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sábado, 19 de abril de 2014

ÍCONE DO ROCK


[Editado de uma reportagem de Carlos Albuquerque publicada no jornal O GLOBO em 12.04.2014]


A mitológica guitarra 'Fender Stratocaster' está completando 60 anos.

Criado pelo americano Leo Fender em 1954, o instrumento se tornou, ao longo dos anos, o maior ícone do rock, graças ao seu uso por superastros como Jimi Hendrix, Eric Clapton, Jeff Beck, David Gilmore, Stevie Ray Vaughan, Ritchie Blackmore e The Edge, entre muitos outros. 

Celebrada graças ao seu design cheio de estilo e à sua sonoridade única, a 'Fender Stratocaster' - amada no Brasil por craques como Lulu Santos e Roberto Frejat - tem sua importância resumida numa declaração do próprio Clapton: "Se pudesse voltar no tempo diria a ele que realmente criou algo insuperável". Trata-se, sem dúvida, de um dos instrumentos mais marcantes da História.



Sua construção, seus recursos e sua sonoridade revelam um momento único de inspiração. Mas quando foi visto pela primeira vez em público, durante uma apresentação de Buddy Holly, no programa de televisão de Ed Sullivan, em dezembro de 1957, a 'Fender Stratocaster' parecia algo do outro mundo. Numa época em que a concorrência oferecia instrumentos que, em sua maioria, pareciam nada mais que violões elétricos, alguns detalhes causaram espanto e até dúvida se aquilo era mesmo uma guitarra, como seu desenho único (com um recorte duplo), sem buracos, a fixação dos captadores, as tarraxas só de um lado do braço e a alavanca de vibrato, para "torcer" as cordas.

 


E, de 1954 para cá, não faltaram individualidades ao corpo da 'Strato'. Foi o som dela que marcou a surf music dos Beach Boys e de Dick Dale, no começo dos anos 1960. Foi empunhando uma que Bob Dylan fez sua famosa virada elétrica, no festival de Newport, em 1965. Foi com um modelo desses que Hendrix subverteu o hino americano, no festival de Woodstock, em 1969, Clapton gravou o clássico "Layla", em 1970, e Ritchie Blackmore fez o imortal riff de "Smoke on the Water", em 1971. 



E, num pulo no tempo, foi com uma 'Stratocaster' que John Frusciante, dos Red Hot Chili Peppers, brilhou em "Californication", em 1999, e John Mayer tocou no funeral de Michael Jackson, em 2009.



POST-SCRIPTUM:

Um solo de aniversário em homenagem aos 60 anos do maior ícone do rock'n'roll pelas mãos de Jimi Hendrix! (sem comentários...)







quinta-feira, 20 de março de 2014

LOLLAPALOOZA E LOBÃO



[Editado do capítulo 4 ('Por que o rock continua errando') do livro MANIFESTO DO NADA NA TERRA DO NUNCA, escrito por Lobão e publicado pela Editora Nova Fronteira]


Por que será que aqui no Brasil nós temos tanta dificuldade em lidar com esse tal de roquenrou?

Ao invés de haver uma infraestrutura no nosso dia a dia - que permita a esse tipo de cultura existir de forma normal, prosperar e, assim, por merecimento e vontade do público e do empresário, ingressar pela porta da frente dos festivais -, acabam por enfiar os artistas brasileiros em palcos coadjuvantes, em horários pouco significativos, com visibilidade, som, luz, tudo sensivelmente inferior.

Agora, se você tentar modificar a situação, como aconteceu comigo no bisonho "episódio Lollapalooza", você se fode de verde e amarelo.

Contarei a história como se passou:
Fui contratado pela produção do festival Lollapalooza para tocar em sua primeira edição brasileira, fato esse que muito me entusiasmou por ser um festival mais para o alternativo, sem a grandiloquência de um 'Rock in Rio'.

Já havia uma promessa contratual escrita e, às vésperas do evento, a inevitável assinatura do contrato definitivo. Foi quando me deu um estalo e cismei em telefonar para o produtor nacional do festival para saber de mais detalhes. Aí a coisa encrencou. 

O nosso estimado produtor me esclareceu efusivamente que eu iria tocar no horário "filé" das bandas nacionais, o que muito me deixou espantado, pois, de cara, já revelava um apartheid entre as bandas nacionais  e as internacionais. Algo estranhíssimo para aquele festival de cunho alternativo, cuja tradição era de incrementar a integração das bandas, e o que estava me sendo informado era justamente o contrário. 

Eu exclamei assustado: "Mas o que é isso? Assim é muito barra pessada! Apartar os artistas brasileiros do resto do festival é no mínimo esculhambante!"

Ele tentou me explicar que o festival tinha suas regras quanto à escolha do line-up, que havia sido uma exigência "dos gringos" e que não me preocupasse com o horário, pois era um festival de características diurnas, e eu voltei à carga alegando saber disso tudo, mas as atrações "filés" começariam a tocar ao cair da tarde, quando o sistema de luz faz a diferença, e eu só tocaria se fosse incluído para tocar pelo menos no fim da tarde, mas às duas da tarde, de jeito nenhum.

Ele tentou me alertar mais uma vez sobre o fato de "os gringos serem durões" e terem regras muito restritas em relação aos artistas brasileiros e que não havia essa opção: ou eu tocava às duas da tarde ou nada feito.

Nada feito. qual seria o problema em integrar todos os artistas de todos os lugares? Por que criar essa situação de afastamento de grupos?

Apesar de tudo isso, sou um otimista. Não vejo motivo real para nos colocarmos tão vacilantes e inseguros sempre que nos metemos em relações internacionais, exceto por termos entranhada essa mentalidade insular que nos aparta do mundo exterior. Um pouco de petulância não faz mal a ninguém.


POST-SCRIPTUM: 




Não sei como será o festival este ano, que ocorrerá nos dias 5 e 6 de abril, mas espero sinceramente que tenham abolido o apartheid entre as bandas nacionais e gringas.   

 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

ROCK E RAP



Desde as manifestações mais violentas por todo o Brasil contra os desmandos dos nossos políticos e a repressão da polícia fascista (haja vista a postagem anterior que exemplifica a violência que se instalou no centro da cidade do Rio de Janeiro), tanta coisa aconteceu que fica até difícil colocar o pensamento em perspectiva. 


