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quarta-feira, 14 de maio de 2014

MUITA MERDA!




É tanta merda acontecendo que dá até ânsia de vômito acompanhar. São demonstrações de racismo, gente inocente sendo espancada até a morte, desvio de verbas em obras públicas, a Petrobras indo pro buraco por conta de administradores corruptos e/ou incompetentes, prenúncios de guerra civil no leste europeu, o mundo árabe sob a constante ameaça de terrorismo, ufa! 

Como eu disse no começo, haja merda!

Mas tá tranquilo, a gente se acostuma com o tempo... só que não!

O século XXI caminha para uma nova Idade Média, com a diferença de ser informatizada. Dizem que até o fim do ano existirão tantos aparelhos celulares quanto seres humanos no mundo. E daí? Sei lá, era de se esperar que a humanidade tivesse evoluído um pouco mais após tanto tempo habitando esse planetinha, em todos os sentidos e não apenas tecnologicamente.

Enfim, quem sabe eu não esteja sendo pessimista e as coisas sejam assim mesmo. Ou quem sabe a salvação virá de repente, de onde menos se espera, como naquela música do Caetano Velloso.

Só não dá é pra ficar calado enquanto afundamos na merda. Se depender de mim vou continuar protestando, mesmo que não dê em nada.

Será que os governos em geral não enxergam que, por exemplo, a criminalização das drogas, sejam elas quais forem, só traz morte e decadência cada vez maior? Haja visto a quantidade de gente presa por envolvimento com o tráfico.

A manutenção dos sistemas judiciário e carcerário tem um custo altíssimo que seria melhor aplicado na saúde e na educação da população. Aí sim, poder-se-ia falar em condições mais humanas para os presos, que também são gente. Ou não?

Mas o que os políticos querem mesmo é aparecer na TV como celebridades, falando, falando, e não fazendo nada...


POST-SCRIPTUM:


POLÍTICOS: VÃO TODOS SE FUDER!








  

quarta-feira, 30 de abril de 2014

DENTADURA, SAPATO OU EMPREGO


[Texto editado de autoria de João Ubaldo Ribeiro publicado no jornal O GLOBO ]


E, lá no meu sertão, como andará a festa? O brasileiro não sabe votar, avaliação todos os dias repetida, até mesmo num texto falsamente atribuído a mim, que circulou na internet e que já desisti de desmentir. Se isso se refere aos brasileiros pobres, miseráveis ou esquecidos nos cafundós, não tenho tanta certeza de que representa a verdade. Que quer dizer "votar certo"?

O eleitor vota certo, digamos, quando vota no candidato que representa seus legítimos interesses e aspirações. Nesse caso, quando vende seu voto, ou troca por uma dentadura, um par de sapatos ou, melhor ainda, um emprego, o tal eleitor "inconsciente" não estará votando certo? Em muitos casos, somente na próxima eleição é que ele vai ver esse pessoal que ora compra o seu voto. A eleição é uma ocasião preciosa e rara que se oferece a ele.


Durante a temporada eleitoral, ele é cumprimentado, é escutado e elogiado, vira até gente e recebe alguma coisa de um mundo que o ignora e abandona o resto do tempo. Que outra serventia tem o voto para ele? Como vão caber no horizonte dele as questões discutidas pelos "esclarecidos"? Que real diferença, para ele, existe entre um deputado e outro, a não ser que um recompensa o voto com uma graninha, um sapatinho, uma dentadurazinha, uma colocaçãozinha - e o outro nem isso? 

E, como nem um nem outro jamais fizeram nada para beneficiá-lo, estará votando errado, ao ser recompensado pelo seu voto da única forma que a experiência o autoriza a ver como viável?

E os que votam "certo"? Aqui de novo há uma escala. Quem furta galinha é ladrão; quem furta muitos milhões é um financista vitimado pelas vicissitudes do mercado; quem furta bilhões é um grande homem. Matou um, é assassino; matou milhões é grande líder. Da mesma forma, quem negocia seu voto por um emprego vota errado. Em compensação, votam certo os que negociam seus votos por uma legião de empregos, como fazem os políticos profissionais, dando-nos volta e meia a vontade de pedir calma, que vai dar para todo mundo, embora, levando-se em conta a voracidade e a eficiência com que saqueiam e dissipam, talvez o seguro seja estar entre os primeiros a abocanhar, pois de repente a fonte pode secar.

