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domingo, 24 de maio de 2015

DUBAI DE MERDA!

Turista pegou três meses de cadeia após tocar ombro de uma policial de Dubai (Foto: Reuters)
[Publicado em g1.globo.com/Planeta Bizarro]
Um turista de 49 anos pegou três meses de cadeia após tocar no ombro de uma policial em Dubai, nos Emirados Árabes, para pedir informações. O turista do Cazaquistão acabou condenado por abuso sexual.
Ele negou as acusações e disse que só deu um tapinha no ombro da policial, pois queria lhe pedir informações sobre como chegar em um shopping. Apesar de alegar inocência, ele foi condenado e multado por um tribunal de Dubai.
Além de três meses de prisão, o juiz Mohammad Jamal multou o réu em R$ 1.635. Após a decisão da Justiça, o homem deverá ser deportado. Ele tem um prazo de 15 dias para recorrer da sentença.

POST-SCRIPTUM:

Eles podem até ser ricos pra caralho, mas qualquer pessoa com um mínimo de (in)sanidade há de concordar que são muito escrotos, babacas e atrasados socialmente. Com todo o respeito que merece a fé islâmica e as diferenças culturais, etc., etc., este tipo de acontecimento só me traz à mente um tipo de resposta: vão se foder!!!

Fala sério, estupidez tem limite.






quarta-feira, 16 de abril de 2014

MARCHA DA MACONHA


[Editado de uma reportagem de Daniel Biasetto e Júlia Amin publicada no jornal O GLOBO]


A sétima edição da Marcha da Maconha, no Rio, em 10 de maio terá uma ala especial destinada aos pais de crianças que fazem uso de medicamentos a base de Canabidiol no tratamento contra a epilepsia, e reivindicam a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar e administrar a substância na luta contra crises convulsivas sofridas por seus filhos.

A ideia ganhou força após decisão de caráter liminar da Justiça Federal em Brasília determinar que a Anvisa entregue o medicamento à família de uma criança de 4 anos que sofre do distúrbio neurológico e teve redução significativa de crises convulsivas ao adotar o uso do remédio indicado por um médico.

 

Presença confirmada na marcha, a advogada Margarete Brito foi a primeira pessoa no Brasil a entrar em contato com a empresa que fornece o medicamento nos Estados Unidos para importá-lo. Mãe de Sofia, de 5 anos e que sofre da síndrome rara denominada CDKL5, cuja principal manifestação são crises convulsivas diárias, ela lidera um grupo de mães para criar uma associação.

Além das dificuldades de importação do remédio, as mães afirmam que a falta de conhecimento dos médicos sobre o Canabidiol é o principal motivo de dúvida na decisão de iniciar o tratamento.


Após muita pesquisas na internet, e descrente dos efeitos dos medicamentos permitidos no país, Margarete resolveu, em outubro de 2013, importar o Canabidiol como última tentativa de curar a sua filha. Ela diz que não teve medo das consequências legais com a importação clandestina do CBD.

Sofia foi tratada durante um mês e teve suas crises reduzidas em 50%.  


POST-SCRIPTUM:


Vamos fumar a hipocrisia no dia 10 de maio na Marcha da Maconha do Rio de Janeiro!









domingo, 13 de abril de 2014

REALIDADE E PERCEPÇÃO



[Editado a partir de um texto de Maria Medeiros, publicado na REVISTA O GLOBO em 02.02.2014]



Quando se diz que uma imagem vale mais do que mil palavras, logo pensamos em cenas e fotografias que não precisam de explicação: a força de sua mensagem dispensa legendas. Mas imagem não é apenas algo que se enxerga concretamente.

Poucas coisas são tão fortes quanto a imagem que a gente cria. E como todos gostam de saber com quem estão lidando para evitar surpresas, essa imagem vira referência e pode agir a nosso favor e também contra - preconceitos vêm daí.