O Brasil entrou no circuito da espionagem; que legal, né? Aqui ó, seus espiões da C.I.A. ou do N.S.A., vão todos tomar no cú, falou? Vêm cá me pegar se vocês puderem, ha,ha! Ninguém me convence de que tudo isso não foi combinado com antecedência pra desviar a atenção das cagadas dos E.U.A. e seus 'parceiros comerciais'. E eu que esperava tanto do Obama...  




Mas vamos em frente. Sábado passado foi o Dia do Amigo. Podia muito bem ser o Dia da Falsidade que dava na mesma. Já no sábado retrasado foi o Dia do Rock. Prá mim tanto faz se foi o dia do samba-tango ou da rumba universitária. Sempre gostei de rock e esse papo de ter dia disso, dia daquilo, não passa de uma jogada comercial pra faturar mais (nossa, pensei que nunca mais fosse usar esse clichê!).


Bom, já que estamos falando no dito cujo, e independentemente de existir um dia oficial para o mesmo, aqui vai mais uma das minhas homenagens oficiais atrasadas. Fuck it.




Tem dois caras que já morreram não faz muito tempo a quem eu sinto estar devendo minhas reverências e, portanto, vou aproveitar a oportunidade: Chorão e Sabotage. É rock, é rap, é som da pesada (a base é 'Back in Black' do AC/DC). Quem não gosta vai a merda. Beijos...


POST-SCRIPTUM:









Marginal Alado

Pra mim uma rima louca é tipo pá, aprendizado
Que muda todo o quadrado, e deixa os mano ligado
Que vida cobra muito sério e você não vai fugir,
Não pode se esconder, e não deve se iludir
Toca na ferida, tipo rap nacional, como fez o Mano Brown, Revolução mental

O barato vai batendo no estéreo do meu carro,
Quando tá rolando um rap, eu só escuto, eu não falo
Eu sou cara branco que admiro a negritude, Mikimba, Sabotage, Nêgo Aplique, Rappin' Hood.
O que vale é atitude, e atitude ali não falta
Sujou Sandrão, é os homens não é escolta


Sai voado, tipo marginal alado, mais rápido do que o aço dos ratos [4x]

Vem comigo na trilha sonora, o sol brilha lá fora, e segue o sol até o pôr, e é agora
Escorrega mas não cai, os mano aqui não fica atrás, é só idéia forte, e as rimas são demais
RZO, os cara, rica rima, rima rara, os boys fica de cara, e a batida aqui não pára
Tipo idéia como bala, que vara a sua cara
As rimas de Sandrão e Helião, batem no meu coração,
Como se fosse marca-passo, o veneno é puro aço!
Levou aço um abraço...


Sai voado, tipo marginal alado, mais rápido do que o aço
do ratos [4x]


Aê ladrão!
Alô Chorão, já são 3 horas da tarde, é sabadão
e não tem show, 'tou num pinote brabo
Se tá ligado, aqui é raro, faltar com combinado, peguei o seu recado
Quem é ninja não toma esculacho
Vários manos firmeza, deram porto, escassos pelo esboços, injustiça, imploro
Perante ao povo, eu não me acho, pois sim, sei o que faço

Favela pinta um quadro [ Sim ]
Eu sou Picasso, hé, os obstáculos, é greve, é roubo de carro
O que é aquilo? Imprevisível, fui tão nítido, se liga é claro
A cada dia um Morto-vivo, tem que andar ligeiro, tem maçarico, estopim, acende o tempo inteiro
Na fé quem é do corre, do corre, não se envolve, não é locke
Na fé, quem é do corre eu sei que sofre, pois sim resolve

Chorão e Charlie Brown, Sabotage
Pra rima, também 'tou nobre, pode crer!
Aê, quem é ninja eu sei, não merece esculacho
Se tá ligado, um abraço!
Mas aê mano tô no pinote, mais rápido do que o aço!


Sai voado, tipo marginal alado, mais rápido do que o aço
do ratos [4x]


A mesma família de toda família, a grande família da mesma família
Charlie Brown e meu mano Sabotage, Dj Franja, colou na banca
Fica a vontade!







domingo, 25 de setembro de 2011

20 ANOS DE 'NEVERMIND'




Há 20 anos, no dia 24 de setembro (dia do meu aniversário, modéstia à parte) de 1991, era lançado o álbum NEVERMIND, da banda americana NIRVANA, que seria apenas mais um disco de rock independente se não fosse pelo fato de ter revolucionado o 'mainstream' da época, tirando Michael Jackson do topo das paradas e colocando o 'grunge' melancólico e a cidade de Seattle no centro do mundo.



Desde o seu lançamento, Nevermind já vendeu mais de 30 milhões de cópias, tendo sido citado, recentemente, pelo jornal inglês 'The Guardian', como um dos eventos mais importantes da história do rock.




Nevermind foi o segundo trabalho de estúdio da banda Nirvana, e serviu de trilha sonora para toda uma geração, por meio de músicas como Lithium, Come As You Are, Bloom e principalmente Smells Like Teen Spirit. 




Na formação desse registro histórico estavam o cantor e guitarrista Kurt Cobain, o baixista Krist Novoselic e o baterista David Grohl (atualmente líder, cantor e guitarrista dos Foo Fighters). O Nirvana se desfez após o suicídio de Cobain, aos 27 anos, em 1994.




Entre as várias homenagens mundiais ao vigésimo aniversário de Nevermind, merece destaque o relançamento do álbum em uma versão remasterizada e uma edição de luxo, com raridades e 'remixes' em 4 CDs e um DVD.




O Nirvana chegou a se apresentar no Brasil em 1993, onde deixou milhares de fãs desconsolados com o fim trágico da banda. E, passados vinte anos de Nevermind, a nova geração do rock continua celebrando o famoso disco do trio.    

