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terça-feira, 13 de maio de 2014

NEGRITUDE (2)


[Editado de uma reportagem de Bolívar Torres publicada no caderno Prosa & Verso do jornal O GLOBO]


A ausência de rostos negros na esfera pública brasileira, seja nas capas de revistas ou em cargos políticos importantes, impressionou o americano Henry Louis Gates Jr., considerado um dos principais especialistas em culturas africanas e afro-americanas.

O professor de Harvard visitou Rio, Diamantina, Recife e Salvador em 2010 para a série de documentários "Os negros na América Latina", transformada em livro homônimo que acaba de ser lançado no Brasil. Durante a rápida passagem, se decepcionou ao ver como o país mais mestiço do mundo - e o primeiro a se afirmar isento de racismo, segundo o autor - sufoca suas raízes africanas.

No livro, Gates percorreu diversas nações da América Latina para investigar os efeitos da diáspora africana, entrevistando artistas, acadêmicos e outras personalidades ligadas à questão negra (entre os brasileiros está Abdias Nascimento, um de seus heróis de juventude). Uma pergunta permeia toda a obra: o que significa ser negro nessas culturas? Quem é considerado negro, em quais circunstâncias, e por quem?

 


Presente nos principais debates sobre raça nos Estados Unidos, o autor ficou conhecido dos brasileiros em 2009, por causa de um polêmico episódio: enquanto tentava forçar a porta de sua própria casa, foi abordado bruscamente por um policial que desconfiou do seu gesto.

Os dois discutiram - e o professor acabou preso, se dizendo vítima de racismo. A questão foi resolvida com uma cerveja na Casa Branca, em companhia do presidente Obama.

O autor se mostra atento às contradições do Brasil e, embora encantado com a aparente harmonia, avalia que os afrodescendentes continuam excluídos socialmente. E dispara: quanto mais "negra" a aparência de um indivíduo, pior é sua condição econômica.


POST-SCRIPTUM:

Nas palavras do próprio professor Gates: "O Brasil é o país que mais renega sua negritude". Tá na hora de mudar esse quadro...



segunda-feira, 26 de agosto de 2013

EU NÃO SOU KAL PENN!



Não tenho certeza, mas acredito que algumas pessoas possam estar me confundindo com esse tal de KAL PENN, ator americano de origem indiana e ex-relações públicas do governo Barack Obama, devido a um equívoco que ocorre quando se buscam imagens no 'GOOGLE' referentes a mim, THEORYKAL: de repente, misturada à minha preciosa iconografia, lá está a cara dele com a bandeira norte-americana ao fundo junto com algumas outras imagens que eu não faço idéia de onde vieram ('a very Harold & Kumar Christmas'?? Que diabo é isso??)...

Porra, que fique bem claro: EU NÃO SOU KAL PENN, nem tenho nada a ver com sua "Big Brain Theory"!!!


POST-SCRIPTUM:

Se o equívoco ainda fosse com o SEAN PENN eu nem ligava...                                                                                             
                                     

quarta-feira, 14 de abril de 2010

BARACK OBAMA E A CÚPULA SOBRE SEGURANÇA NUCLEAR


































O presidente americano, Barack Obama, disse nesta terça-feira que a Cúpula sobre Segurança Nuclear realizada durante dois dias em Washington foi um exemplo do que é possível quando as nações trabalham juntas e que o mundo ficará mais seguro após a reunião.


"Essa noite, eu posso relatar que aproveitamos essa oportunidade e por causa dos passos que tomamos como nações individuais e como uma comunidade internacional, que os americanos terão mais segurança e que o mundo estará mais seguro", disse o presidente no discurso de encerramento da Cúpula.

Obama afirmou ainda que houve um consenso sobre a seriedade de ameaça nuclear.

"Primeiramente, concordamos com a urgência e seriedade da ameaça. Declaramos hoje que o terrorismo nuclear é uma das maiores ameaças para a segurança internacional", disse ele, afirmando ainda que os 47 países presentes concordaram que o fortalecimento dos controles sobre materiais nucleares é a melhor forma de evitar que criminosos adquiram-os.

Obama elogiou a meta ratificada pelos participantes de garantir a segurança de materiais nucleares em um prazo de quatro anos.

"Reconhecemos que, mesmo se cumprirmos com nossas responsabilidades, essa meta não pode ser alcançada por países que trabalhem em isolamento", disse. "Portanto, estamos comprometidos com um programa efetivo de cooperação e convidamos outras nações a se juntarem a nós", completou.

Os 47 países presentes na Cúpula se comprometeram a trabalhar juntos para que todo o material nuclear vulnerável esteja protegido no prazo de quatro anos.

Durante dois dias, a reunião organizada pelo governo americano discutiu medidas para impedir que materiais nucleares - como plutônio ou urânio altamente enriquecido - caiam em poder de organizações consideradas extremistas.

No documento final do encontro, os países se comprometem em "aumentar a segurança nuclear e reduzir a ameaça de terrorismo nuclear".

Os participantes da cúpula estabeleceram ainda um plano de trabalho com medidas nacionais e internacionais para levar o compromisso adiante.

Também ficou marcada uma nova reunião para 2012, na Coréia do Sul.

Obama pediu para que a comunidade internacional trabalhe "rápida e decididamente" para impor novas sanções contra o Irã por causa de seu programa nuclear.

"Meu interesse não é ter um processo que se arraste por meses", disse ele, afirmando ainda desejar que o governo iraniano perceba que desenvolver um programa nuclear traz mais custos do que benefícios.

O presidente americano disse que a China está cooperando nos esforços para estipular sanções nas Nações Unidas contra o Irã.

"Os chineses estão obviamente preocupados com as ramificações que isso pode ter para sua economia. O Irã é um produtor de petróleo. Acho que muitos países no mundo têm relações comerciais com o Irã e estamos cientes disso", afirmou.

O presidente americano elogiou a forma como o Paquistão vem mantendo seu arsenal nuclear.

"Tenho confiança na segurança paquistanesa em relação ao seu programa nuclear mas não significa que não existam melhorias possíveis de serem feitas em todos os nossos programas nucleares", afirmou.

Obama pediu para que a Coréia do Norte volte a negociar seu programa nuclear, afirmando que o país "escolheu o caminho do isolamento radical".


(BBC Brasil - 13/04/2010)


POST-SCRIPTUM:




Que se danem os governos do Irã e da Coréia do Norte, o Talibã e o Bin-Laden: pelo menos no que se refere a este assunto, estou com o Obama e não abro!

Apesar de discordar veementemente da lógica grotesca que procura justificar a manutenção dos arsenais nucleares, dos males o menor: antes viver sob o jugo da exploração mal-disfarçada que sustenta a falida democracia ocidental (onde, pelo menos, me é permitido o luxo de criticá-la), que submetido a tirania explícita de ditaduras que cinicamente se autoproclamam como "socialistas" ou de teocracias medievais asfixiantes e repressoras.