Você pode mudar? Pode. Para melhor e para pior. A vida é longa. Mas para comuns mortais, é bem mais penoso reverter a própria imagem. A imprensa não cobre.

Rótulos, mesmo os bons, são limitadores. O ideal seria que pudessem esperar qualquer coisa de nós, já que somos mesmo capazes de surpreender. Mas o mundo se apega às certezas, não às dúvidas.

Então, tenha em mente que tudo que você faz (e principalmente o que você repete) ficará arquivado na memória daqueles com quem convive, e será um trabalhão desfazer essa imagem. 

Não que seja impossível, mas vai exigir mais do que mil palavras.


POST-SCRIPTUM:







quinta-feira, 20 de março de 2014

FUNDAMENTALISMO



[Texto de autoria de Leonardo Boff]

Além de rejeitar decididamente o terrorismo e o fundamentalismo devemos procurar entender o porquê deste fenômeno. Já abordei tal tema num livro, "Fundamentalismo, Terrorismo, Religião e Paz: desafio do século XXI" (Ed. Vozes, 2009). Aí refiro, entre outras causas, o tipo de globalização que predominou desde o seu início, uma globalização fundamentalmente da economia, dos mercados e das finanças. Edgar Morin a chama de "a idade de ferro da globalização".

Não se seguiu, como a realidade pedia, uma globalização política (uma governança global dos povos), uma globalização ética e educacional. Explico-me: com a globalização inauguramos uma nova fase da história do Planeta vivo e da própria humanidade. 

Estamos deixando para trás os limites restritos das culturas regionais com suas identidades e a figura do estado-nação para entrarmos cada vez mais no processo de uma história coletiva, da espécie humana, com um destino comum, ligado ao destino da vida e, de certa forma, da própria Terra. Os povos se puseram em movimento, as comunicações universalizaram os contatos e multidões, por distintas razões começaram a circular pelo mundo afora.

A transição do local para o global não foi preparada, pois o que vigorava era o confronto entre duas formas de organizar a sociedade: o socialismo estatal da União Soviética e o capitalismo liberal do Ocidente. Todos deviam alinhar-se a uma destas alternativas.

Com o desmonte da União Soviética, não surgiu um mundo multipolar, mas o predomínio dos EUA como a maior potência econômico-militar que começou a exercer um poder imperial, fazendo com que todos se alinhassem a seus interesses globais.

Mais que globalização em sentido amplo, ocorreu uma espécie de ocidentalização do mundo e, em sua forma pejorativa, uma "hamburguerização". Funcionou como um rolo compressor, passando por cima de respeitáveis tradições culturais. Isso foi agravado pela típica arrogância do Ocidente de se sentir portador da melhor cultura, da melhor ciência, da melhor religião, da melhor forma de produzir e de governar.

Essa uniformização global gerou forte resistência, amargura e raiva em muitos povos. Assistiam a erosão de sua identidade e de seus costumes. Em situações assim surgem, normalmente, forças identitárias que se alinham a setores conservadores das religiões, guardiães naturais das tradições. Daí se origina o fundamentalismo que se caracteriza por conferir valor absoluto ao seu ponto de vista. 

Quem afirma de forma absoluta sua identidade, está condenado a ser intolerante para com os diferentes, a desprezá-los e, no limite, a eliminá-los.


POST-SCRIPTUM:


Concordo plenamente com o pensador Leonardo Boff: toda forma de intolerância deve ser combatida, mas devemos ter em mente que somente através da educação este câncer social poderá ser um dia erradicado. 



quarta-feira, 19 de março de 2014

MICHEL FOUCAULT



[Adaptado de uma reportagem publicada no caderno 'Prosa & Verso' do jornal O GLOBO, em 11.01.2014]


No ano em que se completam três décadas da morte do filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) presto aqui minha homenagem aquele que foi o pensador libertário das marginalidades sociais e das minorias culturais, raciais e sexuais.