  
POST-SCRIPTUM:





LITHIUM
(Kurt Cobain)


I'm so happy
'Cause today I've found my friends
They're in my head
I'm so ugly but that's okay,
'Cause so are you, we broke our mirrors
Sunday morning is everyday
For all I care and I'm not scared
Light my candles in a daze
'Cause I've found God
Yeah,Yeah (x7)

I'm so lonely, but that's ok
I shaved my head and I'm not sad
And just maybe I'm to blame
For all I've heard, but I'm not sure
I'm so excited
I can't wait to meet you there, but I don't care
I'm so horny
But that's okay, my will is good
Yeah,Yeah (x7)

(x2)
I like it - I'm not gonna crack
I miss you - I'm not gonna crack
I love you - I'm not gonna crack
I killed you - I'm not gonna crack

I'm so happy
'Cause today I've found my friends
They're in my head

I'm so ugly but that's okay,
'Cause so are you, we broke our mirrors
Sunday morning is everyday
For all I care and I'm not scared
Light my candles in a daze
'Cause I've found God
Yeah,Yeah (x7)

(x2)
I like it - I'm not gonna crack
I miss you - I'm not gonna crack
I love you - I'm not gonna crack
I killed you - I'm not gonna crack



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

OLHAR LOCAL, OLHAR GLOBAL



Pois é. Não bastassem os problemas pessoais - ganhar dinheiro e aturar a ex-mulher, por exemplo, entre outros menos cotados - que me levam (e a qualquer um, com certeza) a ficar de 'saco cheio', não faltam notícias absurdas no Brasil e no mundo para contribuir com a sensação de pessimismo generalizado, descontando-se algumas honrosas exceções.



Aqui no Rio, pra começo de conversa - e este é um começo dos mais inofensivos - o meu Flamengo, depois de uma campanha exemplar, passou a perder seguidamente e agora praticamente não tem chances (1%) de ganhar o Campeonato Brasileiro. E isto pouco tempo depois de uma partida memorável contra o Santos (que inclusive elogiei aqui no meu 'blog'). Acho que sou 'pé-frio'...



Por outro lado - e este sim é um lado realmente triste e vergonhoso - o Rio de Janeiro, apesar de continuar lindo, tem sido palco de tragédias e quase tragédias que poderiam e deveriam ser evitadas. Além dos bueiros que continuam explodindo, ferindo pedestres e destruindo propriedades - sem que até agora tenha-se apurado os devidos responsáveis -, tivemos há pouco tempo o caso do bondinho de Santa Teresa (um bairro onde já morei e que adoro, tendo usado o mesmo bondinho inúmeras vezes, inclusive na companhia de minhas filhas pequenas), que aparentemente perdeu o controle dos freios e sofreu um acidente lastimável, causando mortos e feridos.





Acidente este que, para variar, ainda não foi devidamente esclarecido quanto a suas causas efetivas, existindo fortes indícios de que houve negligência e descaso das autoridades com relação à manutenção do veículo, o que, se comprovado, é um verdadeiro absurdo, em se tratando de um patrimônio histórico da cidade e que atrai turistas tanto do Brasil quanto do resto do mundo.   



Entre outros problemas menos badalados - mas não menos importantes - temos tido, ainda aqui no Rio, diversas greves reivindicatórias que, apesar de justas em sua origem, têm causado transtornos à população, como foi o caso dos bombeiros e, mais recentemente, dos bancários, dos correios e dos professores da rede pública.  



Voltando aos casos trágicos e sinistros, assistimos ontem mesmo à história do menino de 10 anos, em São Paulo, que deu um tiro na professora com a arma do pai, policial municipal, e depois suicidou-se com um dispara contra a própria cabeça. Putz! Se bem que este não seja um caso único ou inédito: episódios em que crianças ferem-se ou mesmo matam-se (ou a irmãos ou colegas) com armas pertencentes aos pais não são raros no Brasil. 



Este caso do garoto, entretanto, tem um componente macabro que lembra aquele do psicopata de Realengo (no Rio), há algum tempo atrás, e nos deixa a todos, novamente, com uma sensação de total perplexidade, superada apenas pela constatação da urgente necessidade de um maior controle das armas de fogo pelas autoridades.




Autoridades essas que, em muitos casos, estão infiltradas por bandidos, como é o caso da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Ultimamente, facções de policiais corruptos que controlam a cidade através de 'milícias' tem se sentido tão seguras de sua impunidade que um destes grupos não hesitou em assassinar a juíza Patrícia Acioli com 21 tiros (!), uma vez que ela ameaçava desbaratar suas atividades criminosas e levar vários de seus membros à prisão. Espera-se ainda o esclarecimento do caso pela justiça e a punição exemplar dos culpados. 





(Pelo menos por aqui ainda não nos tiraram a liberdade de expressão e o direito de reclamar...)  



Agora, perplexidade mesmo e até incredulidade foram causadas pelo absurdo atentado terrorista na Noruega, há algumas semanas atrás, provocado por um louco que matou várias pessoas apenas para expor seu ponto de vista fascistóide e racista. 



Ainda no palco internacional, cabe dar os parabéns aos EUA por finalmente localizarem o líder terrorista Osama Bin-Laden, apesar de, pelo menos neste item, eu concordar com certas opiniões que advogam que o mesmo deveria ter sido levado a julgamento. Porém, pensando melhor, os desdobramentos de uma execução pública - ainda que como consequência lógica de um julgamento imparcial - seriam de tal forma problemáticos que talvez a melhor solução tenha sido mesmo aquela implementada pelos militares americanos.




De qualquer maneira, isso já é notícia velha: recentes, mas muito mais preocupantes, são as que nos falam das pretensões palestinas a um estado reconhecido pela ONU sem a concretização de um acordo de paz duradouro com Israel (das duas, uma: tal iniciativa pode levar a uma escalada no conflito palestino-israelense ou então - o que seria ótimo - os caras acabam finalmente se entendendo) e o discurso do senhor Mahmoud Ahmadinejad no plenário daquelas mesmas Nações Unidas disparando acusações contra o Ocidente, sem nenhuma moral para isso, diga-se de passagem, haja vista a situação dos direitos humanos no Irã.






Para completar o panorama, a situação econômica mundial deteriora-se a passos largos, com a possível falência dos EUA, do Japão e da União Européia avizinhando-se no horizonte, enquanto organizações e grupos criminosos infiltram-se nos altos escalões de praticamente todos os governos do mundo (alguém duvida que Silvio Berlusconi ou Vladimir Putin, por exemplo, não passem de mafiosos engravatados?), controlando-os com vistas a seus interesses particulares, incluindo-se aí a Rússia, a China, a Índia, a Itália, o Japão e quantos mais se puder imaginar, dada a quantidade de denúncias de corrupção e de fraudes de todos os tipos perpetradas por seus líderes e representantes, eleitos ou não. E não nos esqueçamos do Brasil de Sarney & Cia., o qual ocupa, se não o primeiro, pelo menos um lugar de destaque neste 'ranking'.




