de vários personagens, criando um clima de intensa paranóia à la "Invasores de Corpos" (Invasion of the Body Snatchers), filme cult de ficção-científica dos anos 60; e Dark Realm (Reinado Sombrio), onde um tradicional ‘super-vilão’, supostamente regenerado, assume o controle sobre o principal órgão de segurança norte-americano, invertendo definitivamente os papéis convencionais entre ‘mocinhos’ e ‘bandidos’, numa nem tão sutil alusão à realidade política estadunidense.







Tendo recentemente se tornado uma subdisiária do conglomerado Walt Disney, a Marvel Comics goza atualmente de uma posição privilegiada no mundo dos quadrinhos, em grande parte em decorrência do sucesso de suas franquias cinematográficas mas, principalmente, devido a qualidade de suas publicações, com seus títulos ocupando frequentemente a maioria das posições no ‘ranking’ dos mais vendidos nos EUA e seus principais personagens estabelecidos como ícones populares ao redor do mundo.









Agora a Marvel Studios prepara-se para conquistar definitivamente o inconsciente coletivo das massas com uma sequência de filmes estrelados por seus personagens mais icônicos tanto individualmente quanto em grupo (Iron Man, Hulk, Captain America, Thor, The Avengers), enquanto que a rival DC ataca de Batman (de novo) e Green Lantern (Lanterna Verde), com talvez Superman (de novo) para breve.









Com tanta grana entrando, agora então com a Disney no negócio, espera-se que a Marvel seja razoável no reconhecimento de parte dos direitos de criação de seus principais personagens ao espólio de Jack Kirby e mais flexível nas negociações com os criadores do Universo Malibu, como parece ter acontecido na aquisição do Universo CrossGen.








POST-SCRIPTUM:


Pode parecer otimismo exagerado (e provavelmente, é) esperar um maior reconhecimente, no futuro, sob a forma de 'royalties', aos criadores de 'comics' aposentados e das famílias daqueles já falecidos, tanto pela Marvel quanto pela DC. Independente disso esse pessoal tem se unido e lutado por seus direitos nos tribunais há um bom tempo, conquistando em diversos casos, ultimamente, acordos de co-propriedade.


DESTROYER DUCK LIVES! 
JACK KIRBY RULES! 










Fontes de consulta e pesquisa:


- 'THE OVERSTREET COMIC BOOK PRICE GUIDE', de Robert M. Overstreet e Gary M. Carter (Gemstone Publishing)



- NOSSOS DEUSES SÃO SUPER-HERÓIS ('OUR GODS WEAR SPANDEX'), de Christopher Knowles e J. M. Linsner (Editora Cultrix)


- 'ALTER EGO', periódico sobre a história das HQ e de seus criadores, editada por Roy Thomas (TwoMorrows Publishing)