VAI NA PAZ O GRANDE MESTRE DO BLUES...
"Há estranheza quântica demais por aí..." - Fred Alan Wolf, Ph.D.
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sábado, 16 de maio de 2015
quarta-feira, 30 de abril de 2014
SAUDADES DO FUTURO (2)
[Editado de um texto de Arnaldo Jabor publicado no Segundo Caderno do jornal O GLOBO]
A cultura patriarcal/estatal desde a colônia nos garantiu durante o populismo janguista até 64, que o Estado faria uma revolução tropical e transcendental (vide os delírios de Darcy Ribeiro, por exemplo), de modo a tirar o país da "alienação" e salvar, pela arte, os oprimidos. A cultura era uma política. O golpe de 64 foi uma porrada na utopia. Mas houve uma vantagem: a derrota nos "ajudou" a ver o atraso de nossas certezas. A ditadura e a depressão dos derrotados nos mostraram que o buraco era mais embaixo e que as forças da História eram mais labirínticas. A esquerda começou a se autocriticar (nem toda, claro - vide os soviéticos que ainda vicejam por aí).
Nos anos 1970, a contracultura ampliou repertórios e códigos artísticos, pela loucura do "desbunde" e da subcultura hippie. Houve uma virada mais antropológica que ideológica.

De cabeça para baixo, vimos mais. Valíamos pelo que "não" tínhamos e, se antes éramos vítimas imaginárias do capitalismo, agora éramos vítimas reais da ditadura e passamos a ter uma nova meta: a liberdade.
Surgiu um novo ente: o mercado. Se Lênin disse que nada existe fora do poder, o capital respondia que nada existia fora do mercado. Para onde ir? O trauma da globalização foi mais profundo que a derrota de 64; ficamos mais informados politicamente, mais cultos, embora, para os mais burros, tenha renascido um neonacionalismo rancoroso e feroz, a ideologia cultural do "bode-preto" reforçando conceitos superados: um "mix" de farrapos de esquerda, azedume "punk", pálida tristeza e anseios regressistas.
De repente, outra porrada no voluntarismo de intelectuais e artistas: não há mais futuro. Subitamente o presente nos atacou com uma enxurrada de vida liberada pela era digital na internet.
Sempre falávamos na democratização da cultura, das artes... Pois ela está aí... e não foi o Estado nem o ministério, nem anseios neorromânticos.
Ela está aí... Bill Gates, Jobs, as redes, os microchips mudaram o mundo... Quem diria?

E agora a mutação é mais intrincada porque não há "uma" ideia nova, uma escola, uma tendência. A mutação atual é a "contribuição milionária" de todos os desejos expressivos. Mudaram todos os suportes, as formas se multiplicam sem parar criando novas significações.
Sabíamos que a era digital mudaria tudo, desde o mundo árabe até a poesia de Shakespeare? Mais uma vez, as coisas criam os homens... Todo mundo pode fazer arte, poesia e a internet é o novo parnaso digital.
Reação romântica: como fazer arte sem futuro, sem finalidade? Sem a ideia de "eterno"? Que será do artista demiurgo, aqueles "poucos falando para muitos"? Agora, em que todos criam para todos, o que é "importante", como dizíamos? O que terá hoje ou amanhã o prefixo"Ur" (alemão) - as coisas fundadoras? Onde está a totalidade?
Há uma revolução de meios sem uma clareza de fins. Como será o mundo árabe? Como será a grande arte? Ainda haverá? Os meios justificam fins desconhecidos. E, vamos combinar, que mesmo na louvação das irrelevâncias, ainda dorme talvez o desejo de um sentido. Olha a encrenca... A própria ideia de um debate sobre esta dúvida já é antiga.
Se fosse proposta a um jovem blogueiro, ele diria: "Pra quê?"