Foucault expunha uma visão da cultura e da História que não pretendia explicar o presente pelo passado. Preferia investigar os discursos que condicionam as formas de ver e julgar, e analisar a maneira pela qual a cultura contemporânea determina as condições de possibilidade do novo. Construiu assim sua arqueologia da cultura ocidental.


POST-SCRIPTUM:


A seguir um trecho de declarações feitas pelo filósofo, em entrevista concedida ao "Jornal da Tarde", numa visita ao Brasil poucos dias depois do assassinato do jornalista Vladimir Herzog por agentes da ditadura militar em 1975:

"A dialética mestre-escravo, segundo Hegel, é o mecanismo pelo qual o poder do mestre se esvazia pelo fato mesmo de seu exercício. A certa altura ele se encontra na dependência do escravo, não tendo mais poder porque cessou de exercê-lo. 

Quero mostrar o oposto: que o poder se reforça pelo seu próprio exercício - não passa sub-repticiamente para o outro lado. Desde 1831, a Europa não parou de pensar que a derrubada do capitalismo era iminente. Isso muito antes de Marx. E ele está aí. Não digo que ele nunca será desenraizado. Mas que o custo de sua derrubada não é o que imaginamos.

Se essas lutas são feitas em nome de alguma essência do homem, tal como ela foi construída no pensamento do século XVIII, eu diria que essas lutas estão perdidas. Porque elas serão conduzidas em nome do homem abstrato, do homem 'normal', do homem 'de boa saúde', que é o precipitado de uma série de poderes.

Agora, se quisermos fazer a crítica desses poderes, não se deve efetuá-la em nome de uma ideia do homem construída a partir desses poderes. Quando o marxismo vulgar fala do homem completo, do homem reconciliado com ele mesmo, de que se trata? Do homem 'normal', do homem 'equilibrado'. Quando se formou a imagem desse homem? A partir de um saber e de um poder psiquiátrico, médico, um poder 'normalizador'. 

Fazer crítica política em nome desse humanismo significa reintroduzir na arma do combate aquilo contra o qual combatemos."



quarta-feira, 31 de julho de 2013

O PAPA E O PECADO



["A CARNE NÃO É TERRITÓRIO DO PECADO" por JUAN ARIAS, correspondente do 'El País' no Brasil e autor de "Jesus, esse grande desconhecido", entre outros livros; publicado originalmente no caderno 'PROSA E VERSO' do Jornal O GLOBO em 27.07.2013] 


Nunca se disse tanto que o catolicismo, para se salvar da sangria que o assola, precisa voltar a suas raízes, a suas origens, que começam na Palestina com os ensinamentos do profeta judeu Jesus de Nazaré.







Com o Papa Francisco voltou-se a falar ainda mais sobre a urgente necessidade de a Igreja recuperar suas essências. Ela nasceu, na visão de Jesus, como uma abertura do judaísmo a outros grupos não judeus em nome de um Deus que era pai de toda a Humanidade.






Quando se diz que o cristianismo deve se desprender da influência que recebeu no século IV do Império Romano e da contaminação platônica da filosofia grega com Santo Agostinho, pouco se fala de um ponto fundamental: recuperar a teologia do corpo, a ideia de que, como sempre defendeu o judaísmo que influenciou as primeiras comunidades cristãs, não existe diferença entre corpo e alma.





Até Paulo de Tarso, a dignidade do corpo é inseparável da atribuída à alma ou ao espírito. Só com a influência helênica o cristianismo se contamina e começa a ver o corpo como a 'prisão' do espírito e, portanto, 'território do pecado', influenciando fortemente a ética sexual.




Para Santo Agostinho, já influenciado pela filosofia grega, o homem é "uma alma racional que tem um corpo mortal". O corpo passa a ser secundário e perigoso para a santidade.




Por sua vez, a cultura judaica, na qual bebeu o primeiro cristianismo, foi diametralmente oposta à da Igreja de hoje. No judaísmo não existe a vergonha pelo corpo e, em consequência, pela sexualidade. Para o judaísmo, o pecado original não é o sexo.