  

Saber votar, por outro lado, consola pouco os que acham que sabem. Todos os objetivos de todos os candidatos são sempre os mesmos. Construir um Brasil mais justo, mais igualitário, com cidadania. E porque tal, porque vira etc. e tal. É tudo a mesma coisa, tudo fácil de dizer. E assim, mesmo nós, os que achamos que sabemos votar, enfrentamos dificuldades de escolha. 

Não estou precisando de dentadura no momento, mas um parzinho de sapatos talvez caísse bem.


POST-SCRIPTUM:

Ou quem sabe um par de tênis de marca, hein?

Falando sério e indo direto ao assunto: VOTE NULO E QUE SE FODAM OS POLÍTICOS!






quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

MANIFESTAÇÃO POPULAR OU GUERRA CIVIL?



Antes de tudo quero esclarecer que não apoio a velha tradição do "olho por olho, dente por dente". 

A morte do cinegrafista da Rede Bandeirantes, Santiago Andrade, foi um acontecimento lamentável que poderia ter sido evitado.



A "autoridade" pública provocou, em certa medida, novas manifestações de protesto ao aumentar o preço das passagens de ônibus municipais para R$ 3,00, mesmo sabendo que existem estudos que comprovam que o valor de R$ 2,50 já seria suficiente para cobrir as despesas das empresas. Ou seja, deveria, isto sim, BAIXAR o preço anterior de R$ 2,75 para R$2,50 e não AUMENTAR para R$ 3,00!!!

Quer dizer que foi uma provocação? Claro! E não esperava-se consequências? É óbvio que sim, até mesmo contava-se com elas.


 


O que os governos municipal e estadual do Rio de Janeiro queriam era só uma desculpa para endurecer contra os manifestantes, "descer o cacete", lançar bombas de gás e dar tiros com balas de borracha (que podem aleijar e até mesmo matar, sabiam?).

Só que eles não sonhavam que seus desejos seriam atendidos com tanta precisão. Os dois idiotas que participaram do atentado com o tal "rojão" que matou o jornalista "entregaram de bandeja" tudo que as "autoridades" queriam e muito mais.



O resultado é um inocente morto, os dois patetas na cadeia por uma boa temporada e o governo tirando uma de "bom moço", levando sua pseudojustiça "até as últimas consequências".

E A PASSAGEM CONTINUA A TRÊS REAIS!!! Maravilha, né? Fala sério...

 

Quando de minha postagem sobre o livro "Groucho-Marxismo", de Bob Black, ao conclamar os anarquistas a se unirem, estava naturalmente sendo irônico (pra quem não entendeu), até mesmo porque o anarquismo não possui uma única vertente, uma "doutrina codificada" (axé, Bakunin!) que una todos os que pensam diferente da mesmice entranhada nos corações e mentes das massas.

É, na verdade, um paradoxo, conclamar os anarquistas a se unirem, a não ser por breves momentos e por causas específicas. E é claro que eu sei disso.



  


Que ninguém se iluda: o sistema não vai cair se você jogar uma bomba nele. Ele simplesmente te joga 10, 100, 1.000 bombas e ainda conta com o apoio natural da mídia e da população, chocadas com a morte de alguém cujo único interesse era registrar fatos, informar no interesse até mesmo e principalmente dos manifestantes nos casos de violência policial.

Estes rapazes que agora serão tratados como criminosos comuns não passam de "bucha de canhão" numa estratégia imbecil e equivocada, incentivada sabe-se lá por quais interesses escusos.




Quanto pior, melhor? É, o PT já pensou assim também e olha aonde ele chegou. Bem alto, né? Só que, quanto maior a altura, maior a queda...

Resumindo, tudo tem sua hora e seu lugar. O movimento de rebelião tem sangue nas mãos e deu vários passos atrás com todo esse quadro lamentável.

O sistema ainda vai cair. Mas será de podre, sob seu próprio peso, e não sob pauladas e pedradas ou mesmo em consequência de "coquetéis moltov" ou fogos de artifício.