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terça-feira, 29 de abril de 2014
SAUDADES DO FUTURO (1)

[Editado de um texto de Arnaldo Jabor publicado no Segundo Caderno do jornal O GLOBO]
Sempre falamos em "cultura brasileira", mas não sabemos exatamente o que é isso, hoje em dia. Cultura é o que? Uma senhora grega, de camisola, segurando uma tocha? Cultura é uma índia, negra e portuguesa, de cocar e saiote? Cultura é um museu erudito e paralítico que rima com "sepultura"? Fazemos boquinha elegante para falar em "cultura" mas sempre sobra um gosto de alguma coisa em crise, que deve ser salva.
Na tradição de bacharéis colonizados de cartola e fraque, sempre amamos as "coisas do espírito", "a alma minha gentil" ou o "vai-se a primeira pomba despertada", as poesias com que nos embriagávamos nos botequins da República Velha, em meio à febre amarela e à varíola.
A impotência política para superar nosso atraso endêmico nos levou a uma supervalorização da "cultura artística". Era nossa ilusão e consolo: "somos pobres, mas com uma cultura rica...". Senti isso em minha juventude, quando um companheiro me disse: "Não temos nada, mas somos o sal da terra". Fazíamos arte, filmes, música como se salvássemos o país. Agora a web é uma cachoeira de criações artísticas. Acabam os poucos artistas criando para muitos.
Antes, o subdesenvolvimento nos dava uma "superioridade" sobre os "falsos problemas europeus", como o absurdismo do teatro de Beckett ou Ionesco, o "existencialismo alienado do social" ou o sinistro comercialismo americano. A pobreza era nossa maior riqueza. Vivíamos na divisão simplista entre "centro e periferia", colonia e metrópole, vítimas santificadas do imperialismo cruel.
Nossos defeitos institucionais seculares ficavam ocultos, já que a culpa era "dos outros". Chegamos a fazer a glamourização da incompetência. Era a poética da precariedade contra a técnica dos países ricos e "decadentes". Achávamos a miséria uma nova estética - o mito de que o tosco, o povo simples e até o burro são ungidos por uma "verdade sagrada".
Essa ideia reacionária rola até hoje, haja visto o carisma triunfal do ex-presidente operário. Minha geração, no cinema e na esquerda, achávamos que teríamos um futuro cultural que nos salvaria; havia um geist artístico em marcha a uma harmonia libertadora. Éramos os "sujeitos" que moldariam a História. Éramos hegelianos e não sabíamos.
No entanto, as mutações culturais mais visíveis (que não enxergávamos) vieram por "irrupções" de causas materiais, de relações de produção industriais e comerciais: a cultura do café e o Modernismo; o crash da bolsa em 29 contribuindo para nossa "identidade" na revolução de 30; a indústria fonográfica americana e o rádio projetando a música popular dos anos de ouro; a industrialização juscelinista possibilitando a arquitetura, a bossa nova, o Cinema Novo; a Philips e outras gravadoras veiculando a música dos anos 1960; a TV ensinando o povo a falar e a ver o país. Não éramos marxistas e não sabíamos.
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Continua...
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segunda-feira, 22 de julho de 2013
ROCK E RAP
Desde as manifestações mais violentas por todo o Brasil contra os desmandos dos nossos políticos e a repressão da polícia fascista (haja vista a postagem anterior que exemplifica a violência que se instalou no centro da cidade do Rio de Janeiro), tanta coisa aconteceu que fica até difícil colocar o pensamento em perspectiva.
O Brasil entrou no circuito da espionagem; que legal, né? Aqui ó, seus espiões da C.I.A. ou do N.S.A., vão todos tomar no cú, falou? Vêm cá me pegar se vocês puderem, ha,ha! Ninguém me convence de que tudo isso não foi combinado com antecedência pra desviar a atenção das cagadas dos E.U.A. e seus 'parceiros comerciais'. E eu que esperava tanto do Obama...
Mas vamos em frente. Sábado passado foi o Dia do Amigo. Podia muito bem ser o Dia da Falsidade que dava na mesma. Já no sábado retrasado foi o Dia do Rock. Prá mim tanto faz se foi o dia do samba-tango ou da rumba universitária. Sempre gostei de rock e esse papo de ter dia disso, dia daquilo, não passa de uma jogada comercial pra faturar mais (nossa, pensei que nunca mais fosse usar esse clichê!).