Esse divórcio entre corpo e alma contaminou todo o universo da sexualidade na Igreja e acabou caindo sobre a mulher, considerada objeto de tentação sexual e, por isso, afastada do sacerdócio que lhe havia sido inato nas primeiras comunidades cristãs, quando nem o corpo nem o sexo eram vistos como território do mal.





E assim a mulher continua sem poder ser dona de seu corpo, com todas as consequências que isso traz.





O dualismo entre corpo e alma, introduzido no cristianismo a partir do século II, quando se distancia de suas raízes judaicas, acabou condicionando toda a ética sexual da Igreja até hoje.





Só no Concílio Vaticano II defendeu-se, por exemplo, que a sexualidade, além de um instrumento de procriação, pode ser um novo modo de comunicação humana.





O Papa Inocêncio III chegou a sustentar que o Espírito Santo se ausentava do quarto quando um casal mantinha relações sexuais, já que, segundo ele, o ato sexual, ainda que lícito, "envergonha Deus".





Diz-se que Francisco é o Papa do 'do corpo', que não teme o contato físico. Em seus quatro meses de pontificado, beijou mais pessoas, crianças e adultos, do que outros Papas em toda sua vida. 





Talvez seja essa falta de medo do tato, da corporeidade, que faz Francisco ser amigo de muitos judeus, para os quais o corpo não é inimigo da alma, e sim o grande companheiro das relações verdadeiramente humanas e não só espirituais ou sublimadas.





Se analisarmos os sacramentos da Igreja, em sua origem, são todos sacramentos 'do corpo'. São realidades que se transmitem por meio do corpo, desde a eucaristia até o batismo ou a extrema-unção. A graça sempre atravessa o corpo, que é 'obra de Deus', e não 'instrumento do demônio', como defenderam tantos teólogos conservadores. Falando a uma devota que se gabava de dar sempre esmolas a um mendigo, Francisco perguntou: "Quando entrega a moeda ao irmão mendigo, você a joga ou a coloca nas mãos dele, tocando nelas?"                                   




O Papa que se despojou de todos os símbolos de poder de uma Igreja que se envergonha do corpo e coloca a virgindade acima do matrimônio busca o contato corporal com as pessoas. Ele pediu aos sacerdotes que tirem a poeira da antiga prática cristã de pousar as mãos sobre a cabeça dos fiéis para abençoá-los. Francisco entendeu que, para ter credibilidade e responder aos novos desafios apresentados pela ciência e a ética modernas, a Igreja não pode continuar a se refugiar no medo da corporeidade, nem continuar a defender que o corpo é a fonte do pecado. Ela deve abrir novos caminhos do que ele chama de 'teologia do encontro'.





Quando se refere ao ecumenismo, às diferenças que separam até os que se professam filhos de um mesmo Deus, Francisco dá o exemplo de que nas veias de crentes e não crentes "corre o mesmo sangue" e, por isso, devemos nos sentir parte de uma mesma 'família'. Todo o resto, para ele, é ideologia.





Sua fonte de inspiração, na verdade, é Jesus de Nazaré, que escandalizou os próprios apóstolos pelo pouco medo que tinha do tato, da corporalidade. Ele se deixava lavar os pés por uma prostituta e curava os doentes 'tocando-os' fisicamente. E até usava sua saliva para curar os cegos.




CLEMENTINA DE JESUS

O medo do corpo, da sexualidade, do abraço com o irmão, levou a Igreja a se converter em uma religião 'asséptica', com vocação mais para anjos do que para humanos? Pois bem, a essência do cristianismo não é a 'encarnação' e a 'ressurreição', esta última não só das almas mas também dos corpos? E os corpos estão atravessados pela sexualidade e pelo prazer do encontro. Juntos, corpo e alma se salvam ou se condenam.