Mas eis que um fato novo vem trazer alguma esperança e otimismo a um cenário internacional tão sombrio: a 'primavera árabe'. Tunísia, Egito e Líbia - e, esperamos, num futuro próximo, também a Síria, a Argélia, a Jordânia, o Iêmen, o Marrocos, a Arábia Saudita, o Líbano e outros - inauguraram uma nova era política no Oriente Médio e Norte da África que, com certeza, deverá mudar inexoravelmente o equilíbrio de forças naquelas regiões, assim como para melhor a qualidade de vida de suas populações - que Allah nos ouça! -, o que deve acontecer assim que governos democráticos e, principalmente, orientados por princípios laicos (ao contrário de certas ditaduras religiosas comandadas por aiatolás, por exemplo) assumirem o poder. Fico daqui na torcida.




Por fim, no meio de toda essa 'zorra', não podemos esquecer que a Copa do Mundo da Fifa está chegando e, como sempre acontece no Brasil em tais situações, as obras relacionadas ao evento estão perigosamente atrasadas, o que causa preocupação, ainda mais em meio a rumores de superfaturamento e desvio de verbas. Tá feia a coisa.



POST-SCRIPTUM:






Mas, por enquanto, vamos só curtir, porque o 'Rock in Rio' começa hoje, minha gente! Só lamento a ausência de um pouco mais de rock 'de verdade' no evento, apesar de muitas presenças memoráveis como Capital Inicial, Evanescence, Coldplay, Slipknot, Metallica, Guns & Roses, Lenny Kravitz, Elton John e Stevie Wonder, entre outros.


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O 'COMETA' AMY WINEHOUSE



Comparar a passagem da talentosíssima cantora Amy Winehouse pelo cenário da música pop a um cometa em virtude de seu brilho e celeridade é, no mínimo, uma analogia óbvia e que dispensa maiores comentários.



Mas que se dane: ainda estou sob o efeito deletério dos sentimentos de tristeza e estupefação a que a notícia de sua morte me induziram. Admito que melodrama e clichê não sejam as melhores formas de celebrar a genialidade, mas existem coisas que são inevitáveis em determinadas situações (e esta é uma delas, sem dúvida). De qualquer forma, nada pode substituir eficazmente o silêncio respeitoso que deveria impor-se como a atitude mais conveniente a fim de honrar o talento de uma artista como foi Amy Winehouse e de lidar com o vazio de sua ausência. 



Tal é a dicotomia que tanto me angustia: sinto a necessidade de aplaudir a artista, mas ao mesmo tempo me irrita a certeza de não poder fazê-lo adequadamente. Além do mais, escrever epitáfios nunca foi o meu forte; certamente não é o tipo de texto cuja leitura me dê qualquer tipo de prazer ou que me inspire de alguma forma significativa.



Independente desses sentimentos conflituosos (ou talvez em decorrência dos mesmos?), sinto-me desagradavelmente compelido a comparar (e lamentar) a similaridade existente entre as trágicas vidas e as fugazes jornadas artísticas de duas outras excepcionais cantoras de jazz e blues - no caso Billie Holliday e Janis Joplin - com as de Amy Winehouse ("wine house": casa de vinho; ironia cruel...), todas falecidas precocemente pelo abuso de álcool e outras drogas.



E que não se veja nessa constatação nenhum ranço de moralismo babaca. Ninguém pode julgar a angústia que trespassa a alma de artistas desse gabarito, cuja elevada sensibilidade os torna mais vulneráveis a dilacerantes conflitos existenciais, sejam eles reais ou imaginários.



De qualquer modo faço questão de deixar registrada minha solidariedade espiritual a Amy Winehouse, seja como a extraordinária artista que foi, seja como ser humano complexo e fascinante. Que sua essência imaterial encontre em outras paragens a paz que não encontrou nesta vida.







YOU KNOW I’M NO GOOD
(Amy Winehouse)


Meet you downstairs in the bar and heard
Your rolled up sleeves in your skull T-shirt
You say "why did you do it with him today?"
And sniffed me out like I was Tanqueray

'Cause you're my fella, my guy
Hand me your Stella and fly
By the time I'm out the door
You tear me down like Roger Moore

I cheated myself
Like I knew I would
I told you I was trouble
You know that I'm no good

Upstairs in bed with my ex-boy
He's in a place, but I can't get joy
Thinking on you in the final throes
This is when my buzzer goes

Run out to meet your chips and pitta
You say when "we're married",
'Cause you're not bitter
"There'll be none of him no more"
I cried for you on the kitchen floor

I cheated myself
Like I knew I would
I told you I was trouble
You know that I'm no good

Sweet reunion, Jamaica and Spain
We're like how we were again
I'm in the tub, you on the seat
Lick your lips as I soak my feet

Then you notice a little carpet burn
My stomach drop and my guts churn
You shrug and it's the worst
Who truly stuck the knife in first

I cheated myself
Like I knew I would
I told you I was trouble
You know that I'm no good

I cheated myself
Like I knew I would
I told you I was troubled
Yeah, you know that I'm no good



POST-SCRIPTUM:



Nada mais tosco (e eficiente) que um amontoado de lugares-comuns para garantir que se preserve a memória daqueles que realmente merecem ser lembrados. Fazer o quê? O amor é intrinsecamente brega e a vida uma aventura breve e insensata que nos exige doses generosas de delírio e deboche diluídas judiciosamente em seus interstícios para tornar-se minimamente suportável e até, em alguns momentos, surpreendentemente prazerosa. 


Sem nos esquecermos de que humor é fundamental, mesmo que seja do tipo macabro, pois ainda é melhor rir do que chorar...   


domingo, 12 de junho de 2011

TÔ DE SACO CHEIO






É muita aporrinhação de tudo que é lado, muitos compromissos pendentes pra resolver, pouco dinheiro pra gastar e pouca paciência pra poder aturar. Tô me sentindo meio como o velho Sísifo da lenda (para os menos informados, nada a ver com "sifú", mas até que dá pra traçar um paralelo nem tão forçado...) 




