segunda-feira, 16 de setembro de 2013

PUSSY POWER




[Editado do artigo "Quem tem medo de Vagina Wolf", por Tony Bellotto, publicado no 'Segundo Caderno' de O GLOBO, em 01.09.2013]


O gosto por órgãos sexuais sem pelos - há notícias de que homens também aderem à depilação genital - talvez expresse uma idealização de pureza, assepcia e higiene, o que é bastante questionável.

É perceptível também uma tendência a certa "infantilização" das genitálias, uma tentativa de deixá-las mais parecidas com o sexo dos anjos e das crianças, o que pode fazer sentido para uma geração crescida sob o apelo erótico de apresentadoras de programas infantis, mas que retira dos órgãos sexuais algo de sua natureza selvagem e indômita e, por consequência, ameaçadora.

Até o início da década de 1970, fotos eróticas mostravam mulheres com pelos de sobra nos genitais e nas axilas. Os pelos nas axilas já foram abolidos há muito tempo. Agora os pelos migram também dos púbis. Chegará o dia em que a mulher gostosa será casta e desprovida de pelos, como uma vênus renascentista e careca?  




POST-SCRIPTUM:

Honestamente devo confessar que prefiro aquelas com "bigodinho de Hitler", porém não tenho preconceito com relação a pelos abundantes (mas sem exagero!) ou às "raspadinhas": sou bastante eclético nesse assunto...


domingo, 1 de setembro de 2013

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL



O Instituto de Tecnologia de Tóquio desenvolveu um robô que consegue aprender, 'pensar' e agir por conta próopria.

A invenção utiliza um sistema de inteligência artificial chamado "self-replicating neural network" (rede neural autorreplicante).

Segundo os cientistas, a máquina consegue fazer atividades que nunca realizou antes, do mesmo modo que um ser humano agiria na mesma situação, ou seja, ela é capaz de tomar decisões e fazer tentativas baseadas em suas experiências prévias.

A cada nova situação, a inteligência artificial cria um registro, como se o robô a 'aprendesse'.



 



POST-SCRIPTUM:

Parece que o mundo de "Eu, Robô", imaginado por Isaac Asimov, está cada vez mais próximo de nossa realidade cotidiana.

Fico torcendo (sinceramente, com pouca esperança) para que tal invenção não venha a ser usada para fins militares, mas tenho minhas dúvidas se as "Três Leis da Robótica" algum dia sairão dos livros e serão aplicadas no mundo real...