Bom, já que estamos falando no dito cujo, e independentemente de existir um dia oficial para o mesmo, aqui vai mais uma das minhas homenagens oficiais atrasadas. Fuck it.

Tem dois caras que já morreram não faz muito tempo a quem eu sinto estar devendo minhas reverências e, portanto, vou aproveitar a oportunidade: Chorão e Sabotage. É rock, é rap, é som da pesada (a base é 'Back in Black' do AC/DC). Quem não gosta vai a merda. Beijos...
POST-SCRIPTUM:
Marginal Alado
Pra mim uma rima louca é tipo pá, aprendizado
Que muda todo o quadrado, e deixa os mano ligado
Que vida cobra muito sério e você não vai fugir,
Não pode se esconder, e não deve se iludir
Toca na ferida, tipo rap nacional, como fez o Mano Brown, Revolução mental
O barato vai batendo no estéreo do meu carro,
Quando tá rolando um rap, eu só escuto, eu não falo
Eu sou cara branco que admiro a negritude, Mikimba, Sabotage, Nêgo Aplique, Rappin' Hood.
O que vale é atitude, e atitude ali não falta
Sujou Sandrão, é os homens não é escolta
Sai voado, tipo marginal alado, mais rápido do que o aço dos ratos [4x]
Vem comigo na trilha sonora, o sol brilha lá fora, e segue o sol até o pôr, e é agora
Escorrega mas não cai, os mano aqui não fica atrás, é só idéia forte, e as rimas são demais
RZO, os cara, rica rima, rima rara, os boys fica de cara, e a batida aqui não pára
Tipo idéia como bala, que vara a sua cara
As rimas de Sandrão e Helião, batem no meu coração,
Como se fosse marca-passo, o veneno é puro aço!
Levou aço um abraço...
Sai voado, tipo marginal alado, mais rápido do que o aço
do ratos [4x]
Aê ladrão!
Alô Chorão, já são 3 horas da tarde, é sabadão
e não tem show, 'tou num pinote brabo
Se tá ligado, aqui é raro, faltar com combinado, peguei o seu recado
Quem é ninja não toma esculacho
Vários manos firmeza, deram porto, escassos pelo esboços, injustiça, imploro
Perante ao povo, eu não me acho, pois sim, sei o que faço
Favela pinta um quadro [ Sim ]
Eu sou Picasso, hé, os obstáculos, é greve, é roubo de carro
O que é aquilo? Imprevisível, fui tão nítido, se liga é claro
A cada dia um Morto-vivo, tem que andar ligeiro, tem maçarico, estopim, acende o tempo inteiro
Na fé quem é do corre, do corre, não se envolve, não é locke
Na fé, quem é do corre eu sei que sofre, pois sim resolve
Chorão e Charlie Brown, Sabotage
Pra rima, também 'tou nobre, pode crer!
Aê, quem é ninja eu sei, não merece esculacho
Se tá ligado, um abraço!
Mas aê mano tô no pinote, mais rápido do que o aço!
Sai voado, tipo marginal alado, mais rápido do que o aço
do ratos [4x]
A mesma família de toda família, a grande família da mesma família
Charlie Brown e meu mano Sabotage, Dj Franja, colou na banca
Fica a vontade!

Que muda todo o quadrado, e deixa os mano ligado
Que vida cobra muito sério e você não vai fugir,
Não pode se esconder, e não deve se iludir
Toca na ferida, tipo rap nacional, como fez o Mano Brown, Revolução mental
O barato vai batendo no estéreo do meu carro,
Quando tá rolando um rap, eu só escuto, eu não falo
Eu sou cara branco que admiro a negritude, Mikimba, Sabotage, Nêgo Aplique, Rappin' Hood.