Isso prá não falar nas notícias, tanto nacionais quanto internacionais. É o mesmo marasmo de sempre: corrupção, enchente, terremoto, assassinato e por aí vai.




Podem dizer que ando meio depressivo e tal, mas resolví dar um tempo em tudo. Já que nada muda a minha volta, mudo eu.  




Fui, mas volto logo...




POST-SCRIPTUM:






LEVE DESESPERO
(Capital Inicial)

Eu não consigo mais me concentrar

Eu vou tentar alguma coisa para melhorar
É importante, todos me dizem
Mas nada me acontece como eu queria

Estou perdido, sei que estou

Cego para assuntos banais
Problemas do cotidiano
Eu já não sei como resolver

Sob um leve desespero

Que me leva, que me leva daqui

Então é outra noite num bar

Um copo atrás do outro
Procuro trocados no meu bolso
Dá pra me arrumar um cigarro?

Eu não consigo mais me concentrar

Eu vou tentar alguma coisa para melhorar
Já estou vendo TV como companhia

Sob um leve desespero

Que me leva, que me leva daqui

Talvez se você entendesse

O que está acontecendo
Poderia me explicar
Eu não saio do meu canto
As paredes me impedem
Eu só queria me divertir

As paredes me impedem

Já estou vendo TV como companhia

Sob um leve desespero

Que me leva, que me leva daqui

Sob um leve desespero

Que me leva, que me leva daqui

sábado, 11 de dezembro de 2010

QUEM SOU EU?




Aviso aos navegantes: a leitura a seguir, dependendo do temperamento e/ou da (in)formação de cada um, pode parecer completamente incoerente ou uma fonte de surpresas inesperadas e muito agradáveis; fica a critério do freguês:

Quem sou eu?  







Tudo e Nada; Ser e Não-Ser; Caos e Ordem; Silêncio e Som; Sentido e Nonsense; Retórica e Sofística; Dialética e Paradoxo; Simetria e Terceiro Excluído; Eternidade e Devir; Infinito e Singularidade; Vácuo e Verbo; Unidade e Multiplicidade; Espaço e Tempo; Duração e Simultaneidade; Real e Virtual; Harmonia e Dissonância; Coerência e Insensatez; Yin e Yang; Onda e Partícula; Posição e Momentum; Energia e Entropia; Hádron e Lépton; Totalidade e Incompletude; Absoluto e Incerteza; Relatividade e Axiomática; Dúvida e Dogma; Teoria e Práxis; Coração e Mente; Eu e Outro; Sim e Não; Lá e Aqui; Espírito e Matéria; 






Ciência e Arte; Teatro e Política; Logos e Mito; Matemática e Poesia; Música e Pintura; Escultura e Arquitetura; Astronomia e Dança; Estrutura e Acaso; Tragédia e Comédia; Id e Superego; Nous e Psyché; Métron e Hybris; Arethé e Epoché; Capricho e Vontade; Se e Talvez; Classissismo e Hiperrealismo; Impressionismo e Cubismo; Romantismo e Surrealismo; Simbolismo e Realismo; Holismo e Mecânica Quântica; Transfinito e Infinitesimal; Pré-socrático e Pós-moderno; 




Futurista e Anacrônico; Bipolar e Aleatório; Psicodélico e Paranormal; Autodidata e Diletante; Lírico e Satírico; Irônico e Fraterno; Cínico e Crédulo; Indiferente e Heróico; Sublime e Ridículo; Sonhador e Pragmático; Lógico e Louco; Coerente e Caótico; Simples e Complexo; Modesto e Maravilhoso; Arrogante e Humilde; Melhor e Pior; Igual e Diferente; Nós e Eles; Céu e Inferno; Místico e Iconoclasta; Racionalista e Romântico; Sentimental e Cruel; Irascível e Razoável; Distraído e Compenetrado; Superficial e Profundo; Monarquista e Republicano; Anarquista e Totalitarista; Democrático e Tirânico; Multicultural e Tribal; Socialista e Fascista; Liberal e Conservador; Revolucionário e Conformista; Libriano e Cão Chinês; 






Flamengista e Salgueirense; Carioca e Brasileiro; Latino-Americano e Cosmopolita; Judeu e Cristão; Muçulmano e Budista; Camelo e Leão; Criança e Velho; Homem e Mulher; Animal e Vegetal; Mamífero e Réptil; Luz e Sombra; Sol e Lua; 'Thank You' e 'Fuck You'; Pensamento e Ação; Proletário e Burguês; Espectro e Planta; Anjo e Demônio; Último Homem e Homem Superior; Além e Aquém; Ateu e Deísta; Agnóstico e Politeísta; Materialista e Espiritualista; Ecumênico e Herege; 






Tradicionalista e Revisionista; Zen e Bushidô; Yoga e Wushu; Capoeira e Tai Chi Chuan; Krav Magá e Jiu-Jitsu; Muay Thai e Aikidô; Abismo e Espelho; Um e Zero; Gênesis e Big Bang; Apocalipse e Ragnarok; Armagedon e Juízo Final; Dobra e Fissura; Alfa e Ômega; Pi e Aleph; Mi e Ma; Ain Sof e Adam Kadmon; Tzim Tzum e Tehom; Atzmut e Sefirot; Kether e Malkut; Daat e Zohar; Tarot e Torah; Iahu e Yahweh; Jeová e Jove; Jah e Allah; Adonis e Adonai; Trimurti e Tetragramaton; Theos e Daimon; Omphalos e Ouroboros; Tohu va-Vohu e Aletheia; Gaia e Urano; Cronos e Aion; Eros e Tanatos; Apolo e Dionísio; Hermes e Orfeu; Ísis e Osíris; Horus e Ra; Aton e Atman; Thoth e Thor; Zurvan e Zeus; Metatrom e Mitras; Tamuz e Tiwaz; Odin e Elohim; Ymir e Pan-Ku; 