Li, não me lembro onde, que dar a outra face não é sinal de fraqueza, mas de protesto; pode bater o quanto quiser: daqui não saio, daqui ninguém me tira!

Que o exemplo de Gandhi e de Nelson Mandela nos inspirem no futuro e não o de uma dupla de garotos irresponsáveis e mal orientados.


POST-SCRIPTUM:

A luta continua. Mas é uma luta de consciências e não uma guerra civil. Infelizmente, parece que tem gente interessada na segunda opção...

E, com certeza, não é com isso que o povo brasileiro sonha.  



sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

ESQUERDA, DIREITA: BABACAS, MARCHEM!

Groucho-Marxismo


[EDITADO E ADAPTADO A PARTIR DO ARTIGO "RITOS DE ESQUERDA" PUBLICADO NO LIVRO "GROUCHO-MARXISMO" DA AUTORIA DE BOB BLACK E PUBLICADO PELA ED. CONRAD]



Na astronomia, "revolução" se refere a uma volta ao mesmo lugar. Para a esquerda, parece significar mais ou menos a mesma coisa. O esquerdismo é literalmente reacionário. Assim como os generais estão sempre uma guerra atrasados, os esquerdistas estão sempre em busca de uma revolução.



Eles a vêem como bem-vinda porque sabem que já nasceu fracassada. São vanguardistas porque estão sempre atrás de seu tempo. Como todos os líderes, os esquerdistas são menos intragáveis quando seguem seus seguidores, mas, em certas crises, eles tomam a frente para fazer o sistema funcionar.

Se a metáfora esquerda/direita tem algum significado, ele só pode ser que a esquerda fica à esquerda da mesma coisa da qual a direita fica à direita. Mas e se "revolução" significar sair da linha?



Se não houvesse direita, a esquerda teria que inventá-la - e ela muitas vezes o fez (exemplos: a histeria calculada com os nazistas e a KKK, que concede a esses covardes retardados a notoriedade de que precisam). A direita, da mesma forma, precisa da esquerda: sua definição operacional é sempre "anticomunismo" ou seus vários sinônimos baratos. Assim, a esquerda e a direita pressupõem e recriam uma à outra.



Um efeito negativo dos tempos difíceis é que eles tornam a oposição fácil demais, como (por exemplo) a atual crise econômica, que é encaixada em categorias marxistas arcaicas, populistas ou sindicalistas. A esquerda, portanto, se posiciona para cumprir seu papel histórico de reformista desses males incidentais (embora agonizantes), os quais, devidamente abordados, escondem as injustiças essenciais do sistema: a hierarquia, o moralismo, a burocracia, a mão-de-obra assalariada, a monogamia, o governo, o dinheiro (o marxismo poderá ser um dia algo mais do que a maneira mais sofisticada de o capital pensar sobre si mesmo?).


O desemprego é ruim. Mas a isto não se segue, fora do dogma direito-esquerdista, que o emprego seja bom. Não é. O "direito ao trabalho", talvez um slogan adequado em 1848, está obsoleto. As pessoas não precisam de trabalho. Nós precisamos é da satisfação das necessidades de subsistência, por um lado, e, por outro, de oportunidades de atividade criativa, de convivência, educativa, diversificada e apaixonante.



A mais de cinquenta anos atrás, estimou-se que 5% do trabalho existente na época atenderia às necessidades mínimas de sobrevivência, um índice que deve ser mais baixo hoje; obviamente, ramos inteiros de atividade não servem para nada mais do que atender às finalidades predatórias do comércio e da coerção. 



Essa é uma infra-estrutura ampla a ser modificada para criar um mundo de liberdade, comunidade e prazer no qual a "produção" de usos-valores seja o "consumo" de atividades gratificantes livres. Transformar o trabalho em brincadeira é um projeto para um proletariado que rejeita essa condição, não para esquerdistas que não têm mais o que conduzir.