CARLINHOS DE JESUS


POST-SCRIPTUM:



Concordo entusiasticamente com a opinião do jornalista e escritor Juan Arias em relação à necessidade urgente da Igreja católica acomodar-se aos tempos atuais e tornar-se mais 'humana' e menos 'celestial', bem como com sua simpatia e otimismo para com o Papa Francisco I. Infelizmente, todos nós sabemos que "uma andorinha só não faz verão". Existe no seio da Igreja uma forte resistência conservadora que dificilmente aceitará aquilo que eles consideram como 'modernismos sacrílegos'. Entretanto, a postura do novo Papa em relação aos gays e a todo tipo de intolerância, por exemplo, alimenta esperanças de uma possível abertura da Igreja para um cristianismo real e não apenas 'de fachada'. Sonhar não custa nada... 




segunda-feira, 29 de julho de 2013

AMARILDO ESTÁ MORTO?






Amarildo Dias da Silva, pedreiro por profissão, apelidado  de 'o Boi', 47 anos e morador na Favela da Rocinha, em São Conrado, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, foi visto pela última vez num domingo, dia 14 de julho de 2013, quando foi preso pelos policiais da UPP daquela comunidade, supostamente para prestar 'esclarecimentos', não sendo mais visto desde então.





Elisabete Gomes de Souza, mulher de Amarildo, não tem mais esperanças de que ele esteja vivo, o que realmente é bem pouco provável devido ao tempo já decorrido desde seu desaparecimento. Segundo a Polícia Militar, Amarildo teria sido liberado horas depois, só que não existem testemunhas da saída do mesmo das dependências da UPP.





"Já procuramos e não há resposta para o desaparecimento dele. Mataram meu primo. Podem devolver o corpo?" - desabafou Luiz Antônio Mota, primo de Amarildo, durante manifestação no último dia 19 por pelo menos 50 moradores da Rocinha na Autoestrada Lagoa-Barra. O delegado da décima-quinta delegacia de Polícia Civil (Gávea) é o responsável pelo caso.



POST-SCRIPTUM:



MAIS UMA VÍTIMA DA PM ASSASSINA! DEVOLVAM PELO MENOS O CORPO À FAMÍLIA, SEUS COVARDES!

  


FORA!

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A BATALHA DO RIO DE JANEIRO

Um pequeno exemplo da 'guerra urbana' que eclodiu no Rio de Janeiro, mais especificamente na Avenida Presidente Vargas, no dia 20 de junho de 2013:


A



POST-SCRIPTUM:

Assista e desafie-se a não ficar indignado com a atuação covarde da PM carioca!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

E FEZ-SE A LUZ...




Ao que tudo indica o povo brasileiro finalmente acordou de seu sono letárgico de tantos séculos (!!!). Tal expressão já está até virando lugar-comum, mas é a manifestação da mais pura verdade: é só ter olhos para ver e ouvidos para ouvir as reivindicações mais do que justas das ruas.




Apesar de algumas declarações infelizes e por que não dizer imbecis de algumas figuras públicas, a verdade está aí, na cara de todos, e não adianta tentar "tapar o sol com a peneira". Chupa, cambada de proxenetas exploradora do suor alheio! A hora do acerto de contas tarda mas chega...






A seguir uma lista de reivindicações bem práticas e objetivas numa resposta óbvia e fácil àqueles que 'acusam' este movimento espontâneo de indignação do povo brasileiro de não ter direção ou pautas concretas. Que fique claro que são apenas sugestões, mas acredito que qualquer pessoa sensata e bem intencionada há de concordar pelo menos com a maioria delas:







1) Transporte público subsidiado, com reduções gradativas no preço das passagens de ônibus, metrô e trem até o patamar de R$ 1,50, no máximo. Tal redução poderia ir-se processando ao longo de um período determinado razoável, digamos aproximadamente uns cinco anos, acompanhada de um projeto emergencial tipo 'economia de guerra' planificada (como feito, por exemplo, na Alemanha pós-guerras mundiais ou na antiga União Soviética), objetivando a substituição, também gradativa, dos veículos de transporte coletivo movidos a combustíveis fósseis por outros, mais modernos e não poluentes, movidos por energia elétrica (tipo trens suspensos em tubos ou monotrilho); ampliação e modernização das linhas de metrô já existentes nas metrópoles de todo o país e criação de novas; implantação imediata dos ônibus elétricos articulados, com mais conforto e segurança; organização mais inteligente do trânsito de carros particulares através da determinação de escalas, com dias determinados para finais de placas pré-selecionadas, além da criação e ampliação de (muito) mais ciclovias;










2) Intensificação dos investimentos públicos na educação formal com a construção de mais escolas e a contratação de mais professores, como também incentivo maciço à criação de escolas especiais voltadas à criação e desenvolvimento de novas tecnologias, mais baratas e mais eficientes, que visem prioritariamente o bem-estar da população trabalhadora em geral. Idem no que se refere à saúde pública, com a construção de mais hospitais federais, estaduais e municipais com atendimento digno e de 'padrão FIFA', além da contratação de mais médicos e de outros profissionais da saúde;








3) Aumento gradativo porém substancial no salário dos professores de todos os níveis, mas com prioridade aos do ensino fundamental e médio, bem como dos outros servidores públicos ligados à educação;







4) Extinção gradativa porém IRREVOGÁVEL da Polícia Militar, uma instituição arcaica e dispensável, na medida em que já existe uma Polícia Civil;








5) Redução imediata dos impostos em todos os níveis, acompanhada da extinção gradativa daqueles considerados abusivos;








6) Criação de uma comissão apartidária, composta por representantes notáveis e eminentes da sociedade civil, convidados a participar por seu saber notório e moral comprovadamente ilibada, bem como por representantes eleitos diretamente nas comunidades e bairros das maiores cidades do país e membros indicados do Ministério Público, visando a cobrança e a fiscalização de toda e qualquer medida que afete direta ou indiretamente a população em geral (como transporte público, saúde e educação, por exemplo);








7) Demissão imediata do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) e o fim da notória e constrangedora, além de claramente inconstitucional, "cura gay";







8) Prisão imediata dos condenados no "Mensalão" e em outras falcatruas com o dinheiro público, bem como, e em caráter emergencial, a convocação de julgamento sumário pelo STF por crimes contra o povo de notórios salafrários como os senhores Paulo Maluf, José Sarney, Fernando Collor de Mello e Lula, entre outros;





  

9) Rejeição imediata da PEC-37, que viria a cercear o poder de investigação do Ministério Público e legitimar a roubalheira institucional;







10) Convocação de plebiscitos regulares (de preferência mensais ou, pelo menos, semestrais), visando a revogação e/ou a criação de leis que afetem a vida da população brasileira.




Aí estão dez reivindicações que, em minha opinião, impõem-se como mais urgentes e consequentes para o apaziguamento da justa ira de um povo que já não aguenta mais ser explorado e enganado por uma elite econômica e política sem o mínimo de consciência social e ética.






(E se der pra incluir no "pacote" a legalização da cannabis sativa, vulgo maconha, melhor ainda...)







Quanto ao 'vandalismo', não passa de um sintoma temporário, inevitável e periférico, resultado de uma situação patológica que a maioria dos governantes deste país ignorou por mais de 500 anos e que os poderosos querem usar como justificativa para esvaziar e combater um movimento autêntico, justo e espontâneo, calando a voz indignada do povo.








Solicitando humildemente uma 'licença poética' para responder a todo este estado de coisas deixo aqui e agora as palavras imortais de Chico Buarque: "Apesar de você, amanhã há de ser outro dia...". Ou de uma forma menos educada e mais contundente, como diria o 'rapper' Emicida: "Fodam-se vocês!". Com todo o respeito...








POST-SCRIPTUM:


E você? Vai ficar aí parado? 






VAI PRÁ RUA!!!