Dyaus Pitar e Júpiter; Marduk e Tiamat; Rama e Brahma; Vishnu e Shiva; Veda e Vedanta; Hagia Sophia e Yemanjá; Ahura Mazda e Angra Maynu; Grande Espírito e Coyote; Tupã e Teutates; Kundalini e Quetzacoatl; Héracles e Gilgamesh; Lúcifer e Prometeu; Bodhidarma e Zarathustra; Yeshua e Oxalá; São Jorge e Xangô; Krishna e Buda; Cristo e Anticristo; Homero e Hesíodo; Heráclito e Pitágoras; Parmênides e Zenão; Demócrito e Anaxágoras; Sócrates e Protágoras; Platão e Aristóteles; Plotino e Epicuro; Heródoto e Hipócrates; Ésquilo e Sófocles; Sun-Tzu e Confúcio; Wong Fei-Hung e Huo Yuanjia; Maimônides e Averróes; Hipácia e Giordano Bruno; 




Arquimedes e Copérnico; Maquiavel e Montaigne; Da Vinci e Rafael; Michelangelo e Rembrandt; Van Gogh e Hieronymus Bosch; Botticelli e Ticiano; El Greco e Caravaggio; Rubens e Velázquez; Goya e Monet; Degas e Renoir; Manet e Seurat; Cézanne e Picasso; Descartes e Francis Bacon; Galileu e Newton; Kant e Spinoza; Hobbes e Locke; Leibniz e Pascal; Hume e Rousseau; Hölderlin e Schelling; Schopenhauer e Mallarmé; Hegel e Nietzsche; Max Weber e Durkheim; Saussure e Schlegel; Freud e Jung; Heidegger e Wittgenstein; Darwin e Husserl; Baudelaire e Bachelard; Leví-Strauss e Merleau-Ponty; 






Bataille e Lacan; Cantor e Frege; Bergson e Sartre; Hannah Arendt e Simone de Beauvoir; Walter Benjamin e Kierkegaard; Bertrand Russell e Richard Rorty; Foucault e Derrida; Deleuze e Lyotard; Euclides e Gauss; Reimann e Fermat; Euler e Lagrange; Bhaskara e Erastótenes; Von Newmann e Hilbert; Gödel e Carnap; Maxwell e Faraday; Einstein e Plank; Heisenberg e Bohr; David Bohm e Fritjof Capra; Mircea Eliade e Ernest Cassirer; Alain Badiou e Jürgen Habermas; Joseph Campbell e Ken Wilber; Gilbert Durand e Bob Black; Karl Marx e Groucho Marx; Salvador Dalí e André Breton; Tim Maudlin e David Albert; 






Aldous Huxley e George Orwell; Frida Khalo e Charles Chaplin; Diego Rivera e Emiliano Zapata; Malcolm X e Mariguella; Vladimir Lenin e Leon Trotsky; Hailé Selassié e Dalai Lama; Viktor Frankl e Nikola Tesla; Steve Jobs e Bill Gates; Steve Wozniak e Mitch Kapor; Jimmy Wales e Sir Tim Berners-Lee; Chad Hurley e Shawn Fanning; Mahatma Ghandi e Che Gevara; Martin Luther King e Chico Mendes; João Cândido Felisberto e Tiradentes; Calabar e D. Pedro II; Simon Bolívar e Antonio Conselheiro; Lampião e Padre Cícero; Butch Cassidy e Sundance Kid; Billy The Kid e Jesse James; Wyatt Earpp e Doc Holliday; Arthur Pendragon e Dom Manoel, o Venturoso; Sir Lancelot du Lac e Eurico, o Presbítero; Vasco da Gama e Fernão de Magalhães; Alexandre e Napoleão; Júlio César e Carlos Magno; 






Churchill e Mussolini; Thomas Jefferson e Benjamin Franklin; Robespierre e Danton; Theodore Joadson e John Quincy Adams; Geronimo e Hiawatha; Raoni e Sitting Bull; Cinque e Zumbi dos Palmares; FDR e JFK; Getúlio Vargas e Juscelino Kubitchek; Joana Angélica e Maria Quitéria; Olga Benário e Anne Frank; Florbela Espanca e Cecília Meireles; Fernando Pessoa e Augusto dos Anjos; Oswald de Andrade e James Joyce; Henry Miller e Philip Roth; Bertold Brecht e Augusto Boal; Rodin e Aleijadinho; Marcel Duchamp e Andy Warhol; Jean-Michel Basquiat e Anaïs Nin; 





Tarcila do Amaral e Candido Portinari; Marcel Proust e Machado de Assis; Heinrich Heine e Lord Byron; Emile Zola e Oscar Wilde; Flaubert e Jorge Amado; Maupassant e Lima Barreto; Albert Camus e Allen Ginsberg; William Burroughs e Jack Kerouac; Henry David Thoreau e Ralph Waldo Emerson; Herman Melville e Ernest Hemingway; Hermann Hesse e Thomas Mann; Kafka e Dostoiévski; Balzac e Dante; Cervantes e Goethe; Tolstói e Shakespeare; Gogol e O. Henry; Joseph Conrad e William Faulkner; Alexandre Dumas e Victor Hugo; Jack London e Charles Dickens; Robert Louis Stevenson e Daniel DeFoe; J. Fenimore Cooper e Walter Scott; Alexandre Herculano e Luis de Camões; Eça de Queirós e Olavo Bilac; Ruy Barbosa e Joaquim Manuel de Macedo; Castro Alves e Manuel Antônio de Almeida; José de Alencar e Euclides da Cunha; Guimarães Rosa e Jorge Luis Borges; Érico Veríssimo e Mario Vargas Llosa; Manuel Bandeira e Gabriel García Márquez; Carlos Drummond de Andrade e Clarice Lispector; Rubem Fonseca e Moacyr Sciliar; Ferreira Gullar e Mário Quintana; Millôr Fernandes e Paulo Leminski; H. P. Lovecraft e Edgar Allan Poe; Lewis Carroll e J. R. R. Tolkien; Hans Christian Andersen e Michael Moorcock; 