O pragmatismo, como um rápido olhar no seu funcionamento torna óbvio, é uma armadilha ilusória. A utopia não passa de senso-comum. A escolha entre o "pleno emprego" e o desemprego  - escolha à qual a esquerda e a direita colaboram entre si para nos confinar - é a escolha entre o Gulag e a sarjeta. Não admira que, depois desses anos todos, uma população sufocada e sofredora esteja cansada da mentira democrática. Há cada vez menos pessoas que querem trabalhar  - até entre aquelas que têm motivos para temer o desemprego - e cada vez mais pessoas que querem fazer maravilhas.



Por favor, vamos fazer barulho para obter concessões, redução de impostos, amostras grátis, pão e circo - por que não morder a mão que nos alimenta, se seu sabor é excelente? -mas sem ilusões.

A pérola (sur)racional da verdade dentro da mística ostra marxista é esta: a "classe trabalhadora" é o lendário "agente revolucionário", mas somente se, parando de trabalhar, abolir as classes. "Ativismo" é idiotice quando enriquece nossos inimigos e lhes dá poder.



O esquerdismo, esse parasita de símbolos doloridos, teme a deflagração do incêndio que vai consumir seus partidos e sindicatos junto com as corporações, exércitos e igrejas atualmente controlados por seu ostensivo oponente.

Hoje em dia, você precisa ser estranho para ser efetivo. O esquerdismo cinzento, com suas listas de antagonismos obrigatórios (contra issismos, aquilismos e aquiloutrismos) não tem nenhum humor, nenhuma imaginação; portanto, não pode preparar revoluções, só golpes, que mudam as mentiras, mas não a vida.



Mas o ímpeto de criar é também um ímpeto destrutivo. Mais um esforço, esquerdistas, se quiserem ser revolucionários! Se vocês não se revoltarem contra o trabalho, estarão trabalhando contra a revolta.


POST-SCRIPTUM:






ANARQUISTAS DO MUNDO, UNÍ-VOS! (Mas sem sindicatos ou partidos, ok?)



quinta-feira, 15 de agosto de 2013

P.U.T.A. (PARTIDO UNIFICADO DOS TRABALHADORES ASSALARIADOS)




..."Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam"...


(Steve Jobs)



















POST-SCRIPTUM:



Apenas algumas informações que penso serem pertinentes a uma reflexão mais aprofundada neste momento em que se aproximam as próximas eleições em nosso país...


Quanto à suposta (ostensiva?) propaganda político-partidária, convenhamos: antes PUTA que PT, sem dúvida alguma!


[Quem quiser saber mais sobre o PARTIDO UNIFICADO DOS TRABALHADORES ASSALARIADOS é só visitar a página do P.U.T.A. no FACEBOOK, ok?]



quinta-feira, 27 de junho de 2013

A BATALHA DO RIO DE JANEIRO

Um pequeno exemplo da 'guerra urbana' que eclodiu no Rio de Janeiro, mais especificamente na Avenida Presidente Vargas, no dia 20 de junho de 2013:


A



POST-SCRIPTUM:

Assista e desafie-se a não ficar indignado com a atuação covarde da PM carioca!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

E FEZ-SE A LUZ...




Ao que tudo indica o povo brasileiro finalmente acordou de seu sono letárgico de tantos séculos (!!!). Tal expressão já está até virando lugar-comum, mas é a manifestação da mais pura verdade: é só ter olhos para ver e ouvidos para ouvir as reivindicações mais do que justas das ruas.




Apesar de algumas declarações infelizes e por que não dizer imbecis de algumas figuras públicas, a verdade está aí, na cara de todos, e não adianta tentar "tapar o sol com a peneira". Chupa, cambada de proxenetas exploradora do suor alheio! A hora do acerto de contas tarda mas chega...