O que vale é atitude, e atitude ali não falta
Sujou Sandrão, é os homens não é escolta
Sai voado, tipo marginal alado, mais rápido do que o aço dos ratos [4x]
Vem comigo na trilha sonora, o sol brilha lá fora, e segue o sol até o pôr, e é agora
Escorrega mas não cai, os mano aqui não fica atrás, é só idéia forte, e as rimas são demais
RZO, os cara, rica rima, rima rara, os boys fica de cara, e a batida aqui não pára
Tipo idéia como bala, que vara a sua cara
As rimas de Sandrão e Helião, batem no meu coração,
Como se fosse marca-passo, o veneno é puro aço!
Levou aço um abraço...
Sai voado, tipo marginal alado, mais rápido do que o aço
do ratos [4x]
Aê ladrão!
Alô Chorão, já são 3 horas da tarde, é sabadão
e não tem show, 'tou num pinote brabo
Se tá ligado, aqui é raro, faltar com combinado, peguei o seu recado
Quem é ninja não toma esculacho
Vários manos firmeza, deram porto, escassos pelo esboços, injustiça, imploro
Perante ao povo, eu não me acho, pois sim, sei o que faço
Favela pinta um quadro [ Sim ]
Eu sou Picasso, hé, os obstáculos, é greve, é roubo de carro
O que é aquilo? Imprevisível, fui tão nítido, se liga é claro
A cada dia um Morto-vivo, tem que andar ligeiro, tem maçarico, estopim, acende o tempo inteiro
Na fé quem é do corre, do corre, não se envolve, não é locke
Na fé, quem é do corre eu sei que sofre, pois sim resolve
Chorão e Charlie Brown, Sabotage
Pra rima, também 'tou nobre, pode crer!
Aê, quem é ninja eu sei, não merece esculacho
Se tá ligado, um abraço!
Mas aê mano tô no pinote, mais rápido do que o aço!
Sai voado, tipo marginal alado, mais rápido do que o aço
do ratos [4x]
A mesma família de toda família, a grande família da mesma família
Charlie Brown e meu mano Sabotage, Dj Franja, colou na banca
Fica a vontade!
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
CARNAVAL 2013
E lá se vai mais um Carnaval. Admito que não sou fanático pela festa, mas costumo sair todo ano num bloco que reúne uma galera da minha adolescência. Além de ser uma boa desculpa pra rever muita gente boa às vezes dá até pra conhecer umas caras novas e... (deixa prá lá!).
Quanto ao desfile das Escolas de Samba, pra mim não tem mais muita graça não, parece que todo ano é sempre a mesma coisa, apesar de torcer pro Salgueiro. Aliás, foi uma das poucas que eu tive paciência de assistir pela TV, além da Unidos da Tijuca, Mangueira, Beija-Flor e São Clemente, até porque estavam entre as primeiras a desfilar no domingo e na segunda-feira.
Sem querer ser chato, vou ousar fazer algumas críticas, tanto ao desfile quanto à transmissão da TV Globo. O Salgueiro veio “arrebentando”, com muito luxo e abusando da tecnologia. Nada contra, até porque o desfile é cada vez mais para gringo ver.
Unidos da Tijuca, idem, muito bonita e cheia de truques tecnológicos. Pena que pecou num detalhe nem tão pequeno assim. A homenagem à Alemanha foi original, mas a Escola cometeu um equívoco logo na Comissão de Frente ao exaltar a mitologia germânica. Thor e Odin, apesar de terem sido reverenciados na antiga Alemanha, eram conhecidos como Donar ou Doner e Wotan ou Woden. Thor e Odin são os nomes pelos quais estas divindades eram conhecidas na Escandinávia (Dinamarca e Noruega, principalmente). Não chegou a tirar o brilho do espetáculo (legal a mágica com o martelo!), mas que foi um tremendo “vacilo” isso foi.
Mangueira e Beija-Flor: ambas como sempre dignas e belas, candidatas indiscutíveis ao título. Entretanto a Escola de Nilópolis também teve seu equívoco, e não foi pequeno. Um dos destaques foi uma fantasia muito bonita e luxuosa chamada “Dario, Rei da Babilônia”. Hein?!? Dario foi Imperador da Pérsia, gente. Tudo bem que suas conquistas também alcançaram a região entre os rios Tigre e Eufrates (atual Iraque), onde localizava-se a antiga Babilônia, mas, pelo amor de Zaratustra, essa foi imperdoável!
Outro equívoco, até engraçado, veio de um dos comentaristas da TV Globo. O tema da Beija-Flor era uma homenagem ao cavalo, animal que, desde pelo menos a última Era Glacial, tem sido um parceiro indispensável da humanidade na construção das civilizações. Acontece que uma certa alegoria focalizava a evolução do animal desde seus ancestrais mais longínquos, entre eles o "eohippus", que existiu mais ou menos entre 10 e 20 milhões de anos atrás. Era um animal pequeno em comparação com nosso cavalo, mais ou menos do tamanho de um cachorro médio atual. Durante o desfile, a certa altura, o comentarista declarou que devia ter sido mais fácil para o “homem das cavernas” caçar aqueles “cavalinhos” do que os dinossauros. Putz! Essa foi hilária! Alguém andou vendo desenhos animados demais! Entre a extinção dos últimos dinossauros e o surgimento dos primeiros hominídeos existe um intervalo de, pelo menos, 50 milhões de anos!!! Fala sério...
Quanto a São Clemente, pessoalmente detestei. Veio homenageando as novelas da TV Globo, num demonstração descarada de “puxa-saquismo” típico. Por sinal, por que só a Globo pode transmitir o desfile das Escolas de Samba? Ah é, muito dinheiro...
E pra quem não sabe o desfile agora tem patrocínio de empresas privadas. Quem não gosta de dinheiro?
POST-SCRIPTUM:
Anyway, parabéns a todas as Escolas de Samba que desfilaram no Sambódromo da Av. Marquês de Sapucaí. E que vença a melhor!
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domingo, 25 de setembro de 2011
20 ANOS DE 'NEVERMIND'
Há 20 anos, no dia 24 de setembro (dia do meu aniversário, modéstia à parte) de 1991, era lançado o álbum NEVERMIND, da banda americana NIRVANA, que seria apenas mais um disco de rock independente se não fosse pelo fato de ter revolucionado o 'mainstream' da época, tirando Michael Jackson do topo das paradas e colocando o 'grunge' melancólico e a cidade de Seattle no centro do mundo.
Desde o seu lançamento, Nevermind já vendeu mais de 30 milhões de cópias, tendo sido citado, recentemente, pelo jornal inglês 'The Guardian', como um dos eventos mais importantes da história do rock.
Nevermind foi o segundo trabalho de estúdio da banda Nirvana, e serviu de trilha sonora para toda uma geração, por meio de músicas como Lithium, Come As You Are, Bloom e principalmente Smells Like Teen Spirit.
Na formação desse registro histórico estavam o cantor e guitarrista Kurt Cobain, o baixista Krist Novoselic e o baterista David Grohl (atualmente líder, cantor e guitarrista dos Foo Fighters). O Nirvana se desfez após o suicídio de Cobain, aos 27 anos, em 1994.
Entre as várias homenagens mundiais ao vigésimo aniversário de Nevermind, merece destaque o relançamento do álbum em uma versão remasterizada e uma edição de luxo, com raridades e 'remixes' em 4 CDs e um DVD.
O Nirvana chegou a se apresentar no Brasil em 1993, onde deixou milhares de fãs desconsolados com o fim trágico da banda. E, passados vinte anos de Nevermind, a nova geração do rock continua celebrando o famoso disco do trio.
POST-SCRIPTUM:
LITHIUM
(Kurt Cobain)
I'm so happy
'Cause today I've found my friends
They're in my head
I'm so ugly but that's okay,
'Cause so are you, we broke our mirrors
Sunday morning is everyday
For all I care and I'm not scared
Light my candles in a daze
'Cause I've found God
Yeah,Yeah (x7)
I'm so lonely, but that's ok
I shaved my head and I'm not sad
And just maybe I'm to blame
For all I've heard, but I'm not sure
I'm so excited
I can't wait to meet you there, but I don't care
I'm so horny
But that's okay, my will is good
Yeah,Yeah (x7)
(x2)
I like it - I'm not gonna crack
I miss you - I'm not gonna crack
I love you - I'm not gonna crack
I killed you - I'm not gonna crack
I'm so happy
'Cause today I've found my friends
They're in my head
I'm so ugly but that's okay,
'Cause so are you, we broke our mirrors
Sunday morning is everyday
For all I care and I'm not scared
Light my candles in a daze
'Cause I've found God
Yeah,Yeah (x7)
(x2)
I like it - I'm not gonna crack
I miss you - I'm not gonna crack
I love you - I'm not gonna crack
I killed you - I'm not gonna crack
(Kurt Cobain)
'Cause today I've found my friends
They're in my head
I'm so ugly but that's okay,
'Cause so are you, we broke our mirrors
Sunday morning is everyday
For all I care and I'm not scared
Light my candles in a daze
'Cause I've found God
Yeah,Yeah (x7)
I'm so lonely, but that's ok
I shaved my head and I'm not sad
And just maybe I'm to blame
For all I've heard, but I'm not sure
I'm so excited
I can't wait to meet you there, but I don't care
I'm so horny
But that's okay, my will is good
Yeah,Yeah (x7)
(x2)
I like it - I'm not gonna crack
I miss you - I'm not gonna crack
I love you - I'm not gonna crack
I killed you - I'm not gonna crack
I'm so happy
'Cause today I've found my friends
They're in my head
I'm so ugly but that's okay,
'Cause so are you, we broke our mirrors
Sunday morning is everyday
For all I care and I'm not scared
Light my candles in a daze
'Cause I've found God
Yeah,Yeah (x7)
(x2)
I like it - I'm not gonna crack
I miss you - I'm not gonna crack
I love you - I'm not gonna crack
I killed you - I'm not gonna crack
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
O 'COMETA' AMY WINEHOUSE
Comparar a passagem da talentosíssima cantora Amy Winehouse pelo cenário da música pop a um cometa em virtude de seu brilho e celeridade é, no mínimo, uma analogia óbvia e que dispensa maiores comentários.
Mas que se dane: ainda estou sob o efeito deletério dos sentimentos de tristeza e estupefação a que a notícia de sua morte me induziram. Admito que melodrama e clichê não sejam as melhores formas de celebrar a genialidade, mas existem coisas que são inevitáveis em determinadas situações (e esta é uma delas, sem dúvida). De qualquer forma, nada pode substituir eficazmente o silêncio respeitoso que deveria impor-se como a atitude mais conveniente a fim de honrar o talento de uma artista como foi Amy Winehouse e de lidar com o vazio de sua ausência.
Tal é a dicotomia que tanto me angustia: sinto a necessidade de aplaudir a artista, mas ao mesmo tempo me irrita a certeza de não poder fazê-lo adequadamente. Além do mais, escrever epitáfios nunca foi o meu forte; certamente não é o tipo de texto cuja leitura me dê qualquer tipo de prazer ou que me inspire de alguma forma significativa.
Independente desses sentimentos conflituosos (ou talvez em decorrência dos mesmos?), sinto-me desagradavelmente compelido a comparar (e lamentar) a similaridade existente entre as trágicas vidas e as fugazes jornadas artísticas de duas outras excepcionais cantoras de jazz e blues - no caso Billie Holliday e Janis Joplin - com as de Amy Winehouse ("wine house": casa de vinho; ironia cruel...), todas falecidas precocemente pelo abuso de álcool e outras drogas.
E que não se veja nessa constatação nenhum ranço de moralismo babaca. Ninguém pode julgar a angústia que trespassa a alma de artistas desse gabarito, cuja elevada sensibilidade os torna mais vulneráveis a dilacerantes conflitos existenciais, sejam eles reais ou imaginários.
De qualquer modo faço questão de deixar registrada minha solidariedade espiritual a Amy Winehouse, seja como a extraordinária artista que foi, seja como ser humano complexo e fascinante. Que sua essência imaterial encontre em outras paragens a paz que não encontrou nesta vida.
YOU KNOW I’M NO GOOD
(Amy Winehouse)
Meet you downstairs in the bar and heard
Your rolled up sleeves in your skull T-shirt
You say "why did you do it with him today?"
And sniffed me out like I was Tanqueray
'Cause you're my fella, my guy
Hand me your Stella and fly
By the time I'm out the door
You tear me down like Roger Moore
I cheated myself
Like I knew I would
I told you I was trouble
You know that I'm no good
Upstairs in bed with my ex-boy
He's in a place, but I can't get joy
Thinking on you in the final throes
This is when my buzzer goes
Run out to meet your chips and pitta
You say when "we're married",
'Cause you're not bitter
"There'll be none of him no more"
I cried for you on the kitchen floor
I cheated myself
Like I knew I would
I told you I was trouble
You know that I'm no good
Sweet reunion, Jamaica and Spain
We're like how we were again
I'm in the tub, you on the seat
Lick your lips as I soak my feet
Then you notice a little carpet burn
My stomach drop and my guts churn
You shrug and it's the worst
Who truly stuck the knife in first
I cheated myself
Like I knew I would
I told you I was trouble
You know that I'm no good
I cheated myself
Like I knew I would
I told you I was troubled
Yeah, you know that I'm no good
POST-SCRIPTUM:
Nada mais tosco (e eficiente) que um amontoado de lugares-comuns para garantir que se preserve a memória daqueles que realmente merecem ser lembrados. Fazer o quê? O amor é intrinsecamente brega e a vida uma aventura breve e insensata que nos exige doses generosas de delírio e deboche diluídas judiciosamente em seus interstícios para tornar-se minimamente suportável e até, em alguns momentos, surpreendentemente prazerosa.
Sem nos esquecermos de que humor é fundamental, mesmo que seja do tipo macabro, pois ainda é melhor rir do que chorar...
domingo, 12 de junho de 2011
TÔ DE SACO CHEIO
É muita aporrinhação de tudo que é lado, muitos compromissos pendentes pra resolver, pouco dinheiro pra gastar e pouca paciência pra poder aturar. Tô me sentindo meio como o velho Sísifo da lenda (para os menos informados, nada a ver com "sifú", mas até que dá pra traçar um paralelo nem tão forçado...)
Isso prá não falar nas notícias, tanto nacionais quanto internacionais. É o mesmo marasmo de sempre: corrupção, enchente, terremoto, assassinato e por aí vai.
Podem dizer que ando meio depressivo e tal, mas resolví dar um tempo em tudo. Já que nada muda a minha volta, mudo eu.
Fui, mas volto logo...
POST-SCRIPTUM:
LEVE DESESPERO
(Capital Inicial)
Eu não consigo mais me concentrar
Eu vou tentar alguma coisa para melhorar
É importante, todos me dizem
Mas nada me acontece como eu queria
Estou perdido, sei que estou
Cego para assuntos banais
Problemas do cotidiano
Eu já não sei como resolver
Sob um leve desespero
Que me leva, que me leva daqui
Então é outra noite num bar
Um copo atrás do outro
Procuro trocados no meu bolso
Dá pra me arrumar um cigarro?
Eu não consigo mais me concentrar
Eu vou tentar alguma coisa para melhorar
Já estou vendo TV como companhia
Sob um leve desespero
Que me leva, que me leva daqui
Talvez se você entendesse
O que está acontecendo
Poderia me explicar
Eu não saio do meu canto
As paredes me impedem
Eu só queria me divertir
As paredes me impedem
Já estou vendo TV como companhia
Sob um leve desespero
Que me leva, que me leva daqui
Sob um leve desespero
Que me leva, que me leva daqui
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