Irmãos Grimm e Monteiro Lobato; Giberto Freyre e Mark Twain; Jules Verne e H. G. Wells; Isaac Asimov e Arthur C. Clarke; Ray Bradbury e Phillip K. Dick; Robert E. Howard e Lin Carter; L. Sprague de Camp e Bram Stoker; Louis Pauwels e Jacques Bergier; Theodore Roszak e Timothy Leary; Marshal McLuhan e Henry Jenkins; Fred Alan Wolf e William Tiller; Amit Goswami e Masaru Emoto; Dashiel Hammett e Raymond Chandler; H. R. Giger e Ray Harryhausen; Hitchcock e Fellini; Fritz Lang e John Ford; Sergei Eisenstein e George Lucas; Orson Welles e Glauber Rocha; Alejandro Jodorovski e David Lynch; Ridley Scott e Quentin Tarantino; Woody Allen e Francis Ford Coppola; Stanley Kubrick e Steven Spielberg; Terry Gilliam e Brian DePalma; Martin Scorsese e Sidney Lumet; Clint Eastwood e James Cameron; Irmãos Cohen e Irmãos Wachowski; Alejandro González Iñarritu e José Padilha; Tim Burton e Zack Snyder; Oliver Stone e Bryan Singer; Alan Parker e Roman Polanski; Danny Boyle e David Fincher; George Roy Hill e Milos Forman; Darren Arnofsky e Michael Curtiz; Kevin Smith e Lawrence Kasdan; Cecil B. DeMille e George A. Romero; 







Umberto Eco e Gershom Scholem; Krishnamurti e Mme. Blavatsky; Gurdjieff e Ouspenski; Jacob Boheme e Martin Buber; Allan Kardec e Teilhard de Chardin; Pietro Ubaldi e Ernesto Bozzano; Aleister Crowley e Zé do Caixão; Chico Xavier e Professor X; Stan Lee e Gardner Fox; Jack Kirby e Will Eisner; C. C. Beck e Jack Cole; Steve Ditko e Carmine Infantino; Alex Raymond e Hal Foster; Lee Falk e Chester Gould; Alan Moore e Neil Gaiman; Grant Morrison e Garth Ennis; Ed Brubaker e Chuck Dixon; Arnold Drake e Sergio Bonelli; Bill Watterson e Quino; Robert Crumb e Moebius; Wally Wood e John Severin; Jack Davis e Mort Drucker; Dan Martin e Sergio Aragonés; 






Barry Windsor-Smith e John Buscema; Joe Kubert e Ross Andru; Don Heck e George Tuska; Dave Cockrum e Frank Brunner; Gray Morrow e Matt Wagner; Alex Niño e Tony DeZuñiga; Alex Ross e Neal Adams; Jim Steranko e Guido Crepax; Frank Frazetta e Richard Corben; Darwyn Cooke e Arthur Adams; Jim Lee e John Cassaday; Todd McFarlane e Erik Larsen; Frank Quitely e Bryan Hitch; Mike Weringo e Mike Mignola; Roy Thomas e Steve Englehart; Len Wein e Marv Wolfman; Gerry Conway e Archie Goodwin; Roger Stern e Mark Gruenwald; Steve Gerber e Jim Shooter; Bob Haney e Gary Friedrich; Danny O'Neil e Mark Waid; James Robinson e Kurt Busiek; Brad Meltzer e Geoff Johns; Mark Millar e Brian Michael Bendis; Joss Whedon e Brian Azzarello; Peter David e Rick Remender; Jason Aaron e Greg Pak; Jamie Delano e Brian K. Vaughan; Walter Simonson e Marshall Rogers; Bernie Wrightson e Russ Manning; Frank Miller e George Pérez; Scott Lodbell e Fabian Nicieza; Bill Mantlo e David Antony Kraft; Gil Kane e Gene Colan; Jerry Siegel e Joe Shuster; Kurt Schaffenberger e Wayne Boring; Curt Swan e Murphy Anderson; Jim Aparo e Nick Cardy; Bob Kane e Bill Finger; Dick Sprang e Jerry Robinson; Jim Starlin e José Luis Garcia-Lopés; Terry Austin e José Ladronn; Paul Levitz e Joe Quesada; Bill Everett e Carl Burgos; Larry Lieber e Dick Ayers; Terry Dodson e Michael Lark; Tom deFalco e Axel Alonso; Mike Sekowsky e Joe Orlando; Cary Bates e David Micheline; Vince Coletta e Chic Stone; Mike Zeck e Ed McGinness; Dan Jurgens e Ron Garney; Greg Capullo e Brandon Peterson;  Rick Silvestri e Marc Leonardi;






John Romita e Eugenio Colonnesse; John Byrne e Mike Deodato; Alan Davis e Ivan Reis; Fabio Moon e Gabriel Ba; Charles Schultz e Maurício de Souza; Hergé e Ziraldo; Milo Manara e Carlos Zéfiro; Robert Crumb e Gilbert Shelton; William Hanna e Joseph Barbera; Walt Disney e Carl Barks; Sexo dos Anjos e Oficina do Diabo; Rock e Samba; Übermensch e Macunaíma; Casa Grande e Senzala; Conde Drácula e Curupira; Ubirajara e Tibicuera; Seu Madruga e Chacrinha; Mohammad Ali e Bruce Lee; Jet Li e Tony Jaa; Pelé e Maradona; Garrincha e Neymar; Mike Tyson e Anderson Silva; The Beatles e João Gilberto; Rolling Stones e Cartola; Pink Floyd e Cazuza; Kiss e Legião Urbana; Led Zeppelin e Bezerra da Silva; Uriah Heep e Tom Zé; Black Sabbath e Cauby Peixoto; Crosby, Still, Nash & Young e Vinícius de Moraes & Toquinho; Credence Clearwater Revival e Tom Jobim; King Crimson e Os Mutantes; Focus e Secos & Molhados; The Doors e Chico Buarque de Hollanda; Deep Purple e Paulinho da Viola; The Animals e Luis Gonzaga; Ray Charles e Frank Zappa; Scott Joplin e Jerry Lee Lewis; Bob Dylan e Raul Seixas; Bread e Waldick Soriano; Sid Vicious e Michel Teló; Tom Waits e Tim Maia; AC/DC e Caetano Velloso; Yes e Gilberto Gil; Genesis e Gonzaguinha; Janis Joplin e Gal Costa; Carole King e Maria Betânia; 