A seguir uma lista de reivindicações bem práticas e objetivas numa resposta óbvia e fácil àqueles que 'acusam' este movimento espontâneo de indignação do povo brasileiro de não ter direção ou pautas concretas. Que fique claro que são apenas sugestões, mas acredito que qualquer pessoa sensata e bem intencionada há de concordar pelo menos com a maioria delas:







1) Transporte público subsidiado, com reduções gradativas no preço das passagens de ônibus, metrô e trem até o patamar de R$ 1,50, no máximo. Tal redução poderia ir-se processando ao longo de um período determinado razoável, digamos aproximadamente uns cinco anos, acompanhada de um projeto emergencial tipo 'economia de guerra' planificada (como feito, por exemplo, na Alemanha pós-guerras mundiais ou na antiga União Soviética), objetivando a substituição, também gradativa, dos veículos de transporte coletivo movidos a combustíveis fósseis por outros, mais modernos e não poluentes, movidos por energia elétrica (tipo trens suspensos em tubos ou monotrilho); ampliação e modernização das linhas de metrô já existentes nas metrópoles de todo o país e criação de novas; implantação imediata dos ônibus elétricos articulados, com mais conforto e segurança; organização mais inteligente do trânsito de carros particulares através da determinação de escalas, com dias determinados para finais de placas pré-selecionadas, além da criação e ampliação de (muito) mais ciclovias;










2) Intensificação dos investimentos públicos na educação formal com a construção de mais escolas e a contratação de mais professores, como também incentivo maciço à criação de escolas especiais voltadas à criação e desenvolvimento de novas tecnologias, mais baratas e mais eficientes, que visem prioritariamente o bem-estar da população trabalhadora em geral. Idem no que se refere à saúde pública, com a construção de mais hospitais federais, estaduais e municipais com atendimento digno e de 'padrão FIFA', além da contratação de mais médicos e de outros profissionais da saúde;








3) Aumento gradativo porém substancial no salário dos professores de todos os níveis, mas com prioridade aos do ensino fundamental e médio, bem como dos outros servidores públicos ligados à educação;







4) Extinção gradativa porém IRREVOGÁVEL da Polícia Militar, uma instituição arcaica e dispensável, na medida em que já existe uma Polícia Civil;








5) Redução imediata dos impostos em todos os níveis, acompanhada da extinção gradativa daqueles considerados abusivos;








6) Criação de uma comissão apartidária, composta por representantes notáveis e eminentes da sociedade civil, convidados a participar por seu saber notório e moral comprovadamente ilibada, bem como por representantes eleitos diretamente nas comunidades e bairros das maiores cidades do país e membros indicados do Ministério Público, visando a cobrança e a fiscalização de toda e qualquer medida que afete direta ou indiretamente a população em geral (como transporte público, saúde e educação, por exemplo);








7) Demissão imediata do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) e o fim da notória e constrangedora, além de claramente inconstitucional, "cura gay";







8) Prisão imediata dos condenados no "Mensalão" e em outras falcatruas com o dinheiro público, bem como, e em caráter emergencial, a convocação de julgamento sumário pelo STF por crimes contra o povo de notórios salafrários como os senhores Paulo Maluf, José Sarney, Fernando Collor de Mello e Lula, entre outros;





  

9) Rejeição imediata da PEC-37, que viria a cercear o poder de investigação do Ministério Público e legitimar a roubalheira institucional;







10) Convocação de plebiscitos regulares (de preferência mensais ou, pelo menos, semestrais), visando a revogação e/ou a criação de leis que afetem a vida da população brasileira.




Aí estão dez reivindicações que, em minha opinião, impõem-se como mais urgentes e consequentes para o apaziguamento da justa ira de um povo que já não aguenta mais ser explorado e enganado por uma elite econômica e política sem o mínimo de consciência social e ética.






(E se der pra incluir no "pacote" a legalização da cannabis sativa, vulgo maconha, melhor ainda...)







Quanto ao 'vandalismo', não passa de um sintoma temporário, inevitável e periférico, resultado de uma situação patológica que a maioria dos governantes deste país ignorou por mais de 500 anos e que os poderosos querem usar como justificativa para esvaziar e combater um movimento autêntico, justo e espontâneo, calando a voz indignada do povo.








Solicitando humildemente uma 'licença poética' para responder a todo este estado de coisas deixo aqui e agora as palavras imortais de Chico Buarque: "Apesar de você, amanhã há de ser outro dia...". Ou de uma forma menos educada e mais contundente, como diria o 'rapper' Emicida: "Fodam-se vocês!". Com todo o respeito...








POST-SCRIPTUM:


E você? Vai ficar aí parado? 






VAI PRÁ RUA!!!