Aretha Franklin e Elza Soares; Queen e Zeca Pagodinho; Madonna e Cindy Lauper; Negra Li e Rita Lee; Peter Frampton e Djavan; Carlos Santana e MPB-4; Bee Gees e Zélia Duncan; Supertramp e Ultraje a Rigor; B-52 e Camisa de Vênus; Jim Morrison e Barão Vermelho; Faith No More e Metallica; John Lennon & Yoko Ono e Paul McCatney & The Wings; George Harrison e Ravi Shankar; Ringo Starr e Keith Richards; Mick Jagger e Prince; Barry White e Billy Paul; Doobie Brothers e Afrika Bambaataa; Fletwood Mac e Rage Against The Mahine; Dead Kennedys e Bad Company; Rush e Greatful Dead; Nick Cave e Telonious Monk; John Coltrane e Woodie Gunthrie; Baden Powell e Naná Vasoncelos; Charles Mingus e Dizzy Gillespie; Louis Armstrong e Jacó do Bandolim; Sex Pistols e Paralamas do Sucesso; Kraftwerk e Rogério Skylab; Bob Marley e Chico Science; Jimi Hendrix e Wilson Simonal; Lou Reed e Jorge Ben Jor; Ramones e Raimundos; The Clash e O Rappa; 






James Brown e Carlinhos Brown; Frank Sinatra e Roberto Carlos; David Bowie e Titãs; U2 e Capital Inicial; Amy Winehouse e Ivete Sangalo; Edith Piaf e Elis Regina; 50 Cent e Marcelo D2; 2Pac e Criolo; Sabotage e Chorão; Miles Davis e Arlindo Cruz; Lady Gaga e Mamonas Assassinas; Bill Halley & his Comets e Sérgio Mendes & Brazil '66; Little Richards e Monarco; Elvis Presley e Erasmo Carlos; Michael Jackson e Jackson do Pandeiro; Buena Vista Social Club e Velha Guarda da Portela; The Platters e The Supremes; Diana Ross e Marvin Gaye; Arctic Monkeys e Tom Petty; Emicida e Patty; Malu Magalhães e NX Zero; Cássia Eller e Ed Motta; The Commodores e Beastie Boys; Sonic Youth e Dinosaur; Joy Division e Zombie Nation; Beethoven e Villa-Lobos; Mozart e Ernesto Nazareth; Chopin e Chiquinha Gonzaga; Carlos Gardel e Dorival Caymmi; B.B. King e Pixinguinha; Eric Clapton e Noel Rosa; 






Elton John e Hermeto Pascoal; James Taylor e Adoniran Barbosa; Racionais MC's e R.E.M.; Dire Straits e Martinho da Vila; The Smiths e Clara Nunes; Eminem e Engenheiros do Hawaii; Jorge Aragão e The Cure; Charlie Brown Jr. e Black Eyed Peas; Luis Melodia e Nine Inch Nails; Sepultura e Oasis; Nelson Gonçalves e Foo Fighters; Pato Fu e Nirvana; Biohazzard e Seu Jorge; Linkin Park e Ney Matogrosso; Greenday e Los Hermanos; Iron Maiden e Maria Gadú; Guns & Roses e Maria Rita; Beyoncé e Vanessa da Mata; Coldplay e Ivan Lins; Pearl Jam e Belchior; Slipknot e Ana Carolina; Iggy Pop e The Strokes; Jonah Sharp e Otis Redding; Greenpeace e Wikileaks; World Wide Web e Wikipedia; Napster e YouTube; Spock e Yoda; South Park e Jurassic Park; 






Dr. Who e Godzilla; Serpico e Tony Manero; James Bond e Dirty Harry; Rick Deckard e Hannibal Lecter; HAL9000 e Neo; Alex DeLarge e Tyler Durden; Gandalf e Harry Potter; National Geographic e Scientific American; MTV e History Channel; Túnel do Tempo e Perdidos no Espaço; Viagem ao Fundo do Mar e Terra de Gigantes; Sienfield e Arquivo X; Heroes e Lost; Smallvile e The Big Bang Theory; Two and a Half Man e Bones; House e Dexter; O Bem-Amado e O Auto da Compadecida; Roque Santeiro e O Astro; TV Pirata e A Grande Família; 'Cidade de Deus' e 'Tropa de Elite'; Mowgli e Tarzan; Robin Hood e Sinbad; Conan da Ciméria e Elric de Melniboné; El Zorro e Lone Ranger; The Shadow e Doc Savage; Tintin e Popeye; Mandrake e Fantasma; Flash Gordon e Príncipe Valente; Dick Tracy e The Spirit; Fantastic Four e Doom Patrol; JSA e JLA; The Avengers e WildC.A.T.s; The Authority e X-Men; Planetary e The Defenders; National Kid e Vigilante Rodoviário; Ultraman e Speed Racer; Jiraya e Cavaleiros do Zodíaco; Space Ghost e Thundercats; Starsky & Hutch e Phineas & Ferb;






Jonny Quest e Herculóides; Os Impossíveis e Scooby-Doo; Os Flintstones e Os Jetsons; Akira e Hellboy; Tex e Jonah Hex; Sandman e V for Vendetta; John Constantine e The Simpsons; Monstro do Pântano e Bob Esponja; Homem-Aranha e Freak Brothers; Superman e Mr. Natural; Wolverine e A Garagem Hermética de Jerry Cornelius; Batman e Valentina; Mafalda e Corto Maltese; Dr. Manhattan e Mickey Mouse; Punisher e Howard the Duck; Rorcharch e Galactus; Theorykal e Tiririca; Tudo e Nada...







POST-SCRIPTUM:



“Reality is merely an illusion, albeit a very persistent one.” - Albert Einstein

A identidade talvez seja uma ilusão, “sonho que se sonha junto”, mera sombra na parede da caverna platônica, mas, ainda assim, como que impelida por trágico paradoxo, esta mesma suposta identidade não pode dar-se ao luxo de desprezar a hipótese de ser o reflexo ou a projeção de algo mais sólido, que um dia, quem sabe, acordará e sairá para alcançar o sol. Nem que seja prá pegar uma praia, que ninguém é de ferro. 



Se bem que, num futuro nem tão distante, os implantes cibernéticos, o desenvolvimento da Inteligência Artificial, os computadores quânticos, a engenharia genética, a criação de novas drogas farmacoterápicas e a descoberta de potenciais insuspeitos do binômio mente/cérebro talvez nos obriguem a pensar em novas espécies inteligentes para além do mero 'homo sapiens sapiens' e aí vai ficar difícil dizer que 'ninguém é de ferro' (que o diga Tony Stark...). 






Axé pra todos, um feliz Natal e um próspero Ano Novo